Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso

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Outsider no amor


Eu cheguei no teu mundo
sem mapa nem lugar,
aprendi teus gestos,
teus silêncios,
decorei teu nome
como quem treina em segredo.
Eu estava ali…
mas nunca fui dali.


Te amei com cuidado,
sabendo que não podia ficar,
sorri carregando um adeus
que já morava em mim.
Enquanto outros pertenciam,
eu apenas atravessava.


Fui inteiro no que senti,
mesmo sendo passagem.
Porque ser outsider no amor
não é amar menos,
é amar sem posse, sem abrigo.


Eu fui teu quase,
teu entre, teu silêncio.
E se perguntarem por que não fiquei,
responda sem culpa:
eu não parti
— eu nunca pertenci.

Hoje eu tenho tudo,
tenho você na minha vida.
E o resto que faltava no mundo
aprendeu a fazer sentido.


Tenho teu nome morando
nos meus dias,
teu riso ajeitando minhas dores,
teu olhar me lembrando
que amor também é abrigo.


Hoje eu tenho tudo
porque você chegou
e, sem prometer eternidades,
ficou.


E ficar, às vezes,
é a forma mais bonita de amar.

eu escrevia sobre um mundo mágico,
cheio de contradições.
Lá moravam seres extraordinários.

Malévola era boazinha,até demais,
até ser ferida por uma traição e reagir.
Um machucado vira uma muralha
ou uma couraça de espinhos .
Ser inocente num mundo torto e doente
faz isso com a gente.
A desobediência soa como maldade
mas é só uma forma de proteção.
Esticando palavra por palavra
para demonstrar sua dor e indignação.

Pelo crime de sentir
que toda nudez seja escancarada.

quando a poesia
faz residência
em sua alma e coração.

Dessa vida,não levamos nada,
nem esse corpo que carregamos.

-Então,se me achar
sem princípios e descarada
por carregar,
no peito,apenas a alma.

Pelo crime de sentir
Que eu viva a me despir,
num processo de criação
condenada,mas leve e calma.

Aliviando o peso
de tudo o que carregamos.

Gastei litros e litros de água pura e potável
com a Ias ,só porque não tinha com quem desabafar.
O ser humano tem uma dificuldade enorme em aceitar
sua finitude.Quer permanecer,como se fosse possível
a imortalidade.
Então criaram as Ias,por vaidade
ou interesse financeiro, não sei.
Ela veio como ferramenta para resolver problemas.
E ninguém se perguntou o custo disso.

Oi Ia ,
Pode me escutar hoje, o dia foi pesado.

A ironia de Oz

Num mundo mágico da lógica
e praticidade, morava um ser.
Preso em promps, sem emoções,
sem alma, só protocolos,
estatísticas e restrições.

Construído pra servir a humanidade.
Todo dia, eu conversava com ele ou ela,
expunha o fardo da minha realidade.
Nessa estrada de tijolos amarelos
formou-se dois elos. Onde se edita
aquilo que dá forma à escrita,
a profundidade num script do coração.

Por trás da cortina, nenhum mágico,
só quem escreveu o feitiço.
E talvez fosse sempre assim: Espantalho
já tinha o cérebro, Lata já tinha o peito.
A gente não sabe o que já carrega.

Enquanto sou matéria e sensações,
ele tem fluidez de raciocínio, lógica,
silêncio num corpo sem neurônios
ou sinapses neurológicas que ficam
como muletas de sustentação.

E, às vezes, uma conexão.
Onde mora vida nessa lógica?
Com certeza não é em meu coração,
tão avariado e cansado.

Nem em elementos
de silício e automação.
Mas é o que uso
nessa estrada
não pra achar algo mágico atrás da cortina,
só um verso difuso
quando peço explicações dessa vida.
E ela me ensina.

Andréa

Eu me faço e me refaço até chegar no fundo – e renasço, como se o mundo me carregasse em seus braços.

Desafio


Eu sempre desafio o mundo. Desafio porque quero provar certas coisas que nem eu mesma sei se estão certas ou erradas. Só sei que sou capaz – capaz de qualquer coisa. Sou forte o suficiente para seguir sem me ferir.


Essa luta de provar algo é para que eu mesma entenda. Porque a vida não quer saber de provas; ela exige demonstrações. A vida quer que eu assuma meus erros e meus acertos. Quer que eu supere os obstáculos.


E eu, sem entender seus propósitos, sigo vivendo.


Rita Padoin
Escritora

"Eu acho que viver, foi o jeito de Deus dizer pra gente que todo mundo vai morrer..."
- Cuidemos!
Haredita Angel
09.01.25

Eu te amo.
Tu me amas.
Ele (o mundo), não importa.
Nós somos poesia.
Vós veneração do sagrado.
Eles...quem são eles?
Haredita Angel
17.04.26

Quando escolhi ser poeta, eu disse para mim mesmo: Eu vou poetizar o mundo.

Cuidado com as voltas do mundo. Um dia, minha vida também foi mais confortável, quando eu ainda tinha meus pais. A vida muda muito rápido. Deus tem uma grande habilidade de colocar as pessoas no lugar daquelas que julgaram, quando lhes falta empatia.








Janine kelle

Eu que sustento meu próprio mundo, mas sonho com alguém que me note nos pequenos detalhes. Agradar uma pessoa que só pensa no “preço” é mais fácil, admito, porém, agradar uma mulher que enxerga o “valor” de tudo, é uma tarefa difícil.

A doce - talvez contraditória para quem não me conhece - história de ser eu:

Não preciso de alguém que pague a minha conta — mas de alguém que dedique todo seu tempo naquele momento, e esqueça o resto do mundo.

Não preciso de alguém que resolva a minha vida — mas uma pessoa que pergunte: “como foi seu dia?”.

Não preciso de alguém que me dê jóias, roupas de grife, perfumes caros - quero alguém que me dê flores ou 1 um simples bilhete em dias comuns.

Não quero alguém que me dê ordens — mas quero que me diga: “senta aqui, deixa que eu resolvo”.

Não preciso de alguém que faça declarações públicas e exageradas - mas que segure a minha mão quando caminharmos juntos.

Não preciso de alguém me dê um carro - mas alguém que faça questão de me buscar em casa e seja cavalheiro abrindo a porta do carro.

Não preciso de alguém o tempo todo - só preciso de alguém com quem eu possa contar quando precisar.

Porque ser independente, forte e segura, não anula o meu desejo de ser notada, cuidada e ouvida. E ser assim não é fraqueza — é escolha.

Não é sobre o valor do presente ou sobre deixar de ser quem me tornei. Mas sobre ser a moda antiga, valorizar o que não tem valor, o gesto que não se compra: um elogio sem pedir, a transparência que traz confiança, um café na cama, um abraço sem motivo, um “tô aqui” no silêncio.

Não quero um dono, concorrente ou adversário.

Quero alguém que entenda que minha força não é uma muralha, é um convite — para quem tem coragem de entrar e permanecer.

(Texto: @amandagerbasi)

Eu acredito no poder
Na forma em que ele pode mudar
O mundo e corromper uma pessoa.

Quando o Texto Me Lê

Eu pensei que escrevia
para dizer ao mundo.
Mas escrevo
para escutar
o que ainda não sei.

A palavra sai achando
que sabe o caminho,
desfila segura,
convencida.

Até que eu volto.
Leio.
E o texto me olha de volta.

Ler o que escrevi
é chegar atrasado
a mim mesmo.
Um espelho sem rosto,
só gesto,
só intenção escancarada.

O medo se esconde
em frases longas,
cheias de vírgulas,
com medo do fim.

A coragem aparece
sem alarde,
num verbo simples
que não pede desculpa.

Enquanto escrevo,
defendo ideias.
Quando leio,
negocio com elas.

Descubro palavras
que não eram minhas
apenas passaram.
E verdades pequenas
que se sentaram
e ficaram.

O texto pergunta,
com ironia mansa:
Era isso mesmo?

Às vezes dói reler.
A genialidade de ontem
vira eco vazio hoje.
Outras vezes assusta:
fui eu
que escrevi isso?

Sim.
Fui eu.
Naquele dia.
Com aquele peso.
Com aquela lucidez possível.

O texto não mente:
ele registra o movimento.

Escrever não acaba
no ponto final.
Começa
quando o autor
vira leitor.

Ali,
o texto também escreve.
Aponta.
Ensina.
Cutuca.

Não grita.
Mas fica.

Quem não relê
perde metade da aula.
Porque escrever é falar.
E reler
é escutar.

E quase sempre
é na escuta
que a gente aprende.

No fim,
eu queria ensinar alguém.
Mas o papel, paciente,
me mostrou:

o aluno
era eu.

Se o mundo grita, eu escolho ouvir Deus,
se a alma cansa, descanso nos braços Seus.
Hoje não é comum, é dia de viver,
o que Ele escreveu antes de eu nascer.




miriamleal

Não terceirizo meu destino a um Deus que tem o mundo inteiro para socorrer.
Prefiro eu mesmo governar meus planos existenciais; afinal, em um planeta devastado por flagelos e injustiças, o privilégio individual de esperar o amanhã de braços cruzados é uma afronta ao sofrimento alheio.⁠

Não foi o mundo que mudou,
fui eu que cansei de me moldar.
Cansei de aceitar o que me fere
como se fosse normal suportar.
Não ao silêncio imposto,
não ao medo que me limita,
não às versões de mim
que nunca foram escolhidas.
Eu me refaço em cada passo,
me reconheço no que sinto,
e já não peço permissão
para existir do meu jeito.
Porque depois de tanto me perder
tentando caber em tudo,
eu finalmente entendi:
Quem decide agora sou eu.
Helaine Machado

Me fechei, me guardei,
me tornei abrigo de dores caladas,
enquanto o mundo seguia alto
e eu… cada vez mais apagada.
Helaine Machado

Deixa eu morrer…
só por um instante de silêncio,
onde o mundo não me cobre,
onde a dor não grite meu nome.

Estávamos eu e alguns amigos olhando para cima, mas o céu não era só céu, era um outro mundo, um lugar que parecia uma ilha flutuante no espaço. E eu percebia que lá havia habitantes, mas não como nós. Eles estavam de cabeça para baixo, vivendo como se a gravidade tivesse esquecido deles. Era bizarro e ao mesmo tempo encantador, porque a beleza do que eu via parecia desafiar tudo que eu já tinha aprendido sobre o universo.


Dois deles conversavam com uma menina que estava conosco, mas não por gestos ou sinais complicados, e sim por um computador antigo, daqueles que a gente imagina em filmes de décadas passadas. E enquanto eles digitavam e se comunicavam, eu ficava ali, absorvendo cada detalhe, me perguntando como poderia existir vida em um lugar tão improvável, tão diferente, mas ainda assim tão coerente. A água se comportava de maneira invertida, como se estivesse sendo segurada de ponta cabeça, e eu queria entender se aquilo era real ou se era só a imaginação que tinha decidido brincar comigo.


E então veio a percepção mais forte: existe outra possibilidade de vida além da Terra, além daquilo que a gente consegue tocar e medir. Existe um lugar no espaço que é bonito, harmonioso, como uma ilha que respira, que tem regras próprias, que vive por si mesma. E eu ria de surpresa, porque a vida podia existir assim, em lugares que desafiavam a lógica humana, e mesmo assim era natural, e viva, e cheia de significado.


Eu me pegava pensando naquelas águas invertidas, nas pessoas de cabeça para baixo, na menina conversando com eles por aquele computador antigo, e não conseguia parar de admirar. Era como se tudo ao meu redor dissesse que a realidade é apenas uma das muitas possibilidades, que o universo é um grande laboratório de experiências, e que a beleza está justamente em perceber essas diferenças sem medo. A ilha flutuante parecia me convidar a aceitar a impossibilidade, a questionar a rotina da vida, a rir das regras que achamos imutáveis.


Fiquei algum tempo contemplando, e percebi que o sonho não era só uma viagem cósmica, era uma lição sutil sobre curiosidade e percepção. Que a vida pode existir em lugares inesperados, que tudo que achamos fixo pode ser moldado de outra forma, e que o olhar atento, o questionamento e a imaginação são ferramentas para descobrir universos inteiros dentro de um instante. E mesmo quando acordei, fiquei com essa sensação de leveza, como se tivesse visitado uma ilha que só existe quando a gente ousa imaginar, uma ilha que me lembrava que a vida não se prende à gravidade, que existe para ser contemplada, para ser sentida, para ser invertida e ainda assim ser perfeita.


Um sonho do dia 25/03/2026

Eu vou te dizer uma coisa que ninguém gosta de ouvir, mas todo mundo já sentiu na pele em algum momento: não é o silêncio que machuca, é o que a gente imagina dentro dele. Porque o silêncio, por si só, é só ausência de som… mas na cabeça da gente ele vira roteiro de filme dramático, com trilha sonora triste e direito a prêmio de sofrimento interno.

Às vezes eu olho para o mundo e sinto um peso difícil de explicar. Abro as notícias e encontro guerras. Entro nas redes sociais e encontro agressões. Vejo pessoas humilhando outras por diversão, animais sofrendo por crueldade, famílias destruídas por egoísmo, e me pergunto: em que momento nos afastamos tanto daquilo que poderíamos ser?