Quem Diria que Iria te Reencontrar
Eu sou a tua cobaia nos teus dias tristes, sou quem emagrece se você diz que assim gosta mais. Eu sou quem perde seu tempo com coisas pequenas que te envolvem, eu sou quem vai te amar até o fim dos tempos, sou quem aceita teus defeitos, sou quem conhece todas tuas manias, sou quem te deseja mais do que tudo, e ninguém nunca vai me tirar isso. Agora só falta tu perceber tudo isso.
Quem vê o sorriso, não enxerga em meus olhos, o sofrimento da perda, o lacrimejar da ausência, e nunca verá as ruínas do coração. Sofro em silêncio com as promessas esvaídas, palavras ao vento perdidas, e se o seu olhar não encontrar em meio à multidão, terei a certeza de que tudo não passou de um sonho desfeito.
Lágrimas são pedaços de amor indo embora.
Quando tu choras, quem está perdendo não é você.
É quem está deixando este seu amor ir embora...
Saudade
Ontem a saudade de quem se encontra longe de mim fez com que me sentisse igual a uma folha, que no outono, se entrega ao vento, deixando-o levar-lhe rumo ao desconhecido. E quando sem mais saber para onde a levar, deixa-a em um lugar qualquer, esperando que o destino lhe mostre o que lhe reservou...Assim estava eu, uma folha a plainar.
Larga dessa mania de valorizar quem esta Perto, as vezes o que esta perto pode te abandonar, eo que esta loge pode continuar com Você .
O VELHO CACIQUE.
Deus sabe quanto relutei em usar o adjetivo velho.
Quem vê o vigor desse que ouso chamar de velho cacique, não o reconheceria no lépido líder que reuniu o que se pode chamar de representativa parcela da sociedade de Guarujá.
Eram mais de sessenta homens e mulheres, de vinte a mais de setenta anos, dispostos a ouvir qualquer coisa que o velho cacique fosse falar.
Percebeu-se um quase temor reverencial, uma vontade de que o chefe bradasse um grito de guerra, para que todos cruzassem lanças, com qualquer inimigo de Guarujá.
Suas poucas e sábias palavras mostraram desde o princípio, que o cacique tem dos velhos, a sabedoria, a perseverança, e mais do que qualquer um dos jovens presentes, a força, a valentia e o vigor que se impuseram não como discurso, mas como oitiva, de tudo o que todos sabem e precisava ser dito em público. A fraqueza de nós todos, no trato das coisas da cidade, cidade que se percebeu, é importantíssima na vida daqueles homens e mulheres.
Aquele que chamo de velho cacique, deu a palavra a tantos quantos o tempo permitiu, para ouvir que todos estamos cansados das promessas que nos trouxeram ao fundo do poço, nesta cidade em que até os mais modestos dizem, ter tudo para ser a melhor da região.
Ninguém precisou falar de grandes números ou grandes cifras, para se ter a certeza de que os poucos que estão no poder quase nada fazem com a enormidade de recursos de que dispomos, sem falar nas novas riquezas que hoje, mais do que nunca, estão à disposição de quem tenha como nós, a proximidade dos grandes centros, como fácil acesso e vantagens outras, inigualáveis em toda a região.
Isso para quem tem vontade de trabalhar.
O velho cacique não disse mas nós sabemos, que depois dele nada expressivo se construiu. Que a nossa fama de outrora foi quase esquecida ou desprezada pelos que hoje, com a ignorância peculiar de jovens aprendizes de feiticeiro, confundiram o trabalho com a mágica.
Enquanto todos os que assumiram o poder depois do velho cacique preferiram receber os louros, por vitórias em batalhas que nem sempre travaram, a cidade chegou ao caos dos que gastam mais do que ganham, dos que tiram férias sem terem merecido , dos que dissipam as fortunas que herdaram sem nenhum mérito próprio.
Ninguém é unânime e nem todos seguiram nem seguirão o velho cacique...
Aliás, jamais deveria tê-lo chamado de velho cacique, melhor reverenciá-lo como velho guerreiro ou simplesmente como cacique guerreiro, sob as ordens de quem, ainda teremos sérias lutas e com certeza grades vitórias.
Meu respeito ao homem de muito valor, Jayme Daige.
Orelia
Caminheiro sem destino
O destino é Deus quem dá
Sempre em paz comigo mesmo
Coração só pra cantar
Um xamego hoje aqui
Amanhã, um dengo acolá
E o pó das estrada apagando
Os xodós que eu tive por lá
Foi entonce que ela surgiu
Tava escrito Orélia chegar
Orélia, ai, ai, Orélia
Só de olhar teu olhar magneto
Vi logo o meu fim
Que paixão, foi um choque da peste
Meu corpo tremeu que nem curumim
Orélia, ai, ai, Orélia
Ai, bichinha, se tu me deixar
Vai ser muito ruim
Faço arte no leste e no oeste
No sul, no nordeste
Dou cabo de mim
Quem somos?
Na multidão das aparências não há quem se importa, diante do espelho da vida, reflete-se uma geração quase morta.
Copia-se quase tudo,quem parece pode aparecer, e o que somos na verdade,corremos o risco de esquecer.
Contudo,não me importo com o que pareço,pois sei quem sou,e por quem sou, por isso me reconheço.
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