Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Se minhas ideias sobreviverem ao tempo, é porque tocaram algo maior que a minha própria existência.

Se nossas escolhas, boas ou ruins, definem quem somos e nós definimos nossas escolhas, então minhas escolhas ruins também fazem parte de mim. Talvez a beleza esteja não em achar que os erros não nos definem, mas em ter a capacidade de olhar para eles de maneira prática e decidir como agir a partir dali. No fim, o que me define não é só o que eu fiz, mas o que escolho fazer depois

Minha companheira persistente é a inércia que nasce da velocidade constante que habita minha mente

⁠A minha escrita ninguém poderá apagar.

Minha casa é o planeta; meu teto é o céu; minha família é a família humana.

Não gosto de competir, a dor do derrotado não vale minha vitória. Quem disse que o mundo é uma competição?


Prefiro viver sem disputas, sem a necessidade de "vencer" alguém ou "vencer" na vida. Vivo em paz assim, sem ter que ser o melhor ou superar os outros. Para mim, a verdadeira vitória é viver conforme o que me faz bem e feliz.


A competição é desnecessária quando se vive em harmonia consigo mesmo, no seu próprio ritmo. Não preciso me comparar a ninguém, e viver assim me traz mais leveza e prazer. Apenas vivo.

Minha própria interpretação sobre as coisas é que dá sentido às coisas.

Minha evolução interna está nas crenças que me desapego, nos medos que deixo para trás e em tudo aquilo que eu aprendo.

Na minha visão, existem três éticas fundamentais que seriam úteis para harmonizar a sociedade:


1. Respeitar o espaço do outro;
2. Aceitar o outro do jeito que é;
3. Buscar a autonomia.

Minha consciência é meu segurança particular, porque é ela que cuida do que entra e do que sai da minha mente. Meu inconsciente é minha residência, o lugar onde tudo que sinto, penso e vivo se acumula, mesmo sem eu perceber. Se meu segurança se distrai e dorme, se minha consciência perde a atenção, a mídia invade. Ela traz ideias, valores, medos e desejos que não são meus, ocupa minha residência sem pedir permissão e começa a me influenciar. Por isso, é minha responsabilidade manter meu segurança acordado, atento, protegendo o que deixo entrar na minha mente e no meu ser.

Entre errar fazendo a minha vontade ou acertar fazendo a vontade alheia, prefiro errar.

Entre seguir o lado esquerdo ou direito, prefiro seguir minha própria consciência.

Quando minha razão evita sentir o amor que está dentro de mim, no centro do meu peito, o que acontece é que esse sentimento não expresso se transforma em algo negativo, como angústia, vazio, tristeza, ódio, agonia, frustração, entre outros.


Eu não preciso ter medo nem tentar evitar esse amor que está dentro de mim. O que eu realmente preciso fazer é permitir que esse amor flua, me entregar a ele e aceitar esse sentimento puro, vivo, completo e cheio de amor que existe no meu peito. Quando faço isso, permito que o amor preencha meu ser, e assim, ele desfaz as emoções negativas, trazendo mais paz e equilíbrio para minha vida.

Tanto os pensamentos positivos quanto os negativos estão presentes em minha mente, é claro. Mas o importante é saber discernir essas duas interpretações e transformá-las de acordo com o que me convém.


Por exemplo, se eu percebo uma situação de forma negativa, eu tenho o poder de mudar essa percepção, transformando algo negativo em algo positivo através da minha mente. Sim, eu posso fazer isso.


Se, por acaso, sinto angústia sem uma razão clara, eu posso, naquele momento, usar o poder da minha mente para mudar essa interpretação inconsciente de angústia para algo novo e positivo. Eu posso aprender com esse sentimento, transformando-o em uma oportunidade de crescimento, e assim, reverter a sensação negativa em algo que contribua para o meu bem-estar.

A morte sussurra no meu ouvido e deixa minha mente bem clara:

"Desse mundo, você não leva absolutamente nada. Eu te tiro tudo: objetos, pessoas, pensamentos, nada que você possa segurar. Você só deixa, e o que você deixa é tudo o que viveu. Então, viva! Porque a única coisa que eu não te tiro é o que você viveu e deixou na vida."

A angústia é apenas quando estou evitando minha própria paz no momento daquela situação, ou seja, reprimindo um sentimento que é bom em mim mesmo. Agora, aceitando minha paz no momento da situação, indiferente de qual situação, eu me sinto em paz e a angústia perde o sentido e some.

Cada caso é único, mas estou falando de mim, da minha experiência.

Para mim, depressão nunca foi uma "doença". Foi, antes, um sinal, um alerta profundo para a necessidade de mudança.

Mudança de pensamentos, Mudança de crenças, Mudança de hábitos, Mudança de rotinas, Mudança de pessoas ao meu redor, Mudança de lugares, Mudança de mim mesmo, Mudança de vida.

Para mim, depressão nunca foi uma "doença". Foi, na verdade, uma negação de mim mesmo.

Quando finalmente aceitei quem eu sou, quando aceitei o que já foi, quando aceitei a realidade como ela é, tudo mudou. Aceitei as pessoas, o mundo, a vida... e, principalmente, aceitei a mim mesmo.

Para mim, depressão nunca foi uma "doença", mas uma ilusão criada pela minha resistência à mudança e ao autoconhecimento. O que o mundo chamava de "depressão" foi, na verdade, uma busca por algo que eu já possuía dentro de mim — a aceitação de quem eu sou. E foi quando aceitei essa verdade que me encontrei novamente.

Às vezes, o que percebemos como sofrimento é apenas um reflexo da nossa resistência a viver de forma verdadeira. Quando nos permitimos mudar, aceitar e ser quem realmente somos, a dor se transforma em evolução.

Sobre a minha sogra e sua falta de limite...


"Entender a origem de um comportamento não significa justificá-lo.
Você pode pensar:
“Ela provavelmente sofreu coisas na vida.”
e simultaneamente:
“Ela não tem direito de reproduzir sofrimento nos outros.”
As duas coisas podem ser verdadeiras.
Trauma pode explicar.
Não absolve.
Religião pode explicar algumas convicções.
Não dá autoridade sobre a vida dos outros.
Ser mãe pode explicar uma preocupação.
Não dá direito de controlar adultos.
Ser dona da casa pode estabelecer algumas regras dentro do espaço dela.
Não dá direito de determinar como você deve existir dentro da sua própria casa.

A cidade é muito grande.
E nela vou morar.
Minha janela tem grade
De onde vejo os carros passar.

Devo dizer isso para a minha sogra...


“A senhora não precisa concordar com a maneira como vivemos nossa fé, mas não pode concluir que não temos Deus na nossa vida simplesmente porque não frequentamos sua igreja.”