Quer Sair Comigo

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Não ando sozinho,
carrego comigo a
humildade, sabedoria
e a proteção dos que
vieram antes.

Mar de Amar




Mar em mim.
Mar comigo.
Mar sempre.
Mar que chama.
Mar que rasga.
Mar que sobe pela pele.
Mar de amar.
E eu, na estrutura do instante,
aprendo a ser horizonte.

Hoje estou triste.


Triste pelo que fizeram,
pelo que não fizeram,
pelo que eu fiz comigo mesma
tentando acreditar que algumas pessoas
seriam aquilo que eu precisava que fossem.


Talvez amanhã eu volte a acreditar.


Talvez eu volte a oferecer carinho,
a confiar,
a enxergar beleza nas pessoas.


Mas hoje...


hoje eu só quero recolher meus pedaços
e ficar um pouco em silêncio.


E talvez eu não esteja decepcionada com o amor,
nem com a amizade,
nem com o mundo.


Talvez eu esteja apenas cansada
de amar com tanta verdade
em um lugar onde nem todo mundo
sabe o que fazer com ela.


Talvez eu esteja decepcionada comigo por sentir tanto tudo isso ...


E só por hoje me permito ficar triste.

Toda minha lucidez
Nem sempre está comigo
Mas se sempre estiver,
Nem mesmo pensar consigo.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026

Eu sei, Hoje vai zangar comigo porcaso do que fiz mas a finais das conta eu acabo aprendendo para amanha

Não tive nada a ver com o 11 de setembro… apenas carrego comigo a doce certeza de que até em dias sombrios Deus acende luzes.

⁠A psicóloga está acabando comigo:
mandou-me separar um caderno só para anotar as incidências de estresse…


Só estou fazendo para comprar caderno!


Parece brincadeira — e é também!


Mas, olhando mais de perto, percebe-se algo muito maior escondido nesse riso: quantas vezes tratamos o cuidado emocional como se fosse só mais um caderno novo na gaveta?


É a recusa disfarçada, o medo sutil de se conhecer,
de se colocar diante do espelho,
de admitir que dentro de nós também existem gavetas bagunçadas
que carecem de arrumação.


Escrever, no fundo, é isso:
um ato simples que revela abismos
e, ao mesmo tempo, constrói pontes sobre eles.


Pela palavra, evitamos novas feridas
e aliviamos as que insistem em se abrir.


Há textos que caminham sozinhos.


Nascem prontos, enxutos, inteiros.


Mas há outros que precisam calçar as sandálias da empatia
para não machucar ou confundir quem ainda anda descalço dentro da própria alma.


E, é nesse vai-e-vem entre provocar e acolher
que percebemos algo curioso:
quando aprendemos a brincar com as palavras e com as imagens,
elas se juntam para brincar conosco.


A escrita deixa de ser esforço
e passa a ser companhia.


A arte deixa de ser fuga
e vira travessia.


É aí que o caderno muda de função.


De simples objeto, ele se transforma em lugar:
um lugar onde a dor descansa,
onde a graça do cotidiano floresce,
onde a alma encontra espaço para respirar.


E se eu tenho um desejo para quem se senta para folhear conosco esse “nosso caderno”,
é que saia daqui um pouco melhor do que entrou.


Porque a palavra bem cuidada faz isso —
acolhe, reorganiza, ilumina.


E quando compartilhada com sinceridade,
cura quem escreve e quem lê.


No fim, terapia ou não,
a escrita é um jeito silencioso de cuidar do mundo.


E, quem sabe, de nós mesmos também.

Sem vê-lo pressinto
que se casou por dentro
comigo sem saber,
Dezembro é tempo
de Faveiro florescido
e de viver convicto
o seu amor junto comigo,
por tudo aquilo que
ainda não fomos, somos
e seremos até o infinito.

Sururina-da-serra
cantando a memória
comigo não erra.

Murtillas na boca,
comigo no coração,
celebração de amor
e muita inspiração
com Versos Intimistas
para a consagração.

Não quero que concorde
comigo sem antes aprender
a pensar por si próprio,
sem antes de saber quem
é a Aguia-careca, o Quetzal e o Condor,
sem antes de você saber
que você é filho do Gavião-real,
sem antes de você saber
quais são os territórios ultramarinos
no Hemisfério Ocidental,
sem antes de saber qual é
o cerne da Doutrina Monroe,
sem antes de saber quem
mais rasgou o Direito Internacional,
sem antes de relembrar
que avisei que o Deus da Guerra
poderia dançar dentro
da América do Sul,
sem antes de saber que a situação
é fluída e pode vir se espalhar,
sem antes de relembrar,
que não era preciso esperar
uma guerra para aprender
a amar de verdade a nossa terra,
não antes de saber que não
sou grande coisa na vida - apenas poeta.

No mesmo fogo quero
que entre comigo,
Com paixão, mistério e conexão,
evoco ser o seu destino,
Para uns a Copa do Mundo
começa com a festa inaugural,
para mim ela só começa
quando o time da minha
Nação entra em campo,
por isso tenho razões
para esperar-te tanto.


Em matéria de amar,
para mim não é diferente,
Como escrevo poesia
falar de amor para mim é fácil,
mesmo que encontrar
o amor verdadeiro seja feito
encontrar agulha no palheiro
neste mundo de gente difícil.


Mas para o amor acontecer,
é preciso que a gente
deixe que entre realmente,
e faça em nós o que
tem que fazer do amanhecer
ao anoitecer como deve ser.


Por saber que você existe,
e por você ser a personificação
de cada impulso selvagem,
Entreguei pistas e dez vezes
mais sem dizer uma só palavra,
decidida ser o teu paraíso,
e que não haja mais a próxima;
mesmo que leve tempo,
porque pacto com o relógio
eu nunca terei mesmo.

Quem implode a ponte do diálogo comigo, eu sempre perdoo e quero distância. Manter por perto a vida já me provou que não vale o desgaste seja no mundo real ou no mundo virtual. As pessoas são incorrigíveis.

Se o homem não me captura pela mente, não consegue nada comigo. E isso não tem a ver com dinheiro e com títulos, penso que no meu caso é a explicação do meu ostracismo. Não tenho paciência com quem não sabe conversar.

"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo...”
(Salmo 23:4)


Deus não se ausenta na dor. Ele se aproxima. Ele não apenas vê, Ele sente contigo.

Eu posso até carregar cicatrizes, mas cada uma delas contará a mesma história: Deus esteve comigo.

⁠Mesmo se um milhão de pessoas sorrissem para mim enquanto eu sei que Deus está descontente comigo, eu não estaria feliz.

⁠Para todos aqueles que estão comemorando comigo hoje à noite, vamos celebrar a humanidade que permanece viva em nossos corações.

Estou celebrando os ativistas. Os empáticos. Os corajosos. Do tipo. Os guerreiros. Os rebeldes desimpedidos pelo espectro desta tragédia.

Aqueles que têm pés no chão.

Mãos sujas.

Aqueles com corações segurando as alturas de uma visão imaculada para esta existência.

Esta celebração é uma homenagem para você.

Às histórias não contadas no meio dos escombros.

Às vozes não ouvidas.

Às almas perdidas entrelaçadas nesta catástrofe humana que despertaram muitos de nós.

Sempre me encontro comigo mesmo nas coisas que eu já escrevi. Como pude ser tão velho e sábio anteriormente e, agora, tão jovem e curioso? Todos esses eus não dependem do tempo, estamos todos aqui.

“Confissão da Alma”

Escrever é dialogar comigo,
conceder audiência ao murmúrio
que ecoa nas câmaras recônditas do ser.
Cada palavra grafada
confissão sussurrada,
revelação que atravessa camadas,
alcança os estratos onde habitam
as verdades não ditas.
No ato de escrever,
liturgia de cura se instaura,
ritual de reconciliação
com os fantasmas do pretérito.
A caneta, bisturi delicado,
incide sobre feridas antigas,
liberta o tempo aprisionado nas cicatrizes,
permite que respire, que se dissipe.
O papel acolhe
o que a memória guardou em silêncio,
oferece refúgio às dores
que se recusaram a ser esquecidas.
Neste exercício de transcrição da alma,
o autoconhecimento se revela.
As palavras não apenas descrevem
elas nos descobrem.
Cada frase tecida,
espelho límpido
onde nos contemplamos
sem máscaras, sem subterfúgios.
Na escrita somos
o confidente e o confessor,
aquele que escuta
e aquele que é escutado,
simbiose que dissolve
a solidão essencial do existir.
O que jaz nos recantos invisíveis
emerge através da tinta,
ganha substância,
torna-se tangível.
E assim, no papel,
nos encontramos mais inteiros,
mais verdadeiros,
mais profundamente compreendidos
por nós mesmos.
A escrita é mais que expressão
é revelação,
é epifania,
é o encontro primordial
com aquele que sempre fomos,
mas que só agora,
através das palavras,
podemos verdadeiramente reconhecer.