Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Encontrei-me no silêncio, sem o Poeta da Alma para dizer qualquer coisa, percebi que sou um vidro quebrado e meu coração são os cacos.
Apesar da areia nos meus olhos,
dos cactos de vidro no meu coração,
dos dias desperdiçados,
dos pensamentos ilimitados,
das lágrimas partidas,
das borboletas sentidas,
tudo que eu preciso ainda é você.
Ao mar
Coloquei seu nome em uma garrafa de vidro
E a joguei ao mar, com um pedido feito pelo coração.
Acompanhei atentamente as ondas do mar
Levando o seu nome.
Eu tinha esperança que as ondas mudassem o sentido
E ela voltasse para mim.
Mas no fundo eu já sabia
Que quando jogasse a garrafa ao mar
Ela não retornaria.
E o meu pedido antes de jogar a garrafa ao mar
Não era que ela voltasse.
Mas sim que as ondas a levasse
E um dia ela possa encontrar terra firme.
Na qual não teria mais o seu caminho decidido
Pelo simples ondular das ondas.
Ai, esta velha e solitária angústia
a estalar meu coração de vidro colorido
_ tira-me a liberdade
de colher ilusões
transbordando
.
.
.
.
transbordando
mal sei conduzir-me na vida,
sou brigue perdida
neste labirinto
- chamado VIDA.
Quem me dera cá dentro, muito a sós,
estrangulá-la pra sempre
e vestir munha alma de criança.
Amor de vidro
Amor de vidro é aquele
Que se cuida com carinho,
Que se trata por todo caminho,
Que se usa bem mansinho
Para não se quebrar.
O amor de vidro
Se realiza com sonhos,
Se macula com desejos,
Se inventa sem pensar.
Amor de vidro
É auge, esteio,
Êxtase e frenesí,
Só se vive uma vez
E depois mantém,
Por toda vida com validez.
Espero o carro passar
Pra me ver passando no reflexo do vidro
Tô a 60 por hora
Na mente 120
Refém do futuro
Me sinto melhor
Deitada no seu peito
Me sinto em casa
Entre tantas esquinas
Tantos bares
Tantas doses
Me sinto ainda um pouco embalagem
Que contém líquido dentro
Passarinho voa
Enquanto penso em abrir as minhas asas
E voar até o mar
Ir atrás de Marte pra te surpreender
"Líderes são vidraças que recebem pedradas. Por isso, é preciso ser vidro brindado, forte, que não se quebra com qualquer pedrada." (F.C.Cunha)
Teu nome ainda lateja na minha cabeça
como vidro quebrado brilhando no chão,
bonito de longe, perigoso de perto.
Eu aprendi a sangrar devagar pra não fazer barulho,
como quem respeita o luto de algo que nunca foi vivo de verdade.
As palavras que te escrevi vieram feridas,
cheias de poeira e intenção torta,
misturando carinho podre com raiva cansada.
É foda admitir, mas tem amor que nasce morrendo,
e mesmo assim a gente insiste em regar o cadáver.
Te transformei em metáfora sem pedir tua permissão,
porque é mais fácil lidar com poesia
do que com a merda concreta do abandono.
E doeu, doeu pra caralho.
Esse negócio de achar beleza no que me destrói.
No fim, guardei tudo numa gaveta sem fundo:
tu, eu, os restos, as frases tortas,
toda essa bagunça emocional que fede e brilha ao mesmo tempo.
E quando a madrugada pesa,
parece que o universo inteiro respira, por cima do meu peito,
me esmagando, me lembrando
que até as ruínas têm memória.
E as minhas, infelizmente, ainda falam teu nome.
"Há em mim
memórias que guardei
feito vidro de perfume vazio, daqueles cuja a fragrância nos transporta a um lugar de conforto;
Há em mim
restos de caminhos que não trilhei, porque a falta de coragem
me congelou, feito aquelas pontes que balançam sobre penhascos e parecem
querer nos roubar a Alma;
Há em mim
ventos que sacodem meus cabelos, que me fazem lembrar que
já foram tempestades,
daquelas que nos fazem perder o rumo, perder o prumo;
Há em mim uma liberdade que conquistei, daquelas que nos mostram porque viemos, para onde vamos e porque somos;
Há em mim
uma certeza de amor que plantei, daqueles que a vida ensina, que cada um é o que é,
grão de areia, pingo de chuva, pétala de flor.
Parte do universo."
CHÃO DE ESTRELAS.
O Silêncio de Vidro
Tudo se fez deserto, o verbo se perdeu no intransponível.
Há dias em que o sol ensaia um brilho,
mas a luz é breve, quase um suspiro que se apaga.
Ainda que o amor resista, no cuidado e no abrigo,
há um medo que sussurra: o receio da crítica,
a sombra de nunca ser o suficiente diante da cobrança voraz.
É preciso erguer-se em aço, esconder as cicatrizes,
pois neste mundo de máscaras, o sentir é vigiado:
Se choro, chamam-me fraca.
Se entristeço, dizem ser futilidade.
Se me indigno, taxam-me de desequilíbrio.
A alegria, que antes era bússola e motivação,
agora deságua em ansiedade e num vazio cinzento.
Vi o caráter e o ego serem postos em altares,
enquanto a humanidade se perde no egoísmo,
atropelando corações sem olhar para trás.
Nesta minha verdade nua, nesta sinceridade que dói,
sinto o peso de ver o que muitos ignoram.
Ah, quem me dera a cegueira do espírito,
o silêncio dos ouvidos e a anestesia do peito...
Pois enxergar o invisível e sentir o que fere
é o fardo de quem ainda insiste em ser humano.
(Assinado: Roseli Ribeiro)
Os cacos de vidro não sabem
que a inveja que demonstram
pelos diamantes, no fundo,
esconde uma profunda admiração.
✍©️@MiriamDaCosta
Sobras da paixão
Quadros são pintados em telas de vidro, de poeira e de algodão,
No detalhe do pincel cores vibrantes e ricas são expostas no quadro de algodão, na estação de verão e da primavera,
No reflexo integro e saudoso dos momentos singulares a exposição de outono foi pincelada e muito aplaudida no quadro de vidro, porém no final faltou brilho,
Então, chegou o inverno, e o que parecia gritar sem vida na tela foi ganhando forma, as gotas de lágrimas que caiam do pincel pousavam como neve densa tomando conta da imagem,
Nas sobras da paixão, o pincel foi se desfazendo aos poucos transformando o quadro na poeira do esquecimento.
Pergunto-me se minha direção que trilho é certa, por fora de ferro, por dentro de vidro;
Reconheço meus tropeços de erros ou até mesmo acertos para eu guardar os sentidos já dormente;
Sei que devo resistir e nunca desistir para colher minhas vitórias, tenho ainda amor em meu coração, retroceder jamais;
Tudo passará e cicatrizará para que possamos nos levantar para reconstruirmos nosso castelo com o nossos sentimentos;
Quando a esperança parece de vidro, protejo-a com pano fino. Não a exponho ao vento de opiniões alheias. Se quebrar, guardo os cacos e aprendo a colar de novo. A cada remendo, ela vira arte com marca de costura. E toda esperança remendada brilha de forma diferente.
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