Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Sabotagem
Eu aqui
Presa dentro de mim
Com correntes muito mais fortes que as convencionais
Aquelas que atravancam a alma
Eu aqui perdida em algum lugar difícil de encontrar
A escuridão e a sombra pairam em meu corpo fugaz
Eu aqui mutilada
Sem voz
Silenciada em minha arte
Em nome de uma suposta possessividade inoperante
Ou de uma corrupção ativa em que torna o poder mais valioso que o talento
Não entendo essa mania de sabotagem
De passar a perna
De tentar possuir o impossível
Em tentar roubar o sacrifício alheio
Ou quem sabe o brilho
Eu aqui no canto escuro
Calada, silenciada
De punhos e pernas amarrados
Esperando o circo pegar fogo.
Eu quis conquistar o mundo!
Fui atras e lutei.
Confesso que não venci,
Mas muita experiência ganhei.
Se um dia chego lá?
Disso ja nem sei.
Perdi muita coisa valiosa,
E é claro q chorei.
Dessa vida muito ja aproveitei,
Coisas que para sempre lembrarei.
Dentre tantas escolhas,
A maioria errei.
Concerteza muitas pessoas perdoei.
E o que eu fiz da minha vida?
Trabalhei
Me dediquei
E não desisti...
Se eu soubesse que eu chorando
Empato a tua viagem
Meus olhos eram dois rios
que não te davam passagem
Cabelos pretos anelados
olhos castanhos delicados
quem não ama a cor morena
morre cego e não vê nada
“O eu responsável – a consciência da consciência – não existe como coisa nem como estado: existe apenas como tensão permanente em direção a mais consciência, mais responsabilidade, mais abrangência e maior integração. A consciência cresce na medida em que se reconhece, e não pode reconhecer-se senão abrindo-se permanentemente a conhecimentos que transcendem o seu patrimônio anterior. A abertura para a transcendência – para aquilo que está para além do horizonte atual de experiência – é portanto um dado permanente da estrutura da consciência. Suprimi-la é falsear na base a situação de conhecimento.
Se a consciência que tenho de mim mesmo — a identidade do meu 'eu'– fosse um efeito da continuidade corporal, ela seria inconstante e mutável como os sucessivos estados do meu corpo, e não haveria por trás destes uma consciência constante capaz de registrar, comparar e unificar num conceito geral estável as mudanças que o meu corpo sofre. Se fosse um produto da impregnação linguística, um simulacro de identidade introjetado pelo uso repetido do nome e do pronome, como faria eu para saber que o nome pelo qual me chamam e o pronome pelo qual me designo se referem a mim? Se, por fim, fosse um resultado da abstração que por trás dos estados apreende a unidade da substância, QUEM, pergunto eu, operaria o mecanismo abstrativo?
Conclusão: a identidade do meu eu é independente e transcendente em face do meu corpo, da linguagem e das operações da minha inteligência abstrativa. É uma condição prévia sem a qual não pode haver identidade corporal, nem linguagem, nem pensamento. A identidade do 'eu' é a própria unidade do real que se manifesta na existência de uma substância em particular que sou eu. Nenhuma explicação causal tem o poder de reduzi-la a qualquer fator, pois é ela que unifica todos os fatores. A existência do 'eu' é o inexplicável por trás de tudo o que é explicável.
'Quando morremos, vemos, desde cima, o nosso corpo inerte. É a prova de que jamais 'tivemos' um corpo, apenas passamos por ele como inquilinos. Mas, se não possuímos um corpo, como podemos possuir tudo o mais que ele utiliza, manipula, desfruta e padece? Esta é a verdade dura e sublime: nada possuímos além de um 'eu'.Os místicos que nos pedem para eliminar o 'eu' querem que façamos algo que eles mesmos não podem fazer — e que, aliás, se fosse feito, não seria de utilidade alguma.Podemos nos livrar de sucessivas idéias do eu surgidas ao longo da nossa existência, mas livrar-nos do eu propriamente dito seria livrar-nos de quem nos livra dessas idéias.Falar em 'alma' não resolve grande coisa. Se fôssemos a nossa 'alma' não poderíamos contemplá-la e julgá-la. Concepções erradas sobre o eu estão na base de toda ética formulada em termos de 'egoismo' e 'altruísmo'. NENHUMA conduta moral, seja a de um santo, a de um 'serial killer' ou a de um zé-mané, pode ser descrita nesses termos."
Até as coisas que eu valorizava há alguns dias parecem patéticas e triviais quando as vejo através dos olhos dele.
Olhos
Foi semana passada que vi uma mulher cega na plataforma esperando o trem. Eu estava dentro do vagão e observava pela janela ela esperando em sentido contrário. Olhei seu rosto... Foi ai que percebi que todos os cegos tem uma expressão apática registrada em seu rosto. Eles não tem o mesmo brilho, ora bonito, ora safado, ora tristonho, ora triste... Olhos de quem sabe que existe vida pulsante aqui fora. Fiquei pensando nisso enquanto o trem partia o quanto é ruim acordar todo dia no escuro e não enxergar a paisagem que agora corre pela janela em cores brilhantes e o sol parecendo que canta: pode vir quente que eu estou fervendo. Lembrei da cega porque agora duas cegas sentaram no banco do metro próximo a onde estou. E a cega mais magra com cabelos lisos sem franja ate os ombros carrega em seus braços um garoto. Não deu nem tempo para ela se arrumar e guardar o seu bastão quando o garoto se solta dos seus braços e tenta correr. Não fosse a mulher sentada do meu lado segurar a criança pelo braço ele teria fugido em desabalada carreira. A criança não tem nem dois anos. Se ser criado por olhos que veem já é um Deus nos acuda, imaginem por olhos que não veem? A mãe tem olhos que se mexem de um lado para outro, não fossem negros e sem brilhos diria que enxergam. O menino agora devora uma barra de chocolate comprada dos camelos que ilicitamente fazem o que todo mundo sabe que fazem dentro dos vagões do metro e do trem. Chamam de shop trem. Sinto falta da minha máquina fotográfica. Meu celular ficou em casa sem bateria e agora estou eu aqui a pensar como enviar essa mensagem para outros olhos.O trem para em Osasco e as duas descem. O metro e o trem tem funcionários preparados para caminhar com os cegos e assim elas irão encontrar um. E depois quando saírem da linha de demarcação? Deve ser duro criar um filho com olhos que não veem
Neste mundo, vencer é tudo, vencedores são validados e perdedores são negados. Até agora, eu nunca perdi em alguma coisa, e não o farei no futuro. Desde que eu sempre ganhe, eu estou sempre certo. Se você se opuser a mim... Eu vou matar você, não importa quem você seja.
Os únicos que têm permissão para me olhar nos olhos enquanto eu falo são aqueles que me servem. Ninguém que se opõe a mim é permitido olhar para baixo em mim. Conheça o seu lugar.
Eu perdi, é a primeira vez desde o dia em que nasci, então isso é.... Derrota, quão cruel... Há uma dor inexplicável no meu peito, não sei se sou capaz de Manter minha compostura até o line-up.
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