Quem Ama Nao Erra
Se não formos Cautelosos com o que Consumimos, nos transformarão num Amontoado daquilo que nem sequer existiu.
Há uma espécie de Servidão Moderna que não exige Correntes, apenas Distração.
Não nos ordena diretamente o que pensar; oferece-nos, incessantemente, aquilo sobre o que devemos pensar.
E, pouco a pouco, o pensamento deixa de ser uma atividade do espírito para tornar-se apenas o reflexo daquilo que recebemos.
Kant talvez nos lembrasse que a Maioridade Intelectual começa quando ousamos recorrer à própria razão.
Não basta possuir uma consciência; é preciso exercê-la.
Não basta ter opiniões; é preciso saber por que as temos.
Entre aquilo que nos chega aos olhos e ouvidos e aquilo que admitimos como verdadeiro, deveria existir o intervalo indispensável da reflexão.
Consumimos notícias, imagens, discursos, indignações, certezas e versões dos fatos numa velocidade que frequentemente não permite ao juízo respirar.
E, quando não examinamos o que recebemos, nos arriscamos a confundir informação com conhecimento, repetição com verdade e convicção com pensamento.
O perigo maior, entretanto, talvez não esteja na mentira evidente, mas naquilo que nunca existiu e, ainda assim, passa a ocupar espaço em nós.
Uma Realidade Fabricada pode tornar-se — psicologicamente — verdadeira quando repetida o bastante.
Podemos chegar ao ponto de defender acontecimentos que não testemunhamos, combater inimigos que não conhecemos e sustentar certezas que jamais submetemos ao tribunal da razão.
É assim que o indivíduo deixa de ser Autor do próprio pensamento e se converte em arquivo das ideias alheias.
Pensar, nesse sentido, é também resistir.
É interromper o fluxo.
É perguntar: quem disse?
Com que fundamento?
O que estou deixando de considerar?
Eu realmente concluí isso ou apenas fui conduzido a concluir?
A autonomia não significa desconfiar de tudo — isso é Ceticismo Apaixonado —, mas não entregar a ninguém o direito de pensar por nós.
Significa conservar a faculdade de julgar, inclusive quando a multidão já decidiu.
Significa compreender que liberdade não é apenas poder escolher entre aquilo que nos oferecem, mas possuir lucidez suficiente para questionar o próprio cardápio.
Talvez uma das formas mais discretas de Alienação seja justamente esta: consumir tanto conteúdo que já não sabemos distinguir o que pensamos daquilo que apenas lembramos ter visto ou ouvido.
Por isso, talvez seja necessário recuperar uma virtude quase esquecida: a cautela diante do que entra em nossa consciência.
Porque aquilo que consumimos não permanece do lado de fora.
As ideias repetidas moldam nossas categorias; as narrativas que aceitamos orientam nossos julgamentos; aquilo a que prestamos atenção participa, silenciosamente, da construção de quem somos.
E há uma diferença fundamental entre ser Informado e ser Formado.
O primeiro pode acontecer por acumulação.
O segundo exige discernimento.
No fim, a verdadeira liberdade talvez comece quando deixamos de perguntar apenas “o que estão dizendo?”
E passamos a perguntar:
“Por quais razões eu devo acreditar nisso?”
É nessa pequena distância entre o estímulo e o juízo que a Autonomia Humana encontra seu último abrigo.
Se nos preocupássemos uns com os outros, como fazemos com a matéria, talvez não houvesse tanta ferida aberta no mundo.
Gastamos tempo demais cuidando daquilo que podemos possuir e tão pouco cuidando daqueles que podemos perder.
Preocupamo-nos com casas, carros, contas, aparências, posições e conquistas, como se a vida pudesse ser medida pelo tamanho daquilo que acumulamos.
Enquanto isso, há pessoas ao nosso lado carregando dores que ninguém vê, silêncios que ninguém pergunta e feridas que, muitas vezes, foram abertas justamente pela nossa indiferença.
Talvez tenhamos aprendido a consertar quase tudo, menos aquilo que se quebra dentro de alguém.
Sabemos restaurar objetos, reformar paredes, substituir peças, recuperar patrimônios…
Mas ainda temos dificuldade para oferecer uma palavra quando alguém desaba, um abraço quando alguém se sente sozinho, ou simplesmente presença quando não há nada a dizer.
A matéria nos chama atenção porque faz barulho quando cai, quebra quando é atingida e deixa marcas quando se perde.
O coração humano, porém, muitas vezes sofre em silêncio.
E talvez seja por isso que tantas feridas permaneçam abertas: porque aprendemos a enxergar o que falta às coisas, mas nem sempre percebemos o que falta às pessoas.
Cuidar uns dos outros não exige grandes gestos.
Às vezes, começa com uma pergunta sincera: “Você está bem?”
E, principalmente, com a disposição de permanecer para ouvir a resposta.
No fim, tudo aquilo que acumulamos ficará para trás; só levamos o que espalhamos.
As coisas envelhecem, os objetos se desgastam, as paredes perdem a cor e aquilo que parecia tão urgente um dia deixa de importar.
Mas a maneira como tratamos alguém pode permanecer por muito tempo — tanto como cicatriz quanto como lembrança de um carinho que chegou na hora certa.
Talvez o mundo não precise de mais pessoas preocupadas em ter.
Talvez precise de mais pessoas dispostas a cuidar.
Porque há feridas que não pedem riqueza para serem curadas.
Pedem humanidade.
O Dinheiro
não pode comprar Vida, mas pode comprar Qualidade para a Vida que restar.
É uma frase bastante incômoda, talvez porque toque justamente onde preferimos não olhar: o Tempo é o único patrimônio que, depois de gasto, não pode ser recuperado.
Dinheiro não compra mais uma manhã, não devolve um abraço que ficou para depois, não impede que os anos passem.
Não compra juventude, nem garante que estaremos aqui amanhã.
Mas pode, sim, diminuir sofrimentos, proporcionar conforto, permitir escolhas e transformar determinados momentos da existência.
Há quem passe a vida inteira acumulando recursos e se esqueça de viver.
Há também quem romantize a falta de dinheiro, como se a precariedade fosse uma virtude.
Nenhum dos extremos parece fazer sentido.
O dinheiro é uma ferramenta.
O problema começa quando ele deixa de servir à vida e passa a ser o motivo pelo qual a vida é adiada.
Porque, no fim, talvez a verdadeira riqueza não esteja simplesmente em ter muito, mas em poder usar aquilo que temos para tornar melhor o tempo que nos foi concedido.
Uma moradia mais confortável.
Um tratamento médico digno.
Uma viagem há muito sonhada.
Tempo para estar com quem amamos.
A possibilidade de dizer “não” ao que nos destrói e “sim” ao que nos faz bem.
Pequenas liberdades que, quando a vida aperta, descobrimos que também têm preço.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja quanto dinheiro conseguimos juntar, mas quanto da nossa vida conseguimos preservar enquanto o juntávamos.
Afinal, chegar ao fim da estrada com os bolsos cheios e o coração vazio também pode ser uma forma de pobreza.
O dinheiro não compra a vida…
Mas pode ajudar a cuidar dela — enquanto ela ainda é nossa.
Não há espaço para a Arrogância nas fileiras silenciosas e gélidas de parede e meia dos cemitérios.
Onde todos se nivelam por baixo, em barraquinhos tão pequenos e cheios de nada.
Ali, onde o mármore já não distingue o rico do pobre, o poderoso do anônimo, o aplaudido do esquecido, toda vaidade parece uma espécie de piada contada diante da Eternidade.
Os títulos ficam do lado de fora.
As posses não atravessam sequer os portões.
O orgulho não encontra lugar para se acomodar entre quatro paredes tão estreitas.
Diante dos túmulos, a vida parece revelar sua verdadeira proporção.
Aquele que passou anos só acumulando bens termina com quase nada.
Aquele que se julgava indispensável torna-se só ausência.
A voz que tantas vezes ordenou, silencia.
As mãos que apontavam caminhos já não apontam para lugar nenhum.
E o nome, antes pronunciado com respeito ou temor, pouco a pouco se transforma em uma inscrição sobre a pedra, sujeita ao tempo, à chuva e até ao esquecimento.
É muito estranho pensar que passamos a vida inteira disputando espaços: espaço nas empresas, nas famílias, nas rodas de influência, nas vitrines sociais e até nos pensamentos dos outros.
Queremos ser vistos, reconhecidos, lembrados.
Construímos muros para separar o que é nosso do que pertence aos outros e, muitas vezes, gastamos a existência inteira tentando provar que somos maiores do que alguém.
Mas basta visitar um cemitério para perceber a inutilidade de tantas disputas.
Ali, nas terras silenciosas e gélidas, ninguém ocupa uma suíte.
Ninguém leva o veículo para dentro.
Não há cofre, diploma, medalha ou conta bancária.
Não há seguidores, aplausos ou plateias.
Há apenas profundo silêncio.
E, diante dele, a humanidade inteira parece caber na mesma medida.
Talvez os túmulos sejam uma das mais duras e espinhosas aulas de humildade intelectual que a vida oferece.
Eles nos lembram que somos passageiros, apesar da maneira como, tantas vezes, vivemos como se fôssemos proprietários do tempo.
Lembram-nos que o corpo que hoje se veste de vaidade amanhã dependerá apenas da memória daqueles que ficaram.
E que, no fim, a pergunta mais importante talvez não seja o quanto acumulamos, o quanto juntamos, mas o quanto espalhamos.
Porque há mortos que não morrem jamais, e há outros que morrem sem jamais terem vivido.
Os que não morrem jamais, vivem nas histórias que alguém conta, no conselho que alguém repete, na saudade que aperta o peito, no gesto de bondade que aprendemos com eles.
Há pessoas que partiram há décadas, quiçá séculos, mas ainda ocupam lugares enormes no coração de quem teve a graça de conhecê-las.
E talvez essa seja a única grandeza que mereça ser perseguida: não a de possuir um túmulo maior, mas a de deixar uma lembrança muito maior do que ele.
No cemitério, todos parecem pequenos.
Na memória e no amor de quem fica, alguns conseguem permanecer imensos.
Por isso, antes de olhar para alguém de cima, talvez devêssemos visitar um túmulo.
Antes de alimentar a arrogância, lembrar que a eternidade não se impressiona com nossos títulos e posses.
E, antes de desperdiçar a vida tentando parecer superior, compreender que, quando tudo termina, não importa a altura do pedestal que construímos.
Importa aquilo que fomos quando ainda havia tempo para ser.
Porque, no fim das contas, a morte não nivela apenas os corpos.
Ela desmascara as vaidades.
Ah sentimento que isso
Não consigo fugir disso
Me faz sofrer.chorar.sorrir
Apaixonar e florir
João Gabriel
Não acho que a política seja cruel. Acredito que pessoas cruéis se utilizam da política para justificar seus atos.
Tudo tem um tempo determinado, e o tempo de Deus nas nossas vidas, não é como determinamos que seja.
Ele: meu, para com isso.
Ela: hum, então ta (...) hoje não te
mandarei mais sms, ok?!
- 5 minutos depois (...)
Ela: vem cá, não vai responder
mesmo?
Não importa o que for,nada, jamais, chegará perto da sensação de se preparar para algo.Aqueles momentos que precedem a batalha,onde você reune tudo que precisa.Pensar na luta que está por vir ,enquanto veste sua armadura e prepara suas armas.O mundo não existe mais.No seu coração há somente foco,coragem,e uma imensa força de vontade,misturada com a agonia de ter que esperar até que começe.Ningúem,
então, é capaz de fazer você recuar,pois você está pronto,determinado e concentrado.Seus objetivos são claros,e você percebe então que está pronto.Pronto para encarar QUALQUER obstáculo,dificuldade e contraposição.Resta agora ir avante,Você não tem medo,e irá esmagar aqueles que ficarem contra você.E talvez o mais importante:Quando estiver já lá ,no meio da batalha ,exausto,cansado,sem forças,olhe para os lados e verás guerreiros lutando bravamente junto com você.Seus companheiros continuam lá e te ajudarão a levantar quando cair,pois todos vocês tem o mesmo objetivo.Todos vocês se prepararam para isso!KÁDIMA,IN OMNIA PARATUS!
Os desejos de uma vida feliz,não se resumem a um término de um amanhecer,apenas começam sobre o inicio de um anoitecer
Não é obritório concordar comigo, você possui sua história e eu a minha, mas é ncessário que compreendas o que eu penso e digo para assim formular a sua opnião.
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