Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
CARRETEL DE LINHA (Carlinha)
Pele de lã, longe
(Branquinha, seja minha)
Enigmaticamente não chega
E tudo lhe faz rainha
Quando aparece, cega
E cego, navego na rede
Um pescador não nega
O que de fato lhe mata a sede
Carretel de branca linha
Tece o tecido da flor
Encarcera a vontade minha
De sentir do seu corpo o olor
Negros cabelos distantes
Percebo a avidez dos ventos
Por seus fios brilhantes
Quem sabe isso fosse um alento.
MINHA CECÍLIA
Quão forte é essa mulher
Fui presenteado por Deus
Minha professora primeira
Minha Cecília tão mãe
No “visseiro” teu cheiro me assegurava
Um dia inteiro de sonhos e rios
De poesia, contos e beleza
Dos passeios no “quente e frio”
Dizem-me: criado por avó
Ah se soubessem dos encantos de sê-lo
Não seriam pejorativos na fala
Talvez por um momento só
Se todos pudessem percebê-lo
Não calariam o que não me cala.
A felicidade bate na minha porta todos os dias, mas apenas deixarei ela entrar se você estiver acompanhando ela.
Já borrei muita maquiagem. Mas não ligo de refazer. Levo na minha bolsa um lápis de olho poderoso que cessa as lágrimas, um batom vermelho fogo que parece sol a iluminar o ambiente. A tristeza nunca se aloja por muito tempo. Dá um “alô”, pra me lembrar de não ser tão fraca da próxima vez, deixa um chacoalhão de presente, pega as malas e parte. Mas parte sempre com um sorriso bobo nos lábios, a danada, como se velasse “se não tomar cuidado, eu volto.
As vezes faço questão de mostrar minha felicidade pra certas pessoas, só pra elas perceberem que não conseguiram me derrubar
Tava aqui pensando na sua boca, na minha boca,em nossas mãos. Tava aqui pensando em você, em nós. De repente me descobri pensando em sua voz e em como ela é doce em meus ouvidos e como é bom escutar ela juntinho de mim.
...Esses conselhos vão pra sua cabeça assim como foram pra minha, pois pra quem vive com o coração irmão, as coisas da cabeça não funcionam...
Por que
Tua nuca,
teu cheiro,
minha memória guardando teus trejeitos
(para onde vão tantos detalhes?)
Dá até pra sentir o sangue correndo nas veias
quando toco embaixo do queixo,
lado esquerdo,
perto daquele meu sinal
(daqueles tantos outros sinais
que você quis contar
e cansou)
Não sei se de saudade
ou de felicidade
agonia, talvez
Mas sinto bater,
cansado,
(e rápido!)
o não tão velho coração
Penso tanto antes de dormir
que acabo colocando reticências em tudo
e deixando sem fim
desde o começo
A noite quer dormir
mas eu não deixo, não
Primeiro tenho que ver a rua,
ouvir o silêncio,
perceber que tudo muda de lugar,
menos você
Em três pontos cabem muitas coisas...
principalmente aquilo que nunca se acaba
Será que era de amor?
Minha natureza enquanto desliza no tempo, não percebe o exímio cuidado do divino em ser tão transparente mesmo quando eu fecho os olhos, e sublime quando eu não alcanço em um relançe a elegância do seu amor.
Ai meu amor como sinto a falta tua.
Sinto minha alma desfalecer dentro em mim pela falta de você.
Sem você meu destino é a inexistência.
Aguem disse certa vez:
“a poesia não pertence a quem escreve, mas sim a quem dela precise”.
Sendo assim tomo posse de uma parte da poesia de Djavan e te digo:
“tudo o Deus criou foi pensando em você...
E sem pensar em nada fez a minha vida e te deu.”
É justamente assim que me sinto.
Como se existisse somente para ser teu.
Sem isso ela perde o sentido e a razão.
O filosofo disse: “penso, logo existo”.
Parafraseando-o digo: amo-te, logo existo!
É como se minha existência estivesse condicionada a te amar.
E apavorado pela verdade aterradora
De que é essa minha real condição,
Entrego-te minha existência.
Anseio para que possas vir a entender
E corresponder tamanha devoção
Que de minha parte sem nenhuma opção ofereço-te.
Sim o que sinto é vazio.
Solidão gelada, densa e escura.
Em minha alma há furiosa tempestade, onde o norte se perdeu
Ai meu amor como sinto a falta tua.
Sinto minha alma desfalecer dentro em mim pela falta de você.
Sem você meu destino é a inexistência.
É como se minha existência estivesse condicionada a te amar.
E apavorado pela verdade aterradora
De que é essa minha real condição,
Entrego-te minha existência.
Ajoelhei-me e caí diante da realidade que vivia meu coração decepcionado...
Descia pela minha face uma lagrima de tristeza.
Minha voz ecoava como um violino desafinado.
Era o momento que eu temia, mas já havia me preparado!
Como um outro pode rouba-la de mim
É tão infinitamente incompleto
Julgar que minha mente se resume
Ao que se pode ver
Através da minha aparência física.
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