Amanda Gerbasi
Eu que sustento meu próprio mundo, mas sonho com alguém que me note nos pequenos detalhes. Agradar uma pessoa que só pensa no “preço” é mais fácil, admito, porém, agradar uma mulher que enxerga o “valor” de tudo, é uma tarefa difícil.
A doce - talvez contraditória para quem não me conhece - história de ser eu:
Não preciso de alguém que pague a minha conta — mas de alguém que dedique todo seu tempo naquele momento, e esqueça o resto do mundo.
Não preciso de alguém que resolva a minha vida — mas uma pessoa que pergunte: “como foi seu dia?”.
Não preciso de alguém que me dê jóias, roupas de grife, perfumes caros - quero alguém que me dê flores ou 1 um simples bilhete em dias comuns.
Não quero alguém que me dê ordens — mas quero que me diga: “senta aqui, deixa que eu resolvo”.
Não preciso de alguém que faça declarações públicas e exageradas - mas que segure a minha mão quando caminharmos juntos.
Não preciso de alguém me dê um carro - mas alguém que faça questão de me buscar em casa e seja cavalheiro abrindo a porta do carro.
Não preciso de alguém o tempo todo - só preciso de alguém com quem eu possa contar quando precisar.
Porque ser independente, forte e segura, não anula o meu desejo de ser notada, cuidada e ouvida. E ser assim não é fraqueza — é escolha.
Não é sobre o valor do presente ou sobre deixar de ser quem me tornei. Mas sobre ser a moda antiga, valorizar o que não tem valor, o gesto que não se compra: um elogio sem pedir, a transparência que traz confiança, um café na cama, um abraço sem motivo, um “tô aqui” no silêncio.
Não quero um dono, concorrente ou adversário.
Quero alguém que entenda que minha força não é uma muralha, é um convite — para quem tem coragem de entrar e permanecer.
(Texto: @amandagerbasi)
