Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
És minha falta de juízo, meu desejo mais ardente, cada toque teu me faz perder os sentidos, entregue, inteiramente tua.
Minha língua percorre devagar cada curva do seu corpo, descobrindo em você caminhos que despertam meus sentidos. Sinto seu desejo crescer sob meu toque, intenso, quente, irresistível. Seus suspiros se misturam aos meus, como uma música que acelera o coração e nos envolve por inteiro.
Somos fogo e faísca, pele e desejo, provocação e entrega. Um encontro de olhares, toques e arrepios, onde o tempo parece parar e só existe a vontade de sentir cada instante. Você me acende, eu me entrego… e, entre desejo e carinho, fazemos do nosso momento um segredo só nosso.
Quero você na brisa da manhã, no silêncio do amanhecer e sob a luz do luar. Quero você nas minhas noites, nos meus sonhos e em cada novo dia. Porque entre o hoje e o amanhã, meu coração sempre escolherá você.
És minha perdição mais doce — o querer que me invade e me governa por completo, que acende em mim o fogo mais intenso, que faz tremer a pele e acelerar o coração. Cada momento ao teu lado é puro êxtase: entrega total, sem freios, sem fronteiras, sem nunca ter fim.
Cada batida do meu coração grita seu nome. Você não apenas mora em mim — é parte da minha alma, do meu desejo e do meu destino. Entre todos os caminhos, eu escolheria você, infinitamente.
Você é a flor que desperta meus sentidos e incendeia minha alma; no seu olhar, meu corpo se entrega, no seu perfume, meu desejo se perde,e quando nossos corpos e almas se encontram, o mundo desaparece — restamos apenas nós, perdidos na intensidade de um amor que nos envolve por inteiro.
A MENINA QUE AINDA MORA EM MIM
Minha criança interior grita.
Grita tão alto que, às vezes, eu sinto sua voz presa na garganta.
Como se ela estivesse ali, atrás do choro que não sai, atrás do suspiro que se interrompe, atrás desse nó que aperta o peito e me faz perguntar, em silêncio:
Quem foi que eu me tornei?
Ela me olha.
E talvez, por um instante, sorria orgulhosa e diga:
— Cara… você chegou lá.
Você cresceu.
Você venceu.
Você se tornou uma mulher incrível.
Mas, logo depois, seus olhos parecem entristecer.
— Que pena…
Que pena que, no caminho, você deixou de ser um pouco de quem era.
Você era apaixonada pela vida.
Apaixonada por tudo.
Pelas pequenas coisas, pelos grandes sonhos, pelas pessoas, pelas possibilidades.
Você era verdadeira.
Exuberante.
Autêntica.
Você sentia sem pedir licença.
Amava sem fazer contas.
Confiava sem imaginar o depois.
Mergulhava inteira nas pessoas, nos sonhos, nos lugares, nas palavras, nos abraços, nos amores.
Você tinha uma sensibilidade tão bonita… tão nítida… que conseguia enxergar beleza onde quase ninguém via.
E agora?
Agora, quem é você?
A menina pergunta.
E eu não sei responder.
Talvez porque, em algum momento, eu tenha começado a me abandonar para caber.
Para agradar.
Para não decepcionar.
Para não perder pessoas.
Para ser forte.
Para ser aquilo que esperavam de mim.
E fui me adaptando tanto, tanto, que um dia percebi que algumas partes minhas já não sabiam mais onde morar.
Eu me traí.
Não de uma vez.
Foi aos poucos.
Cada vez que engoli uma palavra que queria dizer.
Cada vez que sorri quando queria chorar.
Cada vez que disse “está tudo bem” quando dentro de mim nada estava.
Cada vez que aceitei menos do que merecia para não parecer difícil.
Cada vez que me calei para preservar relações que não preservavam a mim.
E minha criança viu tudo.
Ela viu.
Ela guardou.
Ela esperou.
E agora ela grita.
Grita porque está cansada de assistir à minha própria ausência.
Ela percebe que aquilo em que eu antes confiava passou a ser motivo de desconfiança.
Que os olhos que antes mergulhavam no amor agora hesitam diante dele.
Que os olhos que não tinham medo de acreditar aprenderam a se proteger.
Aprenderam a recuar.
A observar.
A desconfiar.
A não se entregar.
E talvez seja por isso que meu corpo trema às vezes.
Talvez seja por isso que minha garganta se feche.
Talvez seja por isso que exista esse cansaço que não é apenas do corpo.
É um cansaço de alma.
Um cansaço de quem passou tempo demais tentando ser forte.
E minha criança me olha novamente.
Dessa vez, não cobra.
Só pergunta:
— Você ainda se lembra de mim?
E eu quero dizer que sim.
Que me lembro daquela menina que inventava mundos.
Que se encantava.
Que ria alto.
Que sonhava sem pedir autorização.
Que acreditava que a vida poderia ser bonita simplesmente porque estava viva.
A menina que não precisava se explicar o tempo inteiro.
A menina que era inteira.
A menina que se apaixonava pela vida antes mesmo de saber o que era paixão.
Ela ainda está aqui.
Eu sei.
Só está cansada.
Está escondida em algum lugar dentro de mim, esperando que eu tenha coragem de voltar.
Não para ser quem eu era.
Mas para recuperar aquilo que nunca deveria ter perdido.
Minha verdade.
Minha espontaneidade.
Minha capacidade de sentir.
Minha coragem de sonhar.
Minha autenticidade.
Minha capacidade de amar sem me abandonar.
Talvez eu não precise voltar no tempo.
Talvez precise apenas voltar para mim.
Porque aquela menina não morreu.
Ela apenas se calou.
E talvez o choro que hoje aperta minha garganta não seja o fim dela.
Talvez seja o começo da sua volta.
Então, se ela me perguntar novamente:
— Quem é você agora?
Talvez eu finalmente consiga responder:
Sou a mulher que sobreviveu a tudo aquilo que tentou me afastar de mim.
E estou aprendendo, devagarinho, a voltar para casa.
Para dentro de mim.
Para onde aquela menina ainda espera.
De braços abertos.
Com os olhos cheios de sonhos.
E, quem sabe, quando eu finalmente chegar até ela, ela sorria e diga:
— Agora sim… eu reconheço você.
Pra sempre, minha mãe
Amor que não se compara,
Mas transforma, se doa, se entrega.
Não mede esforços, não para,
Mantém guardado no peito e sossega.
O colo que me acolheu,
Que me embalou e amamentou.
Eu chorei e ela sofreu,
Me protegeu e no peito quente me envolveu.
O pranto é um canto,
Era meu grito de socorro.
Não era dor, era espanto,
Assustado com o gorro,
Pois estava frio um tanto.
O tempo passou, eu cresci.
Não mais me amamentou.
Eu sorri, falei, corri,
Escrevi, passei...
Mas o tempo a minha inocência roubou,
Pois cresci, me formei,
Trabalhei, cansei, me aposentei.
Agora descanso, mas não morri.
Eu fiquei, ela partiu,
No dia do meu aniversário, o peito desabou e sentiu.
Eu chorei, doeu e guardo na lembrança
O afago, o carinho e a esperança
De vê-la novamente
Sorrindo, me amando, cantando…
Raimundo Nonato Ferreira
Outubro/2026
Estou aprendendo a administrar minha intolerância. Sou monogâmica, amiga, faceira, namorada, companheira, me entrego, me envolvo mas se resolver trilhar outra estrada, não olho para trás.
Respeite meu cabelo afro
Minhas crenças
Minha história
Minha memória
Respeite minha ideologia
Minhas escolhas
Respeite minha condição humana
Meu sorriso
Minha pele negra
Respeite minha capacidade
Minha habilidade
Minha felicidade
Respeite minhas conquistas
Meu carro importado
Ou bicicleta usada
Respeite minha dança
Minha confiança
Respeite minha mãe preta ou branca
Respeite meu sucesso
Minha liderança
Minha existência
Minha voz
Sou negro
Sou cidadão
Quero ser tratado como qualquer membro desta nação!
Mas que sorte a minha em poder existir no mesmo mundo que o seu... Que sorte a minha em você ter escolhido justo a mim... Que sorte a minha eu poder dividir um amor tão bonito com você... Que sorte a minha em te ter. Sempre quando eu deito para dormir nunca consigo realmente dormir, passo a noite acordada e atordoada sem motivos. Ou só talvez meus pensamentos estejam mais pulsantes e firmes a noite, por que é a noite que consigo sentir o toque gelado dos meus fantasmas mais puros. Em uma dessas noites em claro, eu senti verdadeiramente o toque de um fantasma que de toda forma, eu teria que enfrentar cedo ou mais tarde. Talvez ele seja o mais perigoso? ou apenas talvez ele seja o mais assustado? Uma das coisas que eu adoro pensar é sobre o sentido da vida, e em como podemos busca-lo. Pois, quando estamos tristes, tendemos em pensar que será para sempre assim, ou que se tudo está indo de mal a pior o por que de seguir em frente? Por que de eu cuidar de mim? Viu? Esses pensamentos são cruéis, por que eles vão te levando mais e mais até o fundo de seus pensamentos, até o fundo da sua alma, de um jeito horrível. Convenhamos, a vida não possui um sentido e isso é o mais louco de tudo. Por que o sentido da vida esta justamente em coisas pequenas, em coisas que te fazem sorrir, em coisas que sempre te darão vontade de seguir em frente. Mas, eu não quero parecer repetitiva, falando apenas disso. Pois, as vezes encontramos um sentido instável, e toda vez que ele colapsa ou caí, tenderemos a ficar sem este pilar que na maioria das vezes era a única coisa que nos mantinha de pé. E isso meus caros doí... Mas doí de uma maneira terrível. Por que de uma hora pra outra nos encontramos sem chão. E nos perguntamos onde erramos? Onde e quando erramos? Qual será o sentido disso tudo? (...) Percebemos que quando estamos passando por um momento ruim, a nossa própria mente tende em nós enganar, pois, estar triste agora não significa que toda sua existência estará fadada a isso. Pelo contrário, estar triste agora significa que vc foi forte o bastante e conseguiu sobreviver até nos seus dias mais difíceis... Parabéns. Você é tão incrível do jeito que é, se pudesse se enxergar com meus olhos veria a profundidade de sua alma. Não importa o quanto eu tente, ou quantas amarras eu consiga tirar... Nunca vou conseguir amar outro alguém a não ser ela... Eu amo ela de todas as formas mais poéticas ou mundanas que já poderei amar, sinto que não a amo o suficiente... E nem todas as palavras que eu poderia listar, se resumem ao quanto eu a amo.
"Não elevo os meus olhos para a lua e nem para os montes, mas para o Senhor; dele vem a minha salvação."
"Não me moldo ao sabor do vento. Minha essência permanece intacta, mas minhas ações refletem a forma como me tratam."
“Quando percebo que a minha geração está indo embora, percebo que talvez estejamos levando com a gente o último suspiro daquilo que era real.”
“Ao olhar para as Escrituras, vejo minha imperfeição e a perfeição de Deus, reconhecendo minha total necessidade da Sua graça.”
Minha noção psicológica de tempo e espaço
transcende a linha temporal,
criando cenários iluminados, escuros ou fragmentados
que se condensam numa realidade aceitável.
Não tenho a visão do todo pelo todo —
apenas fragmentos temporais distintos do grande contínuo.
No tempo, contamos histórias que atravessam a imaginação.
Através da alta cognição, a síntese torna-se evidência aparente,
e nas conexões da história
vemos os contornos do espaço e do tempo
se distorcerem na massa do contínuo.
A transcendência da relatividade se expressa no trem ou no metrô:
uma viagem temporal e astral
onde variáveis espelhadas no subconsciente
traduzem o sentimento pragmático na esfera politizada.
Achamos sentido no cubismo político
e na profundidade das estruturas dimensionais.
As flores do jardim são lindas, velhas e secas ao mesmo tempo,
enquanto a distorção temporal envolve o estabilizador da cognição.
O gato na caixa provoca a mente:
por que existir numa caixa?
Maldade com os animais ou ideia doentia
para a genialidade da consciência?
O trem viaja, o relógio quântico voa,
outro na Terra estabelece a verdade do contínuo.
Na estação espacial, o homem sonha com o tempo passado;
seu irmão gêmeo envelheceu noutro ritmo,
pois a viagem alterou a cronologia
no momento em que a luz acendeu e apagou para o universo.
Átomos se dividem no espaço sideral
até a membrana translúcida do universo.
A sonda toca o olho de Deus
e compreende que o contínuo é parte de algo maior,
onde o buraco de minhoca abre passagem para a humanidade.
Meus pensamentos voam,
configurando imagens para a compreensão inata da relatividade emergente.
Fragmentos da humanidade ou partes da minha poesia cósmica —
infinitamente sobrepostas e programadas —,
meus pensamentos ganham formas tridimensionais,
iluminando cenários caóticos com a luz das minhas ideias.
Por Celso Roberto NadiloMinha noção psicológica de tempo e espaço
transcende a linha temporal,
criando cenários iluminados, escuros ou fragmentados
que se condensam numa realidade aceitável.
Não tenho a visão do todo pelo todo —
apenas fragmentos temporais distintos do grande contínuo.
No tempo, contamos histórias que atravessam a imaginação.
Através da alta cognição, a síntese torna-se evidência aparente,
e nas conexões da história
vemos os contornos do espaço e do tempo
se distorcerem na massa do contínuo.
A transcendência da relatividade se expressa no trem ou no metrô:
uma viagem temporal e astral
onde variáveis espelhadas no subconsciente
traduzem o sentimento pragmático na esfera politizada.
Achamos sentido no cubismo político
e na profundidade das estruturas dimensionais.
As flores do jardim são lindas, velhas e secas ao mesmo tempo,
enquanto a distorção temporal envolve o estabilizador da cognição.
O gato na caixa provoca a mente:
por que existir numa caixa?
Maldade com os animais ou ideia doentia
para a genialidade da consciência?
O trem viaja, o relógio quântico voa,
outro na Terra estabelece a verdade do contínuo.
Na estação espacial, o homem sonha com o tempo passado;
seu irmão gêmeo envelheceu noutro ritmo,
pois a viagem alterou a cronologia
no momento em que a luz acendeu e apagou para o universo.
Átomos se dividem no espaço sideral
até a membrana translúcida do universo.
A sonda toca o olho de Deus
e compreende que o contínuo é parte de algo maior,
onde o buraco de minhoca abre passagem para a humanidade.
Meus pensamentos voam,
configurando imagens para a compreensão inata da relatividade emergente.
Fragmentos da humanidade ou partes da minha poesia cósmica —
infinitamente sobrepostas e programadas —,
meus pensamentos ganham formas tridimensionais,
iluminando cenários caóticos com a luz das minhas ideias.
Por Celso Roberto Nadilo
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