Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Medo

Meu Jesus Cristo! Eu tenho medo de não saber fazer a tua vontade! Prepara-me para isso! Pois eu compreendo que para fazer a tua vontade, é necessário sofrer de verdade! Pois como tu sofreste, os que te amam, têm também de sofrer. Isto porque não somos do mundo. Por isso o mundo nos persegue.

Ajuda-me a sofrer por ti! Ou mesmo a morrer por amor de ti! Prepara-me para ser capaz de efectuar o meu caminho! Para efetuar o propósito que tens para mim! Eu acredito que se me deres porção dobrada do teu Espírito, eu jamais terei qualquer medo. Naquilo que queres que eu faça, sê comigo! E assim eu jamais falharei! Amém!

Eu não escrevo para ensinar uma verdade. Escrevo para registrar uma percepção.
Não tenho interesse em convencer ninguém.
Tenho interesse em observar.
Questionar.
Escutar.
Algumas respostas vieram dos livros.
Outras vieram das pessoas.
Mas as mais profundas nasceram no silêncio, quando parei de procurar quem confirmasse minhas perguntas e comecei apenas a contemplá-las.
Tudo o que escrevo é uma fotografia da minha consciência neste momento da existência.
Amanhã talvez eu pense diferente.
E isso também fará parte da evolução.

O tempo para quando tenho você de novo em meus braços; é o momento perfeito para repetir: eu te amo.

Eu não tenho dúvidas: antes mesmo de o mundo ser o que é, eu já pertencia a você. Em outras vidas eu te amei, e nesta, escolho te amar todos os dias novamente.

Eu tenho um medo absurdo de te perder para o meu próprio ego ou para as minhas falhas. Você vale muito mais do que qualquer erro bobo meu.

Eu me perco em mil perguntas que não tenho coragem de fazer em voz alta. Quando estamos juntos, sinto que há um universo inteiro atrás dos seus olhos e me pergunto se eu realmente faço parte dele ou se sou apenas um amor passageiro.
​Você se olha no espelho e vê a mesma coisa que eu? Ou será que, lá no fundo, está pensando em outra pessoa, comparando toques e promessas? Dói pensar que o amor pode ser apenas composto por palavras que você usa para preencher esse medo que sente.
​Eu fujo do seu toque porque tenho medo da força que ele exerce sobre mim. Amar você me deixa no limite, entre a lucidez e a loucura. Sei que você enxerga o amor como algo que pode ser descartado e quebrado quando não serve mais, e é por isso que eu recuo. Tenho medo de estar por perto quando você decidir que o nosso tempo acabou.
​Dizem que o amor morde, que ele sangra e nos deixa de joelhos. Sinto cada uma dessas feridas. Quando estamos juntos, às vezes sinto você em outro lugar, como se estivesse apenas encenando um papel. O que acontece quando você acorda? Você vai embora ou decide ficar e levar isso a sério?

Tenho saudade de mim
Do abraço apertado que eu nunca darei
Do amor prometido que não pagarei

Eu tenho mil faces e, de tanto mudá-las,
Já por tanto tempo, já não lembro mais
Do meu verdadeiro rosto.

Eu tenho poucas e boas lembranças de nós, nós vivemos muitas juntos, por isso que apesar de reconhecer quem ele se tornou, eu o amo. Por nossas memórias, e me preocupo muito com ele. Porque ele é enganado facilmente. O problema que quando fazem isso com ele, ele quer nos tornar vítimas também, esse é o erro dele.


Ele precisa se encontrar!!

Eu tenho pena de quem ele se tornou.


Espero que ainda haja reversão, porque o caminho é a solidão, e isso não é bom para ninguém.

Eu tenho uma espécie de vício silencioso que ninguém diagnostica, mas eu sinto todos os dias: olhar pro céu. Não é nem olhar, é encarar mesmo, como quem procura resposta num lugar que nunca prometeu nada. E ainda assim, entrega tudo. É curioso isso… o céu não cobra, não julga, não pede senha, não trava acesso. Ele só está ali, aberto, escancarado, como se dissesse: “se vira aí com o que você sente”.


E eu me viro.


Tem dia que eu olho e penso que a vida podia ser mais simples, tipo o vento passando entre as árvores, sem reunião, sem boleto, sem gente complicada. O ar entra no pulmão como se fosse um abraço invisível, desses que ninguém vê, mas muda tudo por dentro. E eu fico ali, respirando como se estivesse reaprendendo a existir. Porque no fundo, viver mesmo é isso: perceber que você está viva enquanto o mundo continua sem precisar de você.


A natureza tem esse talento meio debochado de continuar linda mesmo quando a gente tá um caos. A árvore não entra em crise existencial porque perdeu uma folha. O rio não faz drama porque tem pedra no caminho. E eu? Eu já quis surtar porque o Wi-Fi caiu. É humilhante.


Mas aí eu sento, olho pro céu de novo, e lembro que tem coisas que simplesmente seguem. O vento não pede licença pra tocar meu rosto, o sol não pergunta se pode nascer, e os pássaros… ah, os pássaros não fazem planejamento estratégico pra voar. Eles só vão.


E talvez seja isso que me prende tanto nesse ritual de observar tudo: a natureza não tenta ser nada além do que é. E eu, no meio disso tudo, tentando entender quem eu sou, acabo encontrando pequenos pedaços de resposta no barulho das folhas, no cheiro da terra, no silêncio entre um pensamento e outro.


No final das contas, eu acho que não é só sobre gostar do céu. É sobre precisar dele. Como quem precisa lembrar que existe algo maior, mais leve, mais livre… e que talvez eu também possa ser assim, pelo menos um pouquinho.


Agora me conta… você também para pra sentir isso tudo ou tá só sobrevivendo no automático?

Em tempos de inteligência artificial, eu ainda tenho pensamentos próprios.




Que dádiva!!!

Eu não sei quanto a vocês, mas, tenho medo do pecado, pois, as coisas não são o que deveriam ser.

Eu queria ser um anjo
E não passo apenas do que sou
Te daria um par de estrelas
E o que tenho é o meu amor...

Quando tenho a certeza do que eu quero, os comentários dos outros são insignificantes para mim. Agora, quando não a tenho, qualquer comentário me balança.

" Se tanta lembrança tendes de mim, quanta eu tenho sempre de vós, continuamente nos estaremos a ver em espírito, não sentindo quase nada a ausência corporal "

Eu tenho medo da química que precisa ser fabricada.

Daquelas conexões que chegam com manual de instrução, onde cada palavra é escolhida, cada gesto é calculado, cada demonstração parece uma tentativa desesperada de convencer o coração de que existe algo ali.

Eu odeio esse amor que precisa ser empurrado ladeira acima, como se duas pessoas tivessem que carregar uma montanha nas costas para provar que vale a pena.

Porque o que é verdadeiro não pede tanto esforço para existir.

Não deveria parecer uma apresentação, uma entrevista, uma prova de merecimento. Não deveria ser preciso implorar para que alguém enxergue a beleza daquilo que você entrega.

Existe algo triste em tentar transformar faísca em incêndio usando apenas as próprias mãos. Em soprar uma chama que nunca quis nascer, acreditando que talvez, se você cuidar o bastante, ela finalmente escolha aquecer você.

Mas algumas coisas não são destinadas a queimar.

E talvez a maior crueldade seja perceber que você não estava errado por sentir. Você só estava tentando encontrar profundidade em um lugar onde talvez existisse apenas superfície.

Eu não quero mais a química construída no desespero, a proximidade criada pela insistência, o carinho que aparece porque alguém tem medo de perder e não porque realmente quer ficar.

Eu quero o tipo de encontro que parece uma lembrança antes mesmo de acontecer.

Aquela paz estranha de não precisar convencer ninguém.

De não precisar mostrar mil versões suas para provar que existe algo bonito aí dentro.

Porque o amor que precisa ser forçado pode até parecer intenso, mas no fundo carrega uma pergunta silenciosa:

“Se eu parar de tentar, ainda existe alguma coisa aqui?”

E eu cansei de procurar respostas em lugares onde eu sempre precisei gritar para ser ouvido.

Eu tenho uma mania engraçada. Toda vez que eu digo algo no sentido de brincadeira ou zoação, no final da frase eu tenho que dizer "nossa" de uma forma bem rápida e abafada. Tipo quando você faz "hum", um som com a boca fechada, mas usar "nossa" no lugar.

Não sei quando foi que isso começou, mas parece alguma forma de garantir que a pessoa entendeu que é uma brincadeira? Kkk não sei.

Das minhas poucas certezas ... é que o NÃO eu já tenho.

Melancólico


Eu tenho um gosto meio cinza
ando zonza e enjoada.


As vezes escolho ser como as nuvens
ninguém as sente, mas podemos vê-las
e assim, sou eu


Vazia, mas muito densa
as vezes transbordamos e os outros
fazemos sofrer


Mas outras vezes abrimos caminhos
até tarde, ao escurecer.


Então volto a lhe dizer,
ainda sou bastante cinza, e mesmo assim
tem dias que não faço chover.


Queria ser, às vezes
um pouco azul


talvez roxo,
amarelo
e até vermelho.


Mas continuo sendo
Cinza.