Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Passar as noites em claro escrevendo coisas sem sentido agora fazem parte da minha rotina. Quisera eu, ter uma noite de sono tranquilo sem pensamentos obsessivos e sentimentos indefinidos que tomam conta da minha cabeça. Faço do meu silencio, um refúgio. Mas a escuridão da noite têm sido minha companheira mais fiel. Noites de total solidão. Observar o céu e imaginar o quão vasto ele é, quais mistérios ele esconde. Eu gosto disso.

TE QUERO!

Meu corpo cobra o toque das tuas mãos
Meus olhos anseiam ve-lo mais uma vez
Minha boca saliva à ideia do teu beijo
e minhas ancas se arqueiam ao simples
pensamento do teu eu mais íntimo invadindo
o meu eu...
...Quero toda tua indecência
As palavras profanadas
Não ditas entre os demais
Só eu posso ouvi-las
Só eu posso me excitar à lembrança delas
Quero-as aos meus ouvidos pelas madrugadas
Quero despir todo o meu pudor
Me entregar sem dividir sílaba alguma
Conjugando todos os verbos ilícitos e lícitos
Não há nada porque me envergonhar
Porque minhálma te ama
Minha carne te quer
e meu desejo treme à menção
do desejo teu.

Que coisa boa acordar com o canto dos pássaros, cheiro de café e o brilho do sol iluminando a minha janela. É renascer todas as manhãs! Obrigado, meu Deus!

Arruma-se dentro da minha bagunça e bagunça meu peito com teu sorriso arrumado.

“Tem dias que minha própria mente me mata.”

Se a morte é uma passagem, oh morte, passe a minha vez.

OLHAR PELA VIDRAÇA

No olhar pela vidraça a minha visão embaça;
Dos outros enxergo somente as proezas.
Não atino as mazelas;
Coloco-me de costa a minha realidade
E a vida fica sem graça!

Pela vidraça há sempre uma ilusão lá fora
E o medo pelo lado de dentro.
Pela vidraça não ouço soluços,
Não percebo as lagrimas
E não escuto os lamentos.

Pela vidraça penso:
Que vida boa o vizinho tem?
É bem melhor que a minha...
Cria-se as ilusões, as fantasias.
Mas não se pode medir uma dor
Alojada no coração.

Cada dia que passa é mais um dia caminhando para encontrar a morte. Na minha infância, ela já me assustou, mas agora vejo ela se aproximar sorrateiramente, e o pior é que vou me acostumando com sua aproximação. Não há como fugir.

O mar tem sua pérolas, em calma

Tem o céu mil estrelas, minha flor;

Mas minha alma, minha alma, esta minha alma

Tem teu amor!



Grande é o mar, grande o céu, porém maior

É o meu coração, lírio singelo,

Mais que os astros, que as pérolas mais belo,

Brilha este amor!



É teu! é teu! é teu todo o meu peito

Todo o meu peito que se mescla, flor,

Ao grande mar, ao grande céu, desfeito

Num só amor!

Pode ser um devaneio, e certamente é, minha opinião a respeito de um tema tão complexo e vasto, sobre o qual não possuo conhecimento algum, mas creio que esses seres, definidos como alienados, dementes, loucos, estão à cata de suas razões para existir. Gostaria de saber o que pensam, o que sentem, que cores veem, quais são suas crenças, em que mundo habitam. Quando os observo em estado que aparentam total desligamento me pergunto se não escolheram pegar um atalho da mente e passar para um universo paralelo por insuficiência emocional de viver no mundo dito como normal e feito para todos ou por não quererem estar em um lugar que não lhes oferece nada que os agrade ou por alguma dor insuportável de ser sentida no plano efetivo. Enfim são vários meus questionamentos, mas todos, embora nenhum me aponte uma resposta concreta, me levam a acreditar, independente da enfermidade que essas pessoas possam ter, que existe sim uma realidade alternativa que oferece a essas mentes o abrigo e conforto que a sociedade palpável não é capaz. Por isso entram em seus “buracos de minhoca” a procura de um espaço que coexiste com o mundo real, porém em separado e desconhecido dos “normais” e lá permanecem com o desejo de encontrar a paz necessária para viver, ou viajam através do tempo estacionando no momento de suas vidas em que eram realmente felizes e por lá ficam existindo como “loucos” sem revelar seu segredo a ninguém o que impede de serem resgatados e trazidos de volta a vida de “verdade”.

- Me perdoa?
Não!
- Por que?
Não perdoo assassino! Você matou minha alegria, você matou nosso futuro juntos que sonhava todos os dias acordada, você matou minha autenticidade, você me matou...
- Ainda me ama?
Sim
- Então me perdoa?
Esse amor não vai reconstituir toda cicatriz que ficou, não vai apagar todos meus dias de sofrimento, não vai repor todas lagrimas derramadas, não vai devolver minhas noites de insonia, e não vai me devolver aquilo que perdi junto com você ....Não, Não perdoo!

Minha principal preocupação é o futuro imediato.

Pela glória de Merlin, a luz do dia é minha para comandar!

TENTATIVA

Se você encontrar a minha garrafa por ai
anexo, o meu pedido de socorro...
Venha até há mim!
Venha até há mim, enquanto há tempo!
Enquanto vivo,
enquanto respiro e estou vivo...
Venha pelo sul, pelo norte...
Venha antes da morte!

Se você encontrar uma garrafa por ai
com meus escritos, leia-os,
leia os meus ditos e sinta o que tenho
p'ra lhes dizer...
Você me abandonou, acabou com a
minha água, e destruiu meu verde
e toda vida que eu sonhei p'ra você.

Com os feitos que você me enfeitou...
Estou sem margens sem leitos,
Estou zonzo sem ozônio nem oxigênio,
assim, não serei pleno, não serei pleno,
com o termino do seu amor.

Se você encontrar os meus escritos por ai...
Corra, corra! Corra, não morra...
Volte a zelar-me enquanto é tempo
pois o meu tempo esta se transformando numa zorra.

Antonio Montes

A chuva cai no vidro do carro
rumo ao interior do Goiás
ao som de ``The Doors´´
busco minha paz.

O trânsito pesado
já não me deixa irritado
no retrovisor brilham os faróis
vidros fechados pra não entrar lembranças que me corroem.

O cheiro da chuva me deixa inspirado,
nesse momento sinto que nada está errado,
posso está enganado, mas sinto que estou sendo guiado pra longe deste maldito cerrado.

Eis que um vapor quente toma conta do meu rosto gelado,
meus olhos vão abrindo devagar
é um simples despertar,
pronto estou acordado!

Me toco essa noite, meu corpo se sente auto no clímax desse prazer e minha mente sabe que é só uma dose rapida de droga para meu corpo.

Título :Caminhos da mente.
Autor :José Silva.

.A cada passo que dou vejo toda minha vida á frente .
Nada no presente me leva,a lugar algum,os passos caminham rumo a um chão escorregadio.

Más,ainda tenho força para ficar de pé .

E faço deste movimento minha alavanca para superar obstáculos.

Me surpreendo com meus esforços.
Quem não luta perde a chance de vencer sua própria batalha.

Na calada da noite, sinto minha mente enchendo-se de pensamentos, ficando pesada, lembrando de tudo que passei, lembrando de todos os erros que já cometi, me auto-humilhando me autodestruindo, na calada da noite, 1 2 3 4 cigarros se vão um atras do outro, minha mente se enche de mais memórias autodestrutivas me sufocando como se estivesse me afogando, sinto-me a beira de um precipício, com isso o ataque de ansiedade vem e me tira todo o sono, me pergunto pq tudo isso ? Me pergunto porque não sou suficientemente bom para ninguém.

Vou pintar, com alegria,
o amor em toda parte;
vou pintar a poesia
com as cores de minha arte.

Homenagem para minha melhor amiga

Você é minha amiga do peito
Nunca me deixou na mão
E o incrível é que o que nos uniu foi uma canção

Somos amigas há pouco tempo
Mas parece que te conheço há anos
Eu me pergunto por que te amo tanto?

Não tem como explicar
Então agora vou falar
Tudo o que guardo no peito para te mostrar
Que nada que você disser vai me abalar

Eu não sei por que quero te proteger
Mas eu vou sempre estar aqui
Não vou te deixar cair
E eu nunca vou sumir

Essa homenagem é para você, que diz que é fraca
Mas eu sempre digo que não
Pois você é dona do meu coração