Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Era um garoto de olhar sereno,
Coração grande, em um mundo pequeno.
Amava com a força de quem acredita,
Que o amor é o norte, a alma bonita.
Mas vieram as pedras, os caminhos tortos,
Promessas quebradas, amores mortos.
Elas diziam: "Te amo", mas partiam,
Deixando no peito só a angustia.
No espelho, o reflexo mudou devagar,
A bondade cedeu ao medo de amar.
Ele, que era luz, vestiu a escuridão,
Deixou-se levar pela desilusão.
Agora é homem, com olhar vazio,
Lábios cerrados, semblante solitário.
O amor, que um dia foi sua canção,
Hoje é silêncio, eco no chão.
Será que há volta para o coração?
Ou o menino bom jaz na escuridão?
Talvez, quem sabe, um dia reencontre
No caos dos amores, um novo horizonte
Para por fim, a angustia em seu coração
Quem desiste do amor não merece ser amado Desistir do amor pode parecer uma escolha segura, mas perde-se a beleza das conexões que poderiam ter sido.
O que te inspira a manter essa perspectiva sobre o amor?
Quem desdenha de alguém que perdeu os anéis hoje pode, amanhã, perder os dedos. A lei do retorno é inexorável...
Cultivar o ódio em quem já possui a sua semente é imensamente mais fácil e lucrativo do que plantar o amor...
Meu Amigo
Na verdade que na língua portuguesa, não encontro ainda palavras para dizer quem é Deus! É mais do que maravilhoso; é mais do que eterno; é mais do que omnisciente, mais que omnipotente, mais que omnipresente.
É mais do que tudo e do que todos. Talvez eu preciso de línguas dos anjos para o mencionar! Dá-me pois então, palavras do céu para tentar te definir, meu único amigo!
Eclipse
Ela abriu a porta e lhe entregou as chaves do seu coração sem hesitar, como quem recebe uma visita esperada, sem nada nas mãos. Ele aceitou entrar. Não lhe prometeu nada, como ela sonhou, nem fez declarações apaixonadas, como ela idealizou, mas com a quietude de quem simplesmente está ali. Presente e ausente, em um equilíbrio frágil.
Enquanto o eclipse cobria a lua, eles se fundiram em um instante que parecia eterno. O silêncio entre os dois parecia um acordo tácito, mas talvez fosse apenas a aceitação dela. Entretanto eclipses não duram. Quando a sombra se dissipou e a lua cheia preencheu o céu, trazendo luz à noite, ela percebeu o vazio que restou, como uma ausência impregnada no fundo do seu ser.
Ele partiu sem alarde, deixando para trás uma ausência quase física. Um amor que nunca foi por inteiro, que deixou apenas cicatrizes e mágoas, mas que, de alguma forma, a marcou profundamente. A carência, pensou ela, é um monstro que só ataca quem a alimenta.
opoetatardio.blogspot.com
Tudo perde a graça no momento em que perdemos quem amávamos e temos que seguir em frente, sempre passando pelas mesmas datas de comemoração que agora estão sem graça e incolores.
"O transtorno da culpa é aliviado quando compreendemos que nossos erros não definem quem somos, mas como podemos evoluir com eles."
Metade de mim não é nem um terço de quem sou, se me divido para caber em alguém, deixo de existir e passo a viver o outro.
Como dizia Clarice Lispector “A loucura é vizinha da mais cruel sensatez”
Quem poderia olhar com sobriedade esse mundo e continuar incólume?
Se ame
Abrace quem está do seu lado
Beije bastante
Seja feliz
Procure se realizar
E encontrar a felicidade
Agora
Nesse momento
Estando consciente
Desse momento
Da sua existência
Do de seu coração
Quem fica preso em vitimização, sem buscar transformação ou espalhando sofrimento aos outros, permanece prisioneiro de si mesmo. É mais fácil culpar o outro do que assumir nossas falhas
O Cético
Cético que era,
carregava nas mãos a secura da descrença,
como quem segura um punhado de areia
que o vento teima em dispersar.
Cético que era, criou um deus afônico
para preencher seus silêncios
e atribuiu a ele todo o ruído.
Cético que era, sabia que o que floresce na certeza é sempre pedra,
e pedras, imóveis, não geram nada.
Cético que era, afirmava que a certeza era um campo estéril,
onde os dias passavam sem jamais brotar.
Cético que era, dizia que as dúvidas tinham raízes,
capazes de atravessar a pele das palavras
e germinar árvores frutíferas.
Cético que era, escreveu uma bíblia para ter no que acreditar,
mas a descrença, astuta,
plantou em seus bolsos sementes de inquietação.
Cético que era, reconheceu que caminhava entre sombras,
mas carregava possibilidades de luz.
Cético que era, sabia que só o incerto conhece caminhos.
Cético que era, encontrou na dúvida
o verdadeiro sopro da criação:
um gesto pequeno,
capaz de iluminar e reflorestar o mundo.
Cético que era, entendeu que o milagre mora no instante
em que o incerto se torna possibilidade
e o simples, eterno.
Cético que era, nunca guardou gentilezas ou atos de bondade para o porvir;
gastou tudo o que tinha de bom aqui.
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