Quem Domina sua Lingua
A quem ler
Vim deixar meus pensamentos.
mas, sequer me levam a algum lugar...
Descreveria-o, ou descreveria-me,
Como se eu estivesse em uma mata fechada,
e tudo o mais fosse cheio de névoa.
E os galhos baixos, impedissem-me de ir com a visão
mais além do que onde vão meus passos.
Olho a minha direita, e nada tem, a não ser olhos pequenos
vermelhos me observando.
A esquerda mais olhos vermelhos me observando.
É inacreditavel, como as pessoas que estão em torno
não me deixam expandir.
Como a vida, cheia de leis, cheia de mandantes,
e mandamentos, me segurassem para eu não poder cometer meus erros e acertos.
Estou perplexo, em como é que as coisas mal se encaixam
E encalacram o direito de "vivencia" do ser humano.
Penso em mudar o mundo, sinto que sózinho, jamais poderia.
E não vejo forças em ninguem para poder mudar alguma coisa; e sou obrigado a me manter contido, resguardado..
acreditando nessa tal fé, dos cristãos, evangelicos, e Jeova`s. Que nem mesmo eles sabem realmente se essa coisa chamada de fé, é fé mesmo.
Estou enclausurado, neste mundo imperfeito repleto de perfeccionistas falastrões. Que se envolvem em nossas vidas, mesmo não querendo, pensando em seus bolsos
Em suas barrigas e em suas familias.
Mas esquecem-se que são tambem SÃO NOSSOS IRMÃOS.
brasil, 8 de fevereiro de 2025.
a um morto qualquer a quem se aplique,
você foi incrível, blá, blá e blá.
sua trajetória de vida foi linda, blá, blá e blá.
faz falta, blá, blá e blá.
quantos sonhos que nunca serão realizados, blá, blá e blá.
blá, blá, blá e etcetera.
mas a quem temos, a partir de agora, são os outros: flores aos vivos!
ao morto: meus sentimentos!
com afeto,
CORPOS SANTOS
Acho que ainda não é meia noite,
Quem dividiu a noite eu não sei,
Mas está tudo bem silencioso,
Está meio medroso, o carro preto veio...
Todavia eu procuro umas palavras,
Eu procuro umas palavras,
Umas palavras eu procuro.
Além do muro onde me escondo
Um mocho grasna seu agouro fúnebre,
Esse silêncio tenso tem o timbre do mais triste escuro
O carro preto... o carro preto às vezes é prata,
Às vezes é vermelho, as vezes é branco
Para cobrar vem como um raio
Vem como um relâmpago
Acho que ainda não é meia noite e o pipocar da vida
Abrindo feridas em tantos corpos santos;
Jazem no asfalto anjos sem mantos sob a luz da lua
Seus corpos tatuam pra afastar o medo
Eu procuro palavras... eu procuro palavras
Pra descrever a morte
Acho que ainda não é meia noite...
Quem dividiu a noite pra mim ainda é segredo
Nesse contexto. me parece, morrer é muita sorte
E viver não passa que morrer de medo
Nos sábados somos magros...
Nos domingos somos lindos...
E nas segundas-feiras
percebemos de quem temos saudades.
MISTÉRIO
Quem sou eu?
Toda manhã diante do espelho
Eu me pergunto isso
E o espelho me mostra pelo avesso,
Minhas palavras se multiplicam
No vazio deste universo;
Quem sou eu; isso é perverso, penso,
Mas saber-me exato seria o inverso?
Só vive na solidão quem já amou,
quem nunca amou é apenas solitário,
e isso não dói...
só sabe o que é amargo quem já provou o doce,
quem nunca provou não sabe de sabores;
então o que é felicidade...
felicidade é esse gosto amargo
de saber que já foi feliz um dia...
e isso dói
então, nunca seremos felizes?
seremos... com netos, rugas e cabelos brancos...
mas isto é inexplicável...
MUCAMA
Quem é teu dentista,
Teu ortopedista,
Quem torneou tuas pernas
Quem fez essa cintura de violão
Onde eu tocaria as mais lindas canções
Quem esculpiu teu rosto ,
Quem fez teus lábios propondo desejos ardentes?
Mucama algum dia teus seios furarão
O linho do teu vestido
E a minha frágil resistência vai ruir
E daremos nossa contribuição
À miscigenação com mulatos e mulatas...
Mucama que Deus me perdoe,
Mas hoje preciso de ti na cabana do canavial,
Terás um anel de ouro e um vestido de seda,
Nada que se compare com tua pele de cetim,
Mas quero te ter como minha senhora e princesa...
CONTA-GOTA
Beija-me como quem chupa manga
Manga dos meus desejos
Derrama sobejos na minha boca
Diz que a vida é conta-gota
De sentir e ressentir
Nessa sucessão de dias
Diz que isso é vida louca...
latifundiário
Não tente entender o que sou
O mar é o mar e quem vai entender
Tanta profundidade, tanta imensidão..
A solidão tem seus próprios motivos
apenas navegue, navegue e assim mistérios
deixarão de ser mistérios...
navegar é preciso o poeta falou,
não tente entender as flores
por mais belas que sejam, os espinhos lá estão
não tente entender o que sou
o tempo é o tempo, a história o provém
o fato é a história feita no tempo
mas tempo eu não tenho
não sou escravo nem senhor de engenho
não tente entender o que sou
o verbo amar no gerúndio
se querer é quintal, amar é latifúndio
não queira entender o que sou
não sou malandro nem otário
sou latifundiário...
quem já teve um amor verdadeiro
um dia e perdeu
herdou nos olhos a nostalgia...
mas perdeu seus horizontese suas referências
minha primavera, minha Vera prima
eles verão este inverno no meu olhar
eles verão o meu outono e outras estações
fases de lua e suas consequências
eles verão e eu inverno a derramar
o amor que transbordou no tempo e na saudade
quem já teve um amor verdadeiro e um dia perdeu
jamais será triste
triste é quem um amor verdadeiro nunca viveu
mas quem pode entender o amor,
o amor é um deus
ou se vive o amor e tem fé...
ou não vive e padece
e se torna um ateu
preciso lembrar que o amor me esqueceu
e que os sonhos que eu tinha
não são mais sonhos meus
Quem sabe eu compartilho meu amor com uma estranha, que ela possa se deleitar da minha cama, do meu corpo, se molhar no meu suor com cheiro de mato, e no final de tudo, que ela não roube meus sentimentos, porque ele também é estranho.
quem imaginou o fim do mundo diferente,
o mundo não deixa de ser mundo
somos nós que deixamos de ser gente...
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