Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Aí como eu queria
Poder fazer isso
Pois a vida ainda não me deu esse privilégio
De sumir sem fazer gestos
E nem ter que ir para o cemitério
Pois é
Os que morrem são os privilegiados
Por que deixaram todo esse sofrimento do lado.
Vírgula
Moça,
Que eu seja vírgula na poesia da tua vida,
Melodia nas canções que entoa,
Cor nos desenhos que dá traço,
Eterno enquanto seu abraço,
Que eu seja calor na luz que banha a cena em que brilhas,
Lugar tão firme quanto as tábuas em que voa,
Tão suave como as palavras que pronuncia,
Tão desejável quanto a vida leve soa,
Que eu seja carinho enquanto houver saudade,
Proteção enquanto houver maldade,
Sonho bom que mata o pesadelo,
Beleza nua através do
espelho,
Que eu seja incerto como teu horário,
Cheiro bom no seu incensário,
Fogo no olho, improviso no ensaio,
Dramaturgia que leio ao contrário,
Que eu seja paz em tua jovem vida artista,
E vírgula em tua poesia,
Porém, que não seja modernista,
Só assim talvez me exista
E não te perco de vista,
Que eu seja vírgula só para sentir o seu respirar ,,,
citação
As cordas da Vida. Cada um pode fazer com elas muitas coisas. A maioria se amarram. Eu, crio balanços para impulsionar a vida e contemplar a brisa suave.
Enquanto tantos passam a vida perguntando o porquê do que veem, mas não pensam, eu me pergunto “por que não” diante de todo o restante em que penso, mas não vejo.
Para Você
Ah se eu soubesse
O que a vida ia nos aprontar
Certamente não iria te deixar passar...
Grata surpresa para mim, foi te encontrar
Mas não dependeu de mim
Tarde em sua vida chegar
Por que tem que ser assim?
Não sei explicar...
Ainda temos tanto a aprender...
Temos tanto a viver...
Quem sabe um dia
A vida nos sorria
E juntos no mesmo caminho passaremos a trilhar
O final desta estrada
Não sabemos onde vai dar...
Mas nosso carinho...
Ah! Este sim, perpetuará!
Eu posso ver a incompreensão medíocre que ocorre em tua vida devastada, no entanto são teus pensamentos viajantes sonhadores que te lava ao caos.
Eu vejo a vida diferente, a pontes que levam a outros atrativos envolventes diferentes se nenhum deles estiver ligado a mim, volto ao começo quantas vezes for necessário até eu me concentrar com o meu melhor.
Todos caem erram mas ao levantar vem a reflexão de uma vida, dias atrás eu estava condenado banhado no caos, agora é levantar a cabeça agradecer aos céus porque em breve dias melhores virão.
"No decorrer desta vida, eu quis mostrar o meu coração para muitas pessoas, mas poucas se importaram em olhar"
"O Mundo é muito ruim
E a vida não é bonita
Deus é um cara muito distante
e não vê o que eu faço
nem sabe o que eu penso
hoje há de ser um dia
bem pior que ontem
não tenho nada pra agradecer"
E foi por pensar assim
Que passaram-se os dias
E muita gente parou no meio...
a vida seguiu sozinha
tornou-se vazia
Um dia o pano cai
mas a mente não muda
Os sonhos são varridos pela chuva
Os livros que foram lidos...esquece
agora as preces são apenas
pra que o dia não tivesse amanhecido
ou que o rio não tivesse passado
Em momentos assim
Saltam aos olhos as diferenças
Entre a mente aberta e a cabeça vazia
A vida da gente
Chega a ser inexistente
O presente é apenas
Algo que alguém desejou
A cortina se abriu
O rio correu
de gota em gota
pensamento em pensamento
palavra em palavra
o veneno transborda
e não existe outro veneno
pra curar ou ferir
Foi só abrir a janela pra saber
Que novamente não havia Sol
Pois o Sol que irradia mais forte
É o que brilha lá dentro da gente
O caminho tornou-se uma trilha
Perceba
Que as voltas do mundo
vão mudando tudo de lugar
E o passado Deus não muda
Perceba que a paz
não se resume a uma palavra
quem planta mentiras não colhe verdades
e quem semeia ilusão
há de colher desilusões.
Edson Ricardo Paiva
O Livro da Vida.
Eu não conheço
Nem nome e nem endereço
de todos que merecem confiança
Não sei diferenciar
Quem vive calcado em esperança
Daqueles que se vendem por qualquer preço
Sei que existem também
Pessoas que se dão de graça
Pelo apego à desfaçatez
E prazer egoísta em ser um nada
Não conheço o nome das Estrelas
Nem o nome das flores
Elas são Flores e Estrelas do mesmo jeito
A despeito do que quer que se pense
Então procuro não pensar
Tento também viver minha vida
Sabendo que um dia vou prestar contas
Por cada palavra, cada gesto
e cada pensamento
de resto
Pouco importa ao mundo
Aquilo que eu sinto
Cada um segue mentindo
A seu modo
E do seu jeito
Minha vida diz respeito a mim
Mesmo assim
Eu me respeito
Não me dou ao direito
de julgar nada que sei
Não me cabe
Meu compromisso é com Deus
E sei que Ele também sabe
E percebe melhor que eu.
Os dia correm
O tempo passa
Prossegue a vida
Nessas idas e vindas
Tudo prossegue só de ida
Cada gesto e cada palavra
Cada resto de mentira oculta
Escritos no livro da vida
Um dia tudo se desdobra
A cada um
Conforme as sua obras
Edson Ricardo Paiva
Vida sem dor
Faz tempo que venho fugindo
de coisas que se sente
Se as sinto, minto pra mim
Eu não vim a este mundo pra sofrer
Creio ser correto ter receio de amar
Odiar, esperar, confiar e querer
Assim eu não sinto mais dor
Faz um tempo que não sei o que sentir
Não penso em ninguém
Se alguém pensa em mim eu não sei
Não amo, não odeio
Não confio e nem receio
Olho a chuva na janela
Estrelas na madrugada
Luz da Lua na varanda
Não penso nela
Não sinto nada
Quem manda no coração sou eu
Mas ele não mais me escuta
Por faltar uma razão
Meu coração morreu
Edson Ricardo Paiva
Eu fico aqui pensando
Pra onde será que vai
E de onde será que veio
Aquilo que compõe a vida
Pois a cada instante que passa
A gente tá sempre
em meio a dois tempos
Não há nada que nos faça
Nem ir junto e nem voltar
Um dia acaba, outro começa
O horizonte sai do prumo
Os assuntos tomando outros rumos
O vento sopra, a folha cai
E qual fosse uma espécie de magia
Haverá de nascer amanhã
Outro e outro e outro dia
Sem se dar conta ou atenção
A gente vai vivendo isso
E, enquanto vivo
Nem tenta entender o motivo
Simplesmente vai vivendo
Com tristeza ou alegria
Tudo depende
Se aprendeu
A enxergar o que olha
Quando vê que lá vem outro dia
Simples e prosaico
Rotineiro e nem por isso, menos raro
Raro, porque não volta
A vida parece
Nem sair do lugar
Mas a cada uma
dessas voltas que o mundo dá
Conta outro dia vivido
Você simplesmente o vive,
mas não compreende a vida
Num momento
Está de chegada
E num instante
Está de partida
Maldito presente
Sempre a dividir o nosso tempo
Em antes e depois
Além desses dois
Há outros dois milhões
de pedaços do seu coração
Que você despedaçou
Ao tentar juntar
As peças que não se encaixam
Tamanha pressa de viver
Os dois tempos
Trocando de lado
Você perdido lá no meio
Sem saber se vai ou já veio
No âmago da questão
Se esconde o encanto, o triste encanto
Em saber que a vida existe
Mas passa depressa como um relâmpago
Um raio que cai distante e de madrugada
Sempre na hora
Em que a janela estiver fechada
E quando decide olhar
descobre que não viveu
E nem há mais tempo pra nada.
Edson Ricardo Paiva.
O tempo é ferrugem
No metal da vida
A água foi sob a ponte
Um pássaro que eu nunca vi
Cantando perto da janela
Outras flores que surgem
A vida passa
Seja ela
cheia ou vazia
A lenha queima na fogueira
Ofusca a estrela lá no Céu
Um dia
de todas as estrelas que se vê no Céu
Restarão somente cinzas
Outras estrelas surgirão
Outro chão
Outros Céus
Outras vidas
Devagar e lentamente
Mas a gente nunca dispõe
de tanto tempo assim
Pra prestar atenção que nosso tempo
Diante do tempo
é nada.
Edson Ricardo Paiva.
De tudo que sei na vida
Agora eu me pergunto
O que será que sei
Das coisas que eu aprendi
O que será que seria
Se não tivesse sido desse jeito
Dos caminhos onde andei
Onde será que eu estaria
Se nunca tivesse pisado
Nos caminhos onde andei
Sobre os sonhos que sonhei
Não me pergunto nada
Pois cada um de nós
Um dia desejou estar distante
de onde queria estar
E desse imensurável tanto
de nada que assimilei
Uma quantidade enorme de perguntas
Muitas
Cujas respostas
Não sei.
Edson Ricardo Paiva.
Dizem
Que muita coisa na vida
Não vale a pena
Quando eu ouço isto
Penso nas coisas que conheço
No preço que custou-me a vida
Eu olho pra mim e pras roupas que visto
Penso em cada manhã
Que acordei muito cedo
No jeito que fui tratado
E em cada trabalho bem feito
E até hoje
Ainda não me pagaram direito
E nem sequer agradeceram
Pois conheço a fundo
A solidão e ingratidão
Com que este mundo nos paga
Penso no quanto
Eu aprendi com tudo que passei
Enxergando que cada ser vivente
Possui uma lista de coisas
Pelas quais somente ele há de passar
Pra aprender o valor
Desta vida e do seu viver
Mas somente uma pouca parcela
Descobre que essa história louca
Compensa
E no fim
Dizer o quanto ela foi bela
Pois, por mais que se escreva essa história
No final descobre
Que fizemos apenas parte
Uma pequena parte dela
Mas que viver
Valeu a pena.
Edson Ricardo Paiva
Ao longo da vida inteira
Olhando as coisas grandes e pequenas
Eu vi a borboleta que não podia voar
Ouvi falar de milhões de planetas
Que estão lá, mas não abrigam vida
Não tem água e nem tem ar
Escondi no peito, descontente
À tanta mágoa contida
Era muita coisa pra suportar
Ao longo de uma existência somente
Era um Universo Perfeito
Repleto de erros e imperfeição
As coisas são assim
Do jeito que as coisas são
A borboleta que não voava
Caminhou seu curto caminho
E assim viveu a sua vida
O Planeta ainda está lá
Num jogo de equilibrismo
Que quis Deus, essa esquisitice
Servisse de escudo pra gente
Pois as coisa são assim, somente
Simplesmente isso
Mas o mundo não pode aceitar
Os erros que existem na gente
As coisas são como elas são
Só nos resta aceitar essa decisão
E seguir em frente
Pois a vida é assim.
Edson Ricardo Paiva
Não me iludo
Já cometi grandes erros na vida
Agora eu não mais me iludo
Desisti de pensar que as coisas mudam
Aprendo a cada dia
Que vou errar e me iludir de novo
Aprendi que pra isso é que existe
O arrependimento
E me arrependo
Aprendi que os erros
Não foram feitos para errar
E muito menos pra aprender
Eles existem pra não ser cometidos
E nem sempre o perdão
Alcança os resultados que se deseja
Por mais belas sejam
As palavras que se ouve na esquina
A conversa termina sempre lá
Não é preciso trazer pra casa
Muito menos guardar na alma
A bonita filosofia
Que resulta pouco mais que nada
E que fiquem no passado
A tantos erros alheios
Hoje eu vejo que devia
Ter mudado a direção
Ainda no meio de muitos caminhos
Sempre existem novos erros
e ilusões se evitar
Aprendi somente a não me iludir
E pensar que vou saber
Quando é que eles vão chegar
Nunca aprendi direito
O melhor jeito de olhar pro Céu
E dizer se vai chover
Mas com o tempo a gente sabe
Olhar a tempestade iminente
E decidir nos cabe ou não
Molhar-se na chuva que ainda não caiu
Mas iludir-se
Pensando que não vai molhar
Depois de tudo que já viu
Eu bem queria acreditar
Que em pouco tempo
Não há de formar-se
Outro rio nessa avenida
Então me apresso
em voltar pra casa em paz
Assim a vida ensinou a gente
Pois hoje, sinceramente
Eu olho pra esse Céu de ilusão
E fujo dessa velha mesma chuva
Que já me enganou muitas vezes
Mas agora
Ela não me molha nunca mais.
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