Quem Ama Nao Erra
Quando querer ficar perto é chatice. Provavelmente dedicação é burrice. Partir não é mais uma opção, passa a ser dever e libertação.
A força de uma liderança não se mede apenas por metas cumpridas, mas pelo tipo de homem que ela forma ao redor.
"Saiba que a tua felicidade incomoda a muitos, não importe pois manter-se infeliz vai te incomodar muito te fará muito mal, e o melhor é você estar bem, e saiba que os poucos que estão felizes com tua felicidade merecem ver o teu continuo sorriso, pense nisso!!!."
@claudioribcjr
Todos nós que viemos à Terra trazemos e levamos uma história digna de ser reconhecida ou não. Há muitas vidas que, enquanto vivas, passam anónimas aos olhos de outras pessoas e do mundo, despercebidas dos olhares dos muitos, discretas e silenciosas diante do mundo, embora imensas e intensas dentro de si. Peregrinam à margem do aplauso verdadeiro ou falso, do elogio, do louvor, da hagiografia, sem se imporem, só se dando pela sua presença após a sua ausência deste mundo.
Para Elisa
Não entendo por que o homem passou séculos tentando alcançar a Lua...
Talvez, porque ainda não tivesse descoberto que ela fica infinitamente mais bela quando se derrama no brilho dos teus olhos...
Se os teus cachos fossem ondas do mar,
eu escolheria viver sozinho numa praia deserta, apenas para ter o privilégio de me perder, onda por onda, em cada curva dos teus cabelos.
Agora entendo Shakespeare, Vinícius, e todos os poetas que insistiam em escrever sobre o amor. Eles não o tinha na essência, apenas tentavam descrever uma mulher que ainda nem conheciam, mas que, de alguma forma,
já os visitavam em seus sonhos...
Dizem que a perfeição não existe. Talvez seja verdade.
Porque quando você nasceu, a palavra "perfeição" percebeu que era pequena demais para te definir.
E, sinceramente...
Te chamar de bonita parece até injusto.
Bonita é a flor que enfeita o jardim.
Bonita é a Lua iluminando a noite.
Você é uma daquelas raridades que fazem a gente esquecer que existem palavras,
porque nenhuma delas consegue alcançar a dimensão do que você é...
Se existe alguma coisa mais bonita que você,
eu nunca vi.
E, se existir, não quero conhecer.
Prefiro continuar acreditando que Deus resolveu deixar um pedacinho do céu andando pela Terra...
E deu ele a teu sorriso...
P.s.: Apenas algumas palavras que me vieram a mente enquanto pensava em você.
Qualquer que seja ou venha a ser o nosso destino, somos nós que o fazemos, e não nos lamentamos.
“As instituições não se tornam grandes porque jamais são contestadas. Tornam-se grandes quando conseguem permanecer fiéis à sua missão constitucional mesmo sob o peso da contestação. A verdadeira independência não está em agir sem controle, mas em continuar agindo segundo a Constituição, ainda quando o exercício desse dever se torne desconfortável.”
Dos Olhos da Sociedade
Demétrio Sena - Magé
Na maioria das vezes, não sei se uma pessoa com quem lido é "bonita" ou "feia". Entre aspas, porque não tenho conceito ótico específico para beleza. Refiro-me aos olhos da cara de uma sociedade que vive do que olha. Não do que vê, exatamente, porque ver é algo bem mais profundo. Foge aos olhos que prioritariamente olham.
Faz tempo que meus poemas românticos não exaltam traços e curvas das eventuais musas. Isso perdeu importância para mim, nos primeiros anos da minha trajetória de poeta, praticamente os primeiros anos de nascido. De alguma forma, eu seguia o curso da poesia romântica em voga naqueles tempos de uma decantação excessiva da "beleza", como não saiu totalmente de voga. Principalmente a "beleza" feminina.
Faço preferencialmente poemas de protesto político e também social, normalmente com as sutilezas que aprendi nos tempos da ditadura, quando eram necessárias muitas metáforas. Hoje podemos rasgar mais o verbo, até xingar, porém me viciei nessa forma de compor. Mas componho poemas românticos. Muitos, mesmo. Nesses poemas, decanto a essência da musa. O quanto ela inspira com a sua índole, sua sensibilidade, a inteligência e outros atributos que não passam pelo crivo dos meus olhos. Os da cara.
Essa ótica da minha poesia romântica não tem lá muita popularidade. A velha exaltação da pele, dos lábios, cabelos, os traços faciais e as curvas, continua no topo da preferência popular de quem consome música e poesia. Mesmo nas artes plásticas, quando retratam pessoas e são para uso doméstico, existe a preferência popular por essa exaltação.
É como todo mundo, nesta sociedade supérflua, olha para o outro. Vai direto à capa e volta, sem dar nenhuma folheada. Não lê sequer o prefácio do ser humano, se a capa não o agrada imediatamente. A essência pouco importa. O livro, a trajetória, o roteiro pesssoal do ser humano valem menos; muito menos do que a pele, os lábios, os cabelos, os traços faciais e as curvas do corpo.
A riqueza material, o poder e a fama fazem parte crucial dessa frente; dessa vitrine; a capa do indivíduo. Tornam qualquer pessoa "bonita", pois a plastificam e fazem encher os olhos de quem olha. É assim que somos, na camuflagem das virtudes gritadas nos palcos, palanques e púlpitos do preconceito e da hipocrisia.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Há dias em que a alma não precisa de respostas. Precisa apenas de silêncio.
Silêncio para aquietar o coração, desacelerar os pensamentos e lembrar que nem toda tempestade permanece para sempre.
Permita que a serenidade caminhe ao seu lado. Ela não faz barulho, não exige pressa, não disputa espaço. Apenas chega devagar e transforma o que antes parecia impossível suportar.
Respire profundamente. Solte o peso que você insiste em carregar sozinho. Nem tudo depende das suas mãos; algumas batalhas se resolvem quando aprendemos a confiar no tempo.
A paz não está na ausência de problemas, mas na certeza de que nenhuma dificuldade é maior do que a força que nasce dentro de um coração tranquilo.
Hoje, escolha cuidar da sua alma. Escolha a calma. E permita que a serenidade conduza seus passos, um de cada vez.
Essa é uma carta que não será enviada.
Não porque falte coragem, mas porque ela não precisa mais de destino.
Ela é sobre mim.
Sobre o que eu precisei aprender para continuar inteiro (a).
Eu te amo.
E dizer isso não me diminui.
Não apaga o que vivemos, não invalida o que senti,
não transforma tudo em mentira.
O amor existiu...
e isso basta.
Mas hoje eu sei:
amar não é sinônimo de permanecer.
Durante muito tempo eu confundi amor com espera,
com adaptação excessiva,
com silêncios engolidos para não perder.
Confundi amor com suportar o que doía.
Mesmo quando meu corpo já pedia descanso.
Eu tentei.
Mesmo quando a reciprocidade não vinha.
Eu tentei.
Essa carta nasce quando algo muda por dentro.
Quando o amor deixa de ser um pedido
e passa a ser uma constatação serena:
eu te amo, mas eu não te quero mais ...
Não te quero mais ocupando um espaço que me custa a paz.
Não te quero mais como projeto de salvação,
nem como esperança que me adia.
Não te quero mais se, para isso,
eu preciso diminuir as minhas necessidades,
anestesiar meus limites ou negociar minha dignidade emocional.
Isso não é frieza.
É amadurecimento emocional.
E quando o afeto encontra o limite e aprende a respeitá-lo.
Eu te amo, mas agora escolho a mim.
Escolho o silêncio que organiza,
a ausência que cura,
o vazio que prepara um espaço mais saudável.
Escolho não insistir onde só eu me esforço.
Escolho não romantizar a falta,
nem chamar de amor aquilo que me fragmenta.
Talvez essa seja uma das despedidas mais difíceis:
aquela em que não há ódio, não há briga,
não há culpados.
Só há consciência.
E consciência dói, mas também liberta.
Essa carta não precisa ser lida por você.
Ela precisava ser escrita por mim.
Porque quando eu consigo dizer "eu te amo,
mas eu não te quero mais,
é sinal de que o amor-próprio finalmente encontrou voz.
O universo é um texto infinito escrito em algarismos mudos; decifrar a Cabala não é somar o destino, mas subtrair o silêncio divino.
Reno Fioraso
Ela não escreveu para que mudasses. Ela escreveu para que Ele a visse, a lesse.
E não é uma queixa. É um convite para Ele escrever sobre si– sobre Ela, sobre Ele e Ela, sobre o ‘Nós’ sendo construido.
Não é um ultimato. É um limite interno e silencioso, que ela não quer que cresça.
A campainha toca muitas vezes n'Ela. Mas por querer ficar desta vez, Ela está com medo de não correr mais para abrir.
Então Ela fica ali, do lado de dentro, observando se Ele entra ou se apenas toca e vai embora.
Qualquer das duas respostas é uma resposta. Mas só tem uma que Ela deseja.
...coisas sobre Ela e Ele
Ela não queria um amor de vitrine.
Queria um amor de dentro –
daqueles que não se prova, se habita.
“Como foi seu dia? O que doeu? O que te fez sorrir?”
E esperar a resposta como quem espera a chuva no sertão. Sabendo que ela não enche o rio sozinha, mas molha a terra.
Palavras são como abraços: se soltas no ar, viram vento; se encostadas na pele, viram casa.
Ela queria um amor que lesse o silêncio dela não como ausência, mas como calma. Um amor que não apertasse a campainha só para ouvir o próprio dedo.
Um amor que entrasse, sentasse, perguntasse: E esse cansaço? E esse poema que você guardou no peito? Mostra?
Mas ele, coitado, aprendeu a encantar antes de aprender a ficar. Ela não o julga. Ela só se lembra de que tempo é a única coisa que não se recompra.
Então ela disse, com a delicadeza de quem já cansou de berrar na tempestade:
“Se for pra ser raso, que seja limpo, sem espuma de sabão.
Se for pra ser fundo, que seja devagar, com perguntas de verdade.
Eu topo os dois. Mas não topo mais dançar sozinha no meio da sala escura enquanto você aplaude da porta.”
E guardou o vestido.
Porque, como bem sabia...
“Há flores que desabrocham mesmo sem aplauso.
E há mulheres que viram jardim sozinhas – não por falta de jardineiro, mas por excesso de vida.”
Ela virou.
Toda vez que ele não perguntava, ela plantava mais uma rosa nela mesma.
... coisas sobre Ela e Ele
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