Quem poupa o Lobo sacrifica as Ovelhas
Lobo que pula a cerca jamais respeitará a sua ovelha que tanto diz amar e que repousa em outro pasto
Tem os lobos, os cães e as ovelhas.
Os cães protegem as ovelhas dos lobos. Só que, quem são "os donos destes cães" ?Os mesmos que alimentam os lobos com as ovelhas para justificar os cães. E os mesmos a quem as ovelhas custeam, sustentam e ainda, agradecem.
MUNDO CÃO
Num mundo dos lobos aí das ovelhas que não reconhecem a natureza dos lobos! Só a sua identificação poderá levar a domesticá-los de modo a tornarem-se seus cães de guarda!
Na sua mente vive dois animais, a ovelha e o lobo. Depende de você Qual você alimentará...
▪︎As Ovelhas: Eles são criaturas produtivas, gentis, amáveis .
▪︎Os Lobos: alimentam-se das ovelhas sem perdão.
A morte está à espera de qualquer ovelha desde que haja um lobo dentro de casa, introduzindo tradições, religiões e brincadeiras do mundo!
Muitos ainda não conseguem discernir lobo disfarçado de ovelhas: é só cheirar quando um deles chegar perto com interesses em dinheiro ou na carne das ovelhas para saber se você é uma destas duas ovelhas apetitosas.
Ovelha que se separa das outras corre o risco de entrar no redil dos lobos, onde será promovida à cultura dos devoradores.
Há lobos à espreita das ovelhas fora do curral, sem fé, coitadas, sem saberem que seus instintos é mesmo devorar, roubar e matar a chama de suas vidas.
Nas obras infrutíferas das trevas o Lobo, as ovelhas, devora; nas obras frutíferas das luzes o Pastor das ovelhas, o lobo, assola.
A vara corrige e o cajado protege as ovelhas do Pastor, quando o lobo se aproxima para levá-las na conversa da morte.
Existem ovelhas destinadas para a matança do Lobo, porque os pastores mercenários não conseguem salvá-las com a pregação do Evangelho verdadeiro.
Quando tu disseste que sou um lobo disfarçado de uma ovelha, será que não te esqueceste de um detalhe... Na verdade eu e tu somos dois lobos disfarçados. Furucuto
Nem toda ovelha... é a ovelha negra da família e nem toda Chapeuzinho Vermelho, é inimiga do lobo mau!
O ENVIO DAS OVELHAS ENTRE LOBOS SOB A ÓTICA ESPÍRITA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A passagem Jesus vos envia como ovelhas entre lobos, presente em Mateus 10:16 e retomada em Lucas 10:3, adquire no estudo espírita uma densidade ética e psicológica particular, sobretudo quando interpretada à luz da Codificação, tomando como referenciais fundamentais O Evangelho segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos nas traduções de José Herculano Pires, além do aprofundamento moral proposto por Léon Denis e pelas análises de Joana de Ângelis.
A imagem das ovelhas não representa passividade, mas moralidade ativa, conceito que Allan Kardec sublinha ao tratar da Lei de Justiça, Amor e Caridade em O Livro dos Espíritos, questões 873 a 879. Ali, a orientação central é a de que a verdadeira força espiritual se expressa pela retidão de consciência, pela superioridade moral e pela capacidade de resistir ao mal sem pactuar com ele. A vulnerabilidade da ovelha, portanto, não é fraqueza; é coerência ética.
Os lobos, nesta leitura, figuram as estruturas sociais e psicológicas que ainda se encontram dominadas pelo egoísmo e pelo orgulho, os dois vícios que, segundo Kardec (E.S.E., cap. XII), constituem a raiz das violências humanas. O mundo em que o discípulo se move é marcado por descompassos morais, pela tendência à agressividade e pela dificuldade de assimilação da mensagem do bem. Não se trata de demonização do outro, mas de diagnóstico ético.
É nesse ponto que a orientação prudentes como as serpentes e simples como as pombas assume seu lugar. No Espiritismo, essa recomendação harmoniza discernimento e pureza de intenções.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXIII, Kardec explica que a prudência não é artifício malicioso, mas sagacidade moral, isto é, a capacidade de ler as circunstâncias e não se expor inutilmente às ações daqueles que ainda operam sob o impulso da inferioridade espiritual. Prudência equivale a equilíbrio, autocontrole e avaliação responsável.
A simplicidade das pombas, por sua vez, ecoa o princípio da autenticidade moral: agir sem duplicidade, sem cálculo egoísta, mantendo a pureza de propósito. Léon Denis, em O Problema do Ser, do Destino e da Dor (edição de 1909), reforça que a pureza da intenção é o definidor da grandeza espiritual, pois é dela que nasce a força real do espírito em missão.
Quanto à promessa do " Espírito Santo" fornecendo as palavras certas no momento devido, o Espiritismo interpreta essa assistência não como revelação mística, mas como inspiração espiritual compatível com a vigilância moral do indivíduo. Kardec descreve este fenômeno em O Livro dos Médiuns, capítulo XXXI, ao explicar que os bons Espíritos inspiram, sugerem e orientam, mas não anulam a liberdade nem substituem o esforço pessoal. Joana de Ângelis, na obra Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, esclarece que essa inspiração encontra eco apenas em consciências treinadas no bem e na disciplina interior.
Assim, a metáfora bíblica, na ótica espírita, pode ser sintetizada em quatro princípios estruturantes:
Primeiro, a missão moral exige firmeza sem violência, coerência sem agressividade.
Segundo, o mundo social ainda é terreno de tensões éticas, exigindo do discípulo vigilância e discernimento.
Terceiro, a prudência é uma virtude estratégica, sem jamais descambar para a dissimulação.
Quarto, a inspiração dos Espíritos superiores é proporcional à elevação do pensamento e à retidão da conduta.
