Quem Ama Nao Erra
Quem necessita de palco apenas encena virtudes;
o verdadeiro espetáculo da virtude é a paz, o silêncio e o propósito.
Diga-me com quem andas, que te direi quem tu és.
Primeiramente devo explicar que este dito popular, não está contido na Bíblia, como muitos acreditam.
Mas, é um dito popular que reflete uma realidade inconteste. O meio em que vivemos, que frequentamos, as pessoas de nossa convivência, dizem muito sobre o nosso caráter.
Se você quer avaliar o caráter de alguém, basta ver as pessoas que a cercam. Isso, lhe dará uma pista sobre essa pessoa.
Que as amizades influenciam nossos hábitos e comportamentos, isso é fato. Pois serão através destas novas amizades que começaremos a frequentar ambientes, aprender novas palavras e replicar novos conhecimentos.
Assim sendo, estes novos conhecimentos e/ou comportamentos, acabam interferindo nas suas ações e no seu ser.
Somos seres influenciáveis, copiamos ou replicamos, tendências, modas, palavras, gestos, comportamento sexual, enfim.
Entenda que somos como um quadro branco, pronto para ser pintado, e a pintura após colocada, será vista, apreciada e julgada por outras pessoas.
Muitas destas poderão alegar que não, que o ambiente e as decisões, são de caráter individual, logo, apenas uma questão de escolha. Estão erradas, pois se você vive em um ambiente em que seus conceitos são contraditórios ao grupo, a conclusão é simples, ou você não pertence ao grupo, ou é alguém que trabalha em um prostíbulo e jura que é virgem.
No primeiro caso, a solução é simples, saia deste grupo e evolua. No segundo caso, assuma sua condição e pare de sofrer.
Em ambos verá que o grupo lhe influenciou na tomada de decisões.
Veja que até mesmo de uma forma inocente, copiamos algumas manias cotidianas. Uma palavra, um corte de cabelo, uma tatuagem, e outros tantos exemplos. Acreditamos que queremos, mas, na verdade, fomos influenciados. E, para mostrar que pertencemos aquele grupo, de pessoas legais e bacanas, acabamos replicando o hábito, e negamos, dizendo que foi uma opção de livre escolha. Afinal, gostamos de mentir para nós mesmos.
A frase, me diga com quem andas, que te direi quem tu és, como disse, não é bíblica, mas ela tem escora em alguns versículos bíblicos, a exemplo: Aquele que anda com homens sábios, será sábio, mas, um companheiro de tolos, será destruído. Outro exemplo: Abençoado é o homem que não anda no conselho dos ímpios, nem fica no caminho dos pecadores, nem se assenta na cadeia dos escarnecedores. Outro versículo: As más companhias, corrompem os bons costumes.
Em resumo, um abismo atrai outro abismo.
Apenas para refletir lhe pergunto: Com quem andas?
Pense e reflita.
Paz e luz.
Ilumine seu dia.
"O inimigo está lutando pra criar algo tão incrível que no final, quem decidirá se quer entrar no céu seremos nós. Imagine a cena: Jesus, transbordando alegria, dirá: 'Venham, entrem! Eu salvei vocês, eu fui lá e venci por vocês. É só entrar!'. Mas é nesse momento que o inimigo tentará o seu último recurso, dizendo: 'E se eles não quiserem entrar? A decisão é deles: ficar aqui comigo, desfrutando desta vida que construí, ou viver a eternidade contigo'. O plano dele é criar algo tão 'incrível' aqui, que o céu pareça uma escolha difícil."
"Quando o tamanho da gratidão em servir for o mesmo da gratidão de quem foi servido, ambos acertaram o alvo."
"Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar."
"Uma vez que você descobre quem é e onde está, precisa de leis para caminhar. É aqui que entra a Filosofia."
Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
Um dos meus maiores desejos ao entrar na psicoterapia era descobrir quem eu era. Após cinco anos me deparo com o mesmo questionamento. Me deparo com o mesmo questionamento mas, o que mudou, foi o espanto da descoberta. Se segue assim, no inicio: o mundo. Logo depois vem a ideia: associação livre. Quando a apreendi, nunca mais parei. Meu inconsciente não se segurava mais. Ainda o seguro. Estava prestes a descrever uma série de etapas que se seguem quando se quer seguir etapas afim de obter uma máxima quando percebi que, depois da associação livre, me perdi. Descobri tantos novos caminhos. Poderia falar da série de fragrâncias com cheiros exóticos que descobri: sangue, plástico, pele, iodo. Não, não era isso o que queria dizer. O que quero dizer é que: aprendi a gostar de fragrâncias! Lembro de quando era pequeno, ia ao mercado central da cidade. La encontra-se de tudo: Galinha, pombo, cobra, rato, queijo, tempero, goiabada. Tudo isso misturado me gerava uma extrema náusea - odor fétido. O estranho que, depois de organizado, se tornou cheiro. Sei que, quando criança não era capaz de distinguir todos os odores, acabava misturando tudo em uma coisa só. E ai vinha um odor fétido - que não pode nem ser chamado de cheiro. Ah.. as produções humanas. Todas sempre me fascinaram assim como seus criadores. Gosto mesmo é de pegar um pensamento e escamá-lo. Moldá-lo. Emaranhar-me em sua elasticidade, tocá-lo de dentro para fora a tornar visível externamente o relevo de meu toque sob a superficie. Depois quero virá-lo do avesso. Durante o processo, caso o locutor se perca assim como perde-se entrando em uma rua desconhecida, seu corpo é passível de acomodar-se entrando em sincronia invertida, descompasso de onda - pulsar, assim como se faz o coração: Tu dum. Percebe, entre o _Tu_ e o _Dum_ existe um espaço, eles não são no mesmo tempo mas também não são espaços iguais em tempos diferentes. Uma vez li que a diferença de um pulsar para o outro indica a capacidade do ser vivo de se adaptar e permanecer vivo em meio as mudanças. Quem diria que, através do coração se pudesse saber da mente. Milênios que separam a mente do coração. Nunca pensamos na possibilidade de serem um sistema conjunto. Meu coração bate, minha mente age. As vezes minha mente bate de frente, mas meu coração não mente: age! Não é todo dia que isso acontece, mas quando acontece, sinto que posso enfrentar o mundo: A brisa do amanhã oferece, ao encontrar-me em meu caminhar, um suspiro aldeídico de esperança - movo-me, ajo! Os dias ordinários continuam, o que muda é a lente ocular. Foi tarde que descobri a possibilidade de troca. Claro, está muito abstrato. Amiúde, quando lhe desabrocharem as graças, troque-as. A mudança exige um certo tipo de expertise. Esteja disposto a encontrá-la e aprimorá-la, afinal, ninguém anda por ai com os óculos sujos. Mas chega de falar de óculos até porque, não faço uso. As vezes não enxergo. Não por falta de luz. Não enxergo à luz do dia! Não como Diógenes. Não enxergo pois estou tão entranhando em uma linha de pensamento que, as vezes esqueço de processar as imagens que estão sendo recebidas e processadas. Deixo esse processamento em Stand-by. Ah como seria bom se pudéssemos levar as coisas mais no stand-by. Logo sinto um calafrio, assusto, começo imediatamente a ação mecânica de analisar e categorizar toda luz que entra nesse cano que chamo de olhos. Não sei, poderia falar mais quanto quisesse. Não estou falando! Me dispus de um tão mais renomado trabalho, o da seleção de palavras para dizer - mas dizer o que se não falo nada? A diferença entre dizer e falar é da mesma natureza ontológica entre hear e listen, no inglês. Seguimos com o exemplo:
Can anyone hear me?
Alguém pode me ouvir?
Curiosamente podemos escrever e traduzir:
Are you listening to me?
Você esta me ouvindo?
Percebe? O emprego de duas palavras, em inglês, distintas se deu em uma tradução, em português, idênticas.
A diferença esta no afeto. Há sim! As palavras afetam. Primeiro: Nossas cordas vocais geram ondas físicas que são percebidas por partes do nosso aparelho auditivo que separam e, com a ajuda do cérebro organizam o som para nosso entendimento. Ufa...! Não só isso, estava prestes a dizer o modo que a diferença ontológica entre hear e listen se dá: Hear é vago, pense, podes ouvir um ruido na rua de um carro. O som se torna tão insignificante que sei bem que mal percebeu. Agora, acredito que, ao primeiro contato da onda do som de um homem aos berros aos seus tímpanos, o interesse florescerá e a atenção será furtada de modo tão sutil como o da arte dos batedores de carteira. Define-se essa diferença ontológica através da atenção do ser que se coloca naquilo. Quando se fala, se pode falar qualquer coisa, minha mãe dizia: Até papagaio fala! Mas quando se diz, deposita-se a verdade da existência de si ao que está sendo proferido: Quando digo Digo, digo Digo, não digo Diogo. Quando digo Diogo, digo Diogo, não digo Digo. Na maioria do tempo estamos falando - ah, e como falamos! Mas quando queremos dizer algo, em inglês diríamos: _I mean it_. Em tradução literal: Eu significo isso. Em tradução livre: quero dizer. A palavra interpola entre a ideia e o ser da coisa, o sentido. Nem sempre funciona muito bem, mas pra isso, temos as outras artes. Claro, como exprimir os infinitos pensamentos do ser humanos nas palavras? Delas, faço de instrumento. E, nessa repetição mecanicamente instrumental que é falar, um dia, disse. Disse: Não quero ser! Mal sabia o que era, mas, o que era, não me dizia mais. Mal sabia se era, mas se o era não queria mais o ser. Quero ser! Mas o que ser? Não sei, quero ser, não importa o que ser, além do mais, passei a achar o ser em seu singular muito tedioso. Quem é, é! Não há de ser outra coisa. Se a maçã é vermelha é porque é! A não ser que seja maçã verde - não é. Nunca vi uma maçã cor de rosa.
E se um dia eu, como maçã, não querer mais ser vermelha? A quem devo à suplica de meu ser? Pergunto pois, no mesmo instante rogarei: quero ser cor de rosa! E se o Deus das maçãs escutar as minhas preces, ficarei feliz ao saber que, ao mínimo pigmento que cobre a superfície lisa e brilhante de meu ser, fui inventada enquanto maçã. Bom, é da palavra que tenho então hei de usá-la! Usarei-a sem sentido dessa vez: Biboca, Pimpolho, coração de neném, cão, gato, sapato, amianto, aparelho, internato. Proponho um desafio, já propus o dizer - e o falar - bem como o escutar - e o ouvir. Agora peço que, escute o que vou lhe escrever. Não. Não. Melhor. Escute as palavras. Não! Não! Melhor! Se escute as palavras que tenho a lhe dizer:
Biboca, Pimpolho. Coração de Neném. Cão, gato, sapato, amianto, aparelho. Internato!
Se pões atenção ao que se ouve, creio que tenha sacado de inicio o rimar das palavras antes mesmo de eu as dividir na ordem que devem ser faladas. Aqui _faladas_ pois aqui o que importa é seu som, não seu sentido. Repita mecanicamente e verá que criou-se do que se imaginava não ter serventia alguma, a mecanização instrumental de falar as palavras, uma rima! Usai-vos os sentidos! Acredito que a ideia acerca da existência de sentido quando a palavra falta tenha se lançado a luz da dúvida aos instrumentalistas de plantão. Repito: Para isso temos outras artes. Se o que tenho é a palavra, hei de usá-la. Desta vez, usarei-a com sentido: preciso ilustrar uma imagem que ganhe sentido através da palavra: eis o ser. Sendo assim, comecei a falar dizendo. Sempre que falo, digo! Sempre que digo, digo de mim. Por ai, digo que escuto o que dizem de mim e assim, sou sendo.
"É a metamorfose definitiva de quem trabalha pelo dinheiro em alguém cujo dinheiro trabalha para si."
Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
O sistema venceu quando fez quem vive de salário defender os privilégios de quem vive do trabalho dos outros, acreditando que um dia estará do lado deles.
A casa emudece, o ar se condensa,
Onde o silêncio é quem dita o lugar.
A solidão se torna presença,
Nesta vontade de apenas escutar.
Lá fora, o grilo em nota constante,
Vigila a noite que não tem mais pressa.
O som de um carro, num brilho distante,
É o único elo que ainda resta.
O cachorro avisa que a rua está viva,
Num latido seco que o vento conduz.
Enquanto a minh'alma, de forma passiva,
Se perde no vácuo que a noite produz.
É um mundo lá fora, de asfalto e ruído,
Aqui dentro, a paz que o vazio traz.
Entre o que é visto e o que é ouvido,
Sou só o silêncio que o grilo refaz.
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