Quem Ja Passou por essa Vida e Nao Viveu
O silêncio cheio é aquele que não pede resposta. É morada de quem já entendeu demais para falar. Quando me sento nele, o mundo afrouxa o ritmo. Permite-me respirar sem justificativa. E isso, por si só, é privilégio raro.
Fiz da ausência um hábito, depois um vício e, por fim, meu próprio nome. Já não sei quem eu seria se o vazio me deixasse.
Escrever é o gesto de quem já compreendeu que o grito não alcança ninguém, resta, então, converter o pavor em grafia. É usar o próprio sangue como tinta para riscar uma saída numa parede de concreto que jamais cederá aos ombros cansados. Cada frase estanca, por instantes, uma hemorragia interna que o mundo ignora enquanto exige sorrisos e produtividade. Sou o náufrago que, em vez de pedir socorro, consome os últimos fôlegos descrevendo a beleza aterradora do oceano que o afoga.
Há uma força invisível em quem decide não desistir, mesmo quando o mundo inteiro já virou as costas.
Já amei quem nunca me viu, já dei demais a quem não merecia, mas aprendi, o amor certo reconhece, e permanece.
Movimento
“Já não importa quem errou, quem acertou ou quem simplesmente não fez nada. O hoje necessita de ação, movimento, mudança ou permanência consciente. Recuse-se à acomodação e à lamentação, pois são o freio e a grande desculpa das novas oportunidades que não nos damos.”
Eu já disse, repito e não canso de dizer: "Dê valor a quem dá valor a você" É tão difícil assim? é tão custoso fazer isso?.Então não esqueça: Dê valor a quem te dá valor.
(NS)
Já me senti culpado por existir e ser quem eu sou. Quem não? Transformei minhas nostalgias em refúgios. Já senti culpado por não existir e ser quem não sou, hoje vivo. Um ambulante de ideias.
Já começou errado tentando me agradar, porque quem é agradável não precisa ter a intenção de me convencer disso.
Não importa quantas vezes você já se humilhou ou se ergueu diante dos problemas.
Não importa a quem você se dedicou ao máximo ao ponto de não se enxergar mais.
Não importa em quantos pedaços sua alma ficou, nem em quantos momentos você perdeu seu caminho.
Não importa a quem já pertenceu o seu coração.
Eu não vim aqui porque você é belo, eu vim aqui porque você é leal acima de tudo.
Vim aqui porque tenho um coração novo pra você, tenho alegria acumulada pra dias bons e dias ruins, tenho ternura, cuidado. Tudo isso banhado na melhor amizade, dedicação e companheirismo.
É por isso que estou aqui, porque você me mereceu.
E é por você que não quero sair mais daqui.
Venho por meio deste informar que já não sei quem sou. Sim, assim, com toda a sinceridade do mundo, já não sei quem sou. Achei que se me jogasse e ocupasse a mente eu poderia evitar esse vazio. Funcionou, pelo tempo que pôde. Até que a profecia da música se concretizou e minha vida mudou da noite pro dia, de novo. Mudou pra uma interrogação gigante de quem não sabe o que quer, quem é ou o que deve fazer. Não era o plano. Devia mudar para melhor, para mais fácil, mais compreensível.
Veio uma febre sem febre e me desencantou. Ou é TPM, não sei. Mas de repente surgiu essa inquietude absurda que só resulta mesmo é em ficar em casa ouvindo música e mais nada. A paz foi escorrendo… escoando por uma rachadura ínfima que vem virando um buracão.
Eu me culpei absurdamente pelas coisas que desperdicei, fui correr em busca do tempo perdido – e me perdi. Até que de vestido rosa eu comecei a perceber que talvez tudo isso nem importasse tanto; que existem várias formas de viver a vida e que essa simplesmente não era a minha: não havia porque se doer. Havia que me doar para o que me importava.
Mas foi súbita a forma como tive que lidar com a percepção de que nem isso. Nem isso. A verdade é que nunca me doei para nada. Aquele resmungo de um velho amigo de que nada fazia bem vinha se aplicar a mim de novo… voltaram as dores, acrescidas com essa sensação de ser burra - e piorada com a noção de estar quebrada.
É isso. Não sei quem sou, mas sei como estou: quebrada. Já não funciono bem ou porque nunca funcionei ou porque não sei para que devo funcionar. E essa de viver um dia de cada vez parece agora não ter sentido se você não tem um propósito qualquer.
É intimidadora a vontade absurda que sinto de fazer milhões de coisas. Veio tudo de uma só vez. Um desespero de aprender, de aproveitar, de me divertir, de me profissionalizar, de alimentar o ego, a alma e o cérebro. Veio tão forte que atropelou todos os meus sentidos e todas as minhas certezas. Desmantelou o que já estava em pedaços.
Qual é o sentido dessa vez? Como é que eu posso abraçar qualquer causa ou pessoa se não me sinto segura de que posso lidar com isso por pelo menos alguns meses? O que é que eu posso fazer para colocar as coisas no lugar? Como é que eu posso começar a me consertar mesmo?
“Até há pouco estava tudo bem…”
E eu já nem consigo chorar.
Desistir não é para os fracos, é pra quem já se cansou de tanto tentar, cansou de insistir em uma coisa, onde você é a única pessoa que pelo menos tenta fazer com que saia tudo certo. Mas é impossível ajudar quem não quer a sua ajuda, isso cansa.
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