Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Não sei se isso é autoamor, sinceridade ou falta de espiritualidade. Mas em minha autoanálise reflexiva, penso que nunca consegui: “amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo”.
Continuo no desafio, fundamentado na fé.
Prefiro celebrar o que permaneceu a lamentar o que perdi. Assim, minha mente se torna mais sensível à gratidão, meu corpo responde com serenidade, e o mal encontra cada vez menos espaço para agir.
F. Meirinho
Idioma da Pele
Aproximo-me.
Não de ti.
Do abismo que existe entre a tua pele e a minha.
E caio.
A tua pele não me chama.
Arrasta-me.
Como a noite arrasta o último clarão do dia.
Há um fogo
entre a carne e a alma.
Nenhuma sabe onde termina.
A minha pele.
A tua sede.
Entre ambas,
o mistério.
O resto
é silêncio.
O teu corpo.
O meu.
Dois limites.
O desejo:
a tentativa impossível
de os afastar.
Na minha opinião, ninguém sabe nada de você de verdade. As pessoas criam versões na imaginação, com suposições. Elas inventam uma história, um personagem, e julgam o que imaginam.
Mas você não deve perder energia pensando nisso. Essas ficções não definem quem você é. A vida é agora, é real e está acontecendo neste exato momento. O que importa é o que você sente, faz e vive.
Não se aprisione às expectativas ou narrativas dos outros. Liberte-se e viva.
Alexandre Sefardi
Era melhor ter vestido os papéis que me ensinaram, mesmo que arranhassem minha pele. Melhor ter me aninhado na bolha protetora, na zona de conforto de um mundo redondo e raso, especialista em anestesiar dores e inflar egos da turma dos privilegiados.
Olhar pra minha história é entender que não foi sorte… foi propósito.
Cada passo, cada escolha e cada momento, até aqueles em que tudo parecia incerto e desistir parecia mais fácil, fizeram parte de um caminho que Deus já conduzia.
Nos dias bons, celebrei.
Nos dias difíceis, fui sustentado.
E, em todos eles, fui moldado.
O homem que sou hoje não nasceu do acaso. É fruto da fé que escolhi manter, das decisões que tomei mesmo com medo, das dores que senti, das renúncias que ninguém viu e das batalhas que enfrentei em silêncio.
Carrego cicatrizes, mas também carrego propósito. E sigo firme, com gratidão pelo que vivi e com a certeza de que Deus ainda está escrevendo os próximos capítulos da minha história.
Minha alegria se foi.
Restaram apenas as lembranças de um tempo que não volta e uma dor que insiste em permanecer.
Os dias passam, as pessoas seguem seus caminhos, mas certas feridas parecem desconhecer o tempo.
A DOUTRINA QUE NÃO PERTENCE AO MENSAGEIRO
“Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou.”
— Jesus, João 7:16.
Essa frase não foi criada por Allan Kardec. É uma declaração de Jesus registrada no Evangelho de João.
Mas existe nela uma reflexão profunda que nos conduz à compreensão do papel de Kardec.
O Codificador jamais deveria ser confundido com o autor absoluto da Doutrina Espírita.
Em O que é o Espiritismo, de 1859, Kardec define o Espiritismo como “uma ciência de observação e uma doutrina filosófica”, fundada no estudo das relações entre o mundo corporal e os Espíritos e nas consequências morais dessas relações.
E há algo ainda mais significativo: Kardec convida o leitor a comparar, examinar e utilizar a razão, em vez de simplesmente aceitar uma afirmação por autoridade.
Eis a grande questão:
Se Kardec não criou o Espiritismo para transformá-lo em propriedade pessoal, por que haveríamos de transformar seu nome em argumento que encerra toda investigação?
Respeitar Kardec não é colocá-lo acima da Doutrina.
É compreender o método pelo qual ele trabalhou.
Jesus ensinou sem reivindicar para si a origem da mensagem.
Kardec codificou sem reivindicar para si a criação da Doutrina.
E nós, espíritas, podemos aprender uma lição essencial:
não basta repetir nomes; é necessário estudar princípios.
Não basta possuir respostas; é necessário saber examiná-las.
Não basta dizer “Kardec disse”; é preciso compreender por que ele disse, em que contexto e sobre quais bases.
A fidelidade ao Codificador começa, talvez, quando deixamos de apenas venerar sua obra e passamos a estudá-la com a razão que ele próprio nos ensinou a utilizar.
A Doutrina não precisa de donos.
Precisa de estudiosos.
Fontes fidedignas:
Bíblia — Evangelho de João, 7:16.
Allan Kardec — O que é o Espiritismo?, 1859, Preâmbulo.
Allan Kardec — O Livro dos Espíritos, Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita.
KardecPedia — acervo digital das obras de Allan Kardec.
#AllanKardec #Espiritismo #DoutrinaEspírita # #Razão
Minha consciência é minha filosofia. Trair a consciência é trair a si mesmo. E sem si mesmo, não há paz.
O celular pode suprir minha necessidade material, mas é só na Bíblia que encontro quem supre minha necessidade espiritual.
Minha maior preocupação não é saber se você acredita ou não que Jesus nasceu no Natal, mas sim em saber se Ele já nasceu dentro de você.
Seja da minha geração, da passada ou da vindoura, todo homem que for para o inferno irá consciente de que rejeitou a Deus.
Meu silêncio costuma gritar verdades que minha boca não tem coragem de dizer para não estragar a noite.
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