Que Saudade dos meus 15 anos
Abraço Desarrumado
Aperto a luz da manhã
e encurto as mangas ao silêncio.
Onde estão os meus cadernos
de puída pedra calcária?
Perdi-os num coração estrangulado.
Caminho em compassos arados
aonde vai desmesuradamente
o abraço desarrumado que ficou
nas articulações de um novo dia.
Os meus melhores poemas
são os que escrevo
quando as nossas bocas
melodicamente se unem
e as nossas línguas dançam.
Tens que parar de fazer caminhadas
nos meus pensamentos.
Lembra-te: o meu cérebro
não é uma passadeira de Fitness.
Quando tu olhas para mim
os meus olhos falam contigo
em todas as línguas.
E nesse galáctico momento
sou todo os verbos do Amor.
Quando os teus olhos
colidem com os meus olhos
o meu coração fica
com pele de galinha
e o meu estômago
borboleta-se tempestivamente.
Sinto-te
Sinto-te nos meus poros,
nas minhas insónias,
nos meus poemas,
nos gritos dos meus silêncios,
nas minhas húmidas palavras,
nos meus lábios, nas minhas veias,
nos meus dedos quando escrevo .
Sinto-te no amor que respiro.
Não corras tanto entre os meus pensamentos e o meu coração, tu ficas cansada e eu fico loucamente apaixonado.
Amarrotados Silêncios
O teu rosto invade
os meus pensamentos
os teus olhos são mar
a sorrir para o meu luar
as tuas mãos são líquidas
ensopam os meus
amarrotados silêncios
e eu serenamente derramo
as minhas primaveras
nos jardins do teu coração.
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