Quem Diria que Iria te Reencontrar
Ser prioridade… muitas vezes precisamos aprender, com urgência, a valorizar quem verdadeiramente nos dá prioridade, quem nos coloca na rotina não como obrigação, mas como escolha, pessoas que, no meio do caos do dia, encontram um espaço para enviar uma mensagem, perguntar se estamos bem, compartilhar um simples meme só para arrancar um sorriso, gente que tira tempo, porque quer, para fazer parte da nossa vida, porque ser prioridade não está nas promessas bonitas, mas na constância dos gestos, está em quem demonstra, em quem se faz presente, em quem nos inclui sem precisar ser cobrado, é na amizade que não nasce do interesse, mas do cuidado sincero, é em quem prova, nas atitudes diárias, que realmente importamos, quem ama de verdade não ama apenas em palavras; ama em ações, em presença, em escolhas repetidas todos os dias.
Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi
Gosto Amargo
Sabendo que eras veneno,
ainda assim bebi.
Gole por gole,
como quem tem sede de infinito.
Era amargo —
mas eu disse a mim mesmo
que era amor.
Afundei-me nesse sabor fugaz,
ardendo na língua,
queimando por dentro,
e mesmo assim
não larguei o copo.
Tinha tanta sede
que me afoguei em ti.
Inocente fui,
ao acreditar que era eterno
o brilho do teu sorriso —
sorriso que, pouco a pouco,
devastou o que havia em mim.
Hoje restam
solidão e dor,
filhas de uma tragédia veloz,
sem aviso,
sem direção.
Caminho agora
entre ruínas,
recolhendo pedaços
de um eu que já não existe.
E o que sobrou de mim
não sonha,
não espera,
não ama —
apenas respira
no silêncio pesado
de quem aprendeu
que o veneno
às vezes
tem gosto de eternidade.
Há homens que não querem apenas viver no mundo. Querem possuí-lo.
O primeiro erro de quem deseja governar o mundo é não compreender que o mundo não é um trono, é um organismo. Não é um objecto de comando, mas uma soma viva de vontades, culturas, interesses, medos e resistências.
Quem tenta governar tudo, precisa controlar tudo. E para controlar tudo, precisa destruir o que não controla. Assim começam as ruínas. A história ensina que o desejo de domínio absoluto sempre terminou em cinzas.
O mundo não se curva; ele absorve, desgasta e, por fim, derruba. Basta lembrar o colapso do projecto imperial de Adolf Hitler ou o império expansionista de Napoleão Bonaparte ambos tentaram moldar o mundo à sua imagem e encontraram a resistência da própria realidade.
Governar o mundo exige eliminar diferenças. Eliminar diferenças exige violência. Violência constante gera medo. E o medo nunca constrói, apenas adia o colapso. Quem tenta governar tudo acaba por destruir o próprio espaço que deseja comandar. Porque o mundo não é um território. É um equilíbrio frágil.
Somos apenas seres medíocres, os quais temem mais a miséria ao linchamento. Desejamos ter quem não podemos e choramos uma dor que é tão suja quanto um córrego. Sentimos o ódio com tanta força que este esmaga o amor encostado no canto da mente. Acreditamos no único deus capaz de salvar a humanidade, mas este mesmo deus não acredita em nós.
Sabedoria que não se entrega, se atrofia.
Quem teme compartilhar por perda de controle destrói a personalidade de quem perde a oportunidade de aprender.
O cérebro evolui a cada dilema racionalmente resolvido.
Uma sociedade bem resolvida pratica o bem comum. Qual mundo o egoísta deixa para seus filhos? Vai confiar neles para o futuro dos seus filhos?
Bilionários não estão planejando seu futuro, estão criando estratégias de controle.
Quem não se responsabiliza pelo futuro da sociedade através da atitude altruísta de um líder, é um traidor.
"Eu sempre receio, quando escrevo, mudar de ideia. Mas e se eu mudar? Quem me julgará sendo que isso é a coisa mais humana e artística a se fazer?"
O sol é para todos, mas a sombra do onipotente é só pra quem decidiu entrar no esconderijo do Altíssimo.
O Observador de Trinta Mil Dias
Quem és tu?
Num universo com dois trilhões de galáxias — cada uma com cerca de duzentos bilhões de estrelas — orbitas um planeta entre os cem bilhões da Via Láctea. Vives entre oito bilhões de seres humanos: um quarto crianças, um décimo idosos, a maioria adultos; metade homens, metade mulheres. Num mundo com mais de sete mil línguas, cento e noventa e cinco países, milhares de etnias e províncias…
Quem és tu?
Entre elétrons e quarks, prótons e nêutrons; de átomos a moléculas, de organelas a células; de tecidos a órgãos e sistemas… em meio a esse organismo que respira, quem és?
Quem és tu?
Ser que busca energia e luta para sobreviver; que compartilha e retém emoções; animal que necessita de bando, de ordem e de governo.
Quem és tu?
Em meio aos que pensam — e pensam até sem querer —, que buscam uma razão ora contaminada, ora reforçada pela emoção. Tu, que tens vontade; que és sem perceber que és; que, do centro da própria consciência, observas.
Quem és tu?
Distante quase seis mil anos da primeira escrita, entre os que lavram a terra e redigem histórias; que erguem impérios e constroem modelos de pensamento. Cercado por máquinas que ampliam tuas mãos e por armas que multiplicam tuas distâncias; imerso em códigos invisíveis que transformam silêncio em voz e presença em memória…
Quem és tu?
Em oitenta ou noventa anos — quase trinta mil dias, seiscentas mil horas, quarenta milhões de minutos — dos quais dormes um terço. Tu, que não enxergas o futuro e apenas recordas o passado; que observas a partir do teu próprio ponto de vista; que mudas com o calor e o frio, com o dia e a noite; que tens pressa ou paciência, ousadia ou prudência…
Quem és tu no olhar do outro?
No olhar do outro, és rótulo antes de ser nome. Alto ou baixo. Forte ou fraco. Comum ou gênio. Belo ou feio. Justo ou opressor. Inimigo ou amigo. Rico ou pobre. Ignorante ou instruído.
Quem és tu? Ainda assim, achas que és o centro?
Não sei explicar tudo. Mas sei que sei menos do que ontem imaginava. E ainda assim, continuo.
Quem és tu?
Esquecido pela terceira geração. Mencionado em documentos que não escreveste. Parte da história ou sombra de um figurante.
Diante dAquele que te formou — que te deu vida e deu vida a quem te deu vida —, quem és tu?
Quando o fim chegar, quais palavras permanecerão: morreu ou eternizou?
Entre o pó e o eterno, foste um sopro.
O que fizeste com ele?
Algumas lições não vem através de palavras, mas do silêncio ensurdecedor de quem um dia prometeu nunca partir.
Quem tem medo de ouvir, confunde dialogo com briga. Quem não quer mudar, interpreta qualquer verdade como ataque.
Não se compare com os outros, compare-se com quem você era ontem. O único progresso que importa é a sua própria evolução.
"Amei com a fúria de quem entrega as chaves e esquece de ficar com uma cópia.
No zelo de ser cais para o outro,
naufraguei em mim, deixando minha própria margem ao relento.
Odeio o rastro que os fins deixam:
esse eco de portas batendo em casas que ajudei a construir,
mas onde nunca fui o dono.
O medo, esse velho cúmplice, sorri no canto da sala,
lembrando-me de que, entre tantos 'adeus' que dei aos outros,
o mais doído foi o que sussurrei para o espelho."
"Ela sumiu… mas deixou um eco em mim."
Ela apareceu como quem não queria nada,
mas meu mundo inteiro quis tudo dela.
A franja nos olhos, a sombra no olhar,
o jeito de quem vivia em outro tempo
num silêncio que gritava mais que mil vozes.
Me mostrou a parte mais bonita do mistério o gótico, o calado, o profundo.
E eu, como quem encontra abrigo numa música, me escondi naquela presença.
Mas depois… sumiu.
Sem aviso, sem explicação.
E deixou uma pergunta que nunca calou
foi real ou foi miragem?
Hoje eu entendo.
Ela vivia duas versões dela mesma:
A que eu vi pura, densa, quase etérea.
E a que ela escondia talvez quebrada, talvez cruel, talvez com medo.
Mas não foi mentira.
Foi só um encontro entre dois mundos
eu procurando verdade, ela fugindo da própria sombra.
E mesmo com essa dor,
eu não me arrependo.
Porque ela me marcou
não só como alguém,
mas como ideia, como símbolo, como vento.
Agora, sou eu comigo.
Mais forte, mais alerta, mais inteiro.
E se um dia ela voltar,
vai me encontrar não como antes,
mas como alguém que não se perde mais em fantasmas.
A educação e cortesia estão entra as regras primordiais de quem deseja ser respeitado. Se falta-lhe isso, certamente será lançado ao desprezo coletivo.
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