Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Viradas de ano tem diversas interpretações: marcos místicos, milestone de projetos pessoais, data para iniciar mudanças que está adiando ... mas na prática é a troca de um calendário! As maiores transformações não tem data definida, mas sim a vontade de fazê-las. As motivações mais transformadoras vem da inquietação. As decisões mais sensatas precisam de tempo. Por isso, nesta data disruptiva, desejo as melhores reflexões, porque: mais importante que andar é saber para onde ir!
Assim como as coisas, são as pessoas: produto de sua gênese! Diamante e grafite tem a mesma composição química, mas diferem completamente em diversas propriedades e até mesmo no valor, por conta do arranjo entre seus átomos. O desafio sempre será transformar grafite em diamante.
Meus olhos querem chorar
Não tem motivo qualquer,
Acho que lembrei-me de alguma bela mulher
Mulher é esta tão bela,
Que os olhos doem de ver...
Mulher é esta tão bela,
Que a dor não cansou de doer
E dói dói dói
Dói tanto de dar dó,
Pena tenha de mim,
Mulher, Mãe e Avó.
Toda beleza tem a sua feiura, como toda feiura tem a sua beleza. Em um mundo de belos, os feios são belos e belos são feios.
Cada canto tem um pouco de você.
Cada lugar remete ao seu olhar.
Em cada pedaço de espaço busco a sua presença.
A vida não é um jogo para desperdiçar seu tempo fazendo coisas inúteis, não tem como recuperar o tempo perdido!
TEM GENTE AQUI...
Tem gente aqui que chora todas as noites, por não mais poder ter a companhia do esposo amado, para falar dos planos de casa com os filhos, para falar das alegrias.
Tem gente aqui que de manhã chora por não mais ter a mãezinha tão amada para aquele cafezinho e o "Deus te abençoe filho, vai com Deus "
Há lágrimas presentes das vovós e vovôs saudosos, que lembram os netos que se foram com a tristeza imensurável e não mais os poder ter em casa para alegrar a velhice.
Tem quem lamentar não poder mais ter a chance de pedir um perdão, outros choram por um filho ou uma filha que se foi, vendo fotos e esperando um dia uma carta.
Tem pais que ao aproximar do dia dos pais sentem a falta do "papai" pedindo proteção, mães que já não podem sentir o abraço afetuoso do filho a sempre pedir " mãe, mamãe "
Cada situação e uma situação , dores diversas, mas o que temos aqui, aqui hoje, é também a presença daqueles que nos ama, sejam eles nossos entes ou aqueles que vem do plano espiritual, envolvidos pelo mais puro amor da beneficência e da caridade para nos dar o abraço, o amparo enviado por Deus.
Se sentimos tristes em não receber um recado, seja qual for, o mundo pede nos para seguir, a tantos outros filhos para cuidar, outros pais, outras mães .
Tem gente aqui que precisa simplesmente de um abraço
Tem gente aqui que precisa de ser mais feliz
Todos nós precisamos.
Então aprendemos nessa noite, que além de nossa dor, tem gente aqui que dói mais, e tem gente aqui que precisa de mais de nós
Quando os filhos crescem.
Há um momento na vida dos pais em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro. É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis, os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.
Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa. Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana, nem férias compartilhadas em família. Agora tudo é feito com os amigos.
Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos voos para além do ninho doméstico. É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam em suas batalhas imaginárias contra o mal?
As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria. Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição. A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica. Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito. É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.
Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela. Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar.
Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas. Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos para estar conosco. Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.
A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa. A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos. No dia-a-dia com os pais eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios. Em essência, as crianças aprendem o que vivem.
Mãe, quando eu comecei a escrever esta carta, usei a pena do carinho, molhada na tinta rubra do coração ferido pela saudade.
As notícias, arrumadas como perólas em um fio precioso, começaram a saltar de lugar, atropelando o ritmo das minhas lembranças.
Vi-me criança orientada pela sua paciência. As suas mãos seguras, que me ajudaram a caminhar.
E todas as recordações, como um caleidoscópio mental, umedeceram com as lágrimas que verteram dos meus olhos tristes.
Assumiu forma, no pensamento voador, a irmã que implicava comigo.
Quantas teimas com ela. Pelo mesmo brinquedo, pelo lugar na balança, por quem entraria primeiro na piscina.
Parece-me ouvir o riso dela, infantil, estridente. E você, lecionando calma, tolerância.
Na hora do lanche, para a lição da honestidade, você dava a faca ora a um, ora a outro, para repartir o pão e o bolo.
Quantas vezes seu olhar me alcançou, dizendo-me, sem palavras, da fatia em excesso para mim escolhida.
As lições da escola, feitas sob sua supervisão, as idas ao cinema, a pipoca, o refrigerante.
Quantas lembranças, mãe querida!
Dos dias da adolescência, do desejar alçar vôos de liberdade antes de ter asas emplumadas.
Dos dias da juventude que idealizavam anseios muito além do que você, lutadora solitária poderia me oferecer.
Lágrimas de frustração que você enxugou. Lágrimas de dor, de mágoa que você limpou, alisando-me as faces.
Quantas vezes ouço sua voz repetindo, uma vez mais: “tudo tem seu tempo, sua hora! Aguarde! Treine paciência!”
E de outras vezes: “cada dia é oportunidade diferente. Tudo que você tem é dádiva de Deus, que não deve desprezar.
A migalha que você despreza pode ser riqueza em prato alheio. O dia que você perde na ociosidade é tesouro jogado fora, que não retorna.”
Lições e lições.
A casa formosa, entre os tamarindeiros assomou na minha emoção.
Voltei aos caminhos percorridos para invadi-la novamente, como se eu fosse alguém expulso do paraíso, retornando de repente.
Mãe, chegou um momento em que a carta me penetrou de tal forma, que eu já não sabia se a escrevera.
E porque ela falava no meu coração dorido, voei, vencendo a distância.
E vim, eu mesmo, a fim de que você veja e ouça as notícias vibrando em mim.
Mãe, aqui estou. Eu sou a carta viva que ia escrever e remeter a você.
Entre as quadras da vida e as atividades que o mundo o envolve, reserve um tempo para essa especial criatura chamada mãe.
Não a esqueça. Escreva, telefone, mande uma flor, um mimo.
Pense quantas vezes, em sua vida, ela o surpreendeu dessa forma.
E não deixe de abraçá-la, acarinhá-la, confortar-lhe o coração.
Você, com certeza, será sempre para ela, o melhor e mais caro presente.
Hoje sinto a dor da distância... da distância criada após sua morte e, como diz Caetano Veloso e com a minha adaptação: " Agora que faço eu da vida sem você ??? Você que só me ensionou a te querer e agora eu estou sentindo a dor de te perder !!!
A chuva convida para a cama que convida para amar, se aqui tu estivesse iria te provocar, quem sabe com um carinho consiga te excitar e depois de excitada...quem sabe, vamos amar??
Quem divulga textos vinculados a autor desconhecido é no mínimo um golpista: destrói o que não pode possui, nega o incompreensível, insulta o invejável, Eu abomino os ladrões de alma!
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