Quem sabe um dia eu Volto a te Encontrar
Você é a minha emergência
que faz com que eu queira
te amar sem nenhuma pressa,
com toda a melhor poesia
compilada, folga e a cada
dia tem me feito apaixonada.
Eu gosto de lembrar daquilo
que é bom e bonito,
Não me esqueço de lembrar
quando você dançou
Chico Sapateado comigo;
Você da minha
cabeça não tem saído,
e a minha poesia
está sempre contigo.
"Tenho horror ao pessimismo!
Minha ojeriza é tal, que nunca pergunto:
' - SERÁ QUE EU VOU?'
Ao invés disso, afirmo:
' - JÁ ESTOU LÁ!'"
" Eu pensava que vive a minha realidade, mais no fim descobrir que tudo ao meu redor era feito de mentiras e traições "
Entre a
indiferença e a imposição,
eu fico com a que
fere menos:
a indiferença.
A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios…
Ela não pergunta, determina.
Não escuta, ordena.
E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”.
Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes.
A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras.
Dói, sim.
A ausência pesa, o vazio ecoa…
Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro.
A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela.
Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso.
E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram.
Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita.
Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo.
Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença.
Porque aquilo que não toca pode até doer,
mas o que força… costuma ferir demais.
Me abandone, mas não me atormente!
Que ninguém, jamais, experimente esses corredores e quartos para curar somente o corpo.
Eu espero que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses corredores e quarto hospitalar, consiga se curar e se reinventar…
E que todos se tornem pessoas — físicas e espiritualmente — melhores!
Que ali não se trate apenas da carne ferida, do osso quebrado ou do órgão cansado…
Mas também das certezas empedernidas, das pressas inúteis e das arrogâncias silenciosas que infelizmente costumamos carregar.
Que os corredores hospitalares, com seus passos contidos e silêncios deveras constrangedores, nos revelem o que muitos anos de saúde insistem em esconder: que a vida é frágil, o controle é ilusório e a empatia não é opcional.
Entre um leito e outro, o tempo desacelera e até se arrasta para que a alma, finalmente, alcance o corpo.
Que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses quartos consiga, sim, se curar — mas que vá além.
E consiga se permitir se reinventar.
Que saia dali com menos soberba, mais gratidão; menos indiferença emais humanidade.
Que aprenda a ouvir, a esperar, a respeitar o ritmo do outro e o próprio limite.
E se a medicina restaurar o corpo, que a experiência lhe restaure o olhar.
Que todos saiam melhores: fisicamente fortalecidos, espiritualmente mais atentos, e profundamente conscientes de que viver bem não é apenas sobreviver — é aprender a cuidar, de si e do próximo, antes que a dor precise ensinar novamente.
Amém!
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.
Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.
Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.
E está tudo bem.
Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…
Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.
Nem toda ausência precisa virar ruído.
E nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.
Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.
Que se contente com ela.
E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.
Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.
É o berço do descanso da alma…
O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.
Noutros tempos, eu também já tropecei em vários infortúnios: o mais desonesto deles era me preocupar com opiniões alheias.
Alguns vinham disfarçados de acaso, outros de destino.
Mas o maior deles não caiu do céu nem brotou do chão:
nasceu do excesso de atenção às opiniões alheias.
Enquanto eu media meus passos pelo olhar dos outros, perdia o ritmo do que realmente era meu.
Cada julgamento externo virava régua,
cada expectativa alheia, uma pedra a mais nos ombros…
Mas não era o mundo que me limitava — era eu, entregando minha autonomia à aprovação de quem não podia caminhar meus passos, ainda que suportasse o peso das minhas sandálias.
É curioso perceber que o medo de desapontar
quase sempre nos faz abandonar a nós mesmos.
E, nessa tentativa constante de agradar,
vamos nos desencontrando do que sentimos, pensamos e somos.
O dia em que compreendi isso foi muito menos Libertador do que Honesto.
Doeu admitir que muitas quedas não foram empurrões,
mas escolhas deliberadas feitas para caber em opiniões que nunca me pertenceram.
Hoje, quando tropeço, sei diferenciar:
há infortúnios que ensinam,
e há distrações que aprisionam.
Preocupar-se demais com o que pensam de nós
é uma das mais silenciosas —
porque parece prudência,
mas cobra o preço da própria liberdade.
Definitivamente, é impossível bancar um aluguel tão caro por um imóvel sem a menor condição de habitar: a aprovação alheia.
Eu sei que a Salvação é uma decisão muito pessoal, mas até a Eternidade eu quero Dividir com você.
A Salvação é um encontro íntimo entre a consciência e Deus, um “sim,” que ninguém pode dar por nós.
É travessia solitária, é escolha que nasce no silêncio da alma, é responsabilidade que não se transfere.
Mas a Eternidade…
Ah!?!
A Eternidade é grande demais para ser caminhada sem as amorosas sandálias da empatia.
Porque amar alguém é desejar que o tempo não seja suficiente.
É querer que os dias não terminem no calendário, que os abraços não sejam interrompidos pela finitude, que as conversas não se percam na poeira das horas.
Amar é desejar continuidade — não apenas no presente, mas para muito além dele.
Se a Salvação é pessoal, o Céu que imagino é relacional.
Não faz sentido sonhar com a luz sem querer compartilhar o seu brilho.
Não faz sentido falar de paz eterna sem desejar que quem amamos também a experimente.
Talvez seja isso que o amor faz com a fé: ele a expande.
Ele transforma a oração individual em intercessão.
Transforma a esperança silenciosa e solitária em promessa compartilhada.
Eu sei que a decisão é sua…
E respeito o seu tempo, suas dúvidas, suas batalhas e seus caminhos…
Mas até a Eternidade eu quero dividir com você — não por imposição, não por medo, não por obrigação…
Mas por amor.
Porque quando o amor é verdadeiro, ele não quer apenas estar junto na vida finita.
Ele quer atravessar o infinito de mãos dadas para viver a Eternidade.
Te amo!
Talvez eu nunca consiga ser o irmão que os meus merecem, mas fui agraciado com os melhores. Minha eterna gratidão, Pai!
Há 18 anos eu já tinha fé, mas descobri — às duras penas — que ainda não era fiel o suficiente para não lamentar a “volta para casa do Pai” do meu pai.
Só está faltando isso aqui, para eu entrar na fila dos mal-educados e ir tomar café na sua casa, sem nem te avisar.
Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira.
_ Mafalda
Hoje eu sou feio. Mas já fui o menino mais desejado da escola. Uns desejavam me bater, outros me matar.
Eu sou o meu povo,
e o povo me é;
Não preciso de mandato
por onde passo;
Nada e nem ninguém
mais importa;
Não sou presença,
e sim História;
Nas linhas do destino
sou eu quem escrevo;
Nasci poeta enraizada:
(para o seu desespero).
Chovendo lentamente
sobre Camboatá-vermelho,
Com a palavra que me rege
a história no final eu escrevo,
Somente diante do Bom Deus
temo, respeito e me ajoelho.
...
A minha poesia
é Camboatá-branco
nas mãos da ventania
se espalhando toda
pelos campos da vida.
...
Tudo em mim tem
algo de Camboatá
com sementes a se espalhar,
Está para nascer quem
tem a coragem de me dominar.
...
Tapirirá florida
que com amor
concede poesia
à minha vista,
Diante sou
muito pequenina
com a minha escrita.
...
Debaixo da Pombeira
absoluta fiz a jura
de ser somente tua,
Se me amares,
retribuirei em dobro,
Algo diz que o sonho
haverá de ser cumprido logo.
...
Do caminho do tempo
sou nômade devota,
Do meu país por dentro
domino cada rota,
Nos braços de novembro
com fascínio me rendo
a floração das Tapirirás
a espera do momento
que está sendo escrito
com tudo àquilo que hei
de declarar no silêncio
que me permita escutar
o seu peito de amor batendo.
Eu não viajei sozinha…
mas só eu conheço esse lugar.
E na certeza do quanto ele é meu,
eu decido fazer dele casa.
Casa de se morar.
De se cuidar.
De se escolher.
Eu me liberto da pressa de um estalar de dedos.
E me liberto da ideia de perfeição.
Eu escolho caminhar o caminho…
com verdade,
e intenção.
Eu escolho dar um passo novo,
com meus sapatos empoeirados…
protegendo meus lindos pés calejados.
Porque eu já entendi uma coisa:
não é sobre chegar perfeita.
É sobre seguir inteira.
E hoje…
eu escolho me presentear com uma nova viagem.
Mesmo sabendo que já conheci o melhor lugar do mundo:
eu tenho um lar dentro de mim.
E ele… é lindo.
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