Que meus Pes me Levem
Esses nódulos espalhados pelo corpo, das palmas das mãos à planta dos pés, esses que com o mínimo pronunciamento reavivam-se, recidivos, são todos os nãos que deixaram e deixam de serem ditos. São esses nódulos que, irremediável e invisivelmente, nos curam. Só quando atravessamos o negrume estamos prontos para abraçar a claridade. O tempo humano não é o mesmo de Deus.
O livre arbítrio é uma ideia absurda, não por quê ela deixa-nos livre mas sim por quê separa as pessoas.
Caminhando sobre cacos de dores e amores.
Esperando o descanso para os pés, sentindo o gosto da amargura.
Escorrendo pelos olhos lembranças e sangrando com coração esfaqueado de arrependimentos.
Seguindo em frente, enfrentando tudo que me mata, para que quando descansar olhar, sorrir e me curar esperando que no fim tudo possa cicatrizar
_marcello silva
Quando se perde os pais, você percebe que não era a gravidade que mantinha seus pés no chão. Era saber que era filha de alguém.
Os teus pés percorrem
milhas e milhas e milhas
dentro de mim.
Os teus olhos bonitos,
serenos, singelos, completos
dizem que sim.
Os teus sonhos
tão longe ao vento
refletem o fim.
Os olhos e os pés voltados para frente, são sinónimos de que não devemos condicionar as nossas vidas ao passado.
Guarda - Chuva Vermelho
" Na ponta dos pés,
ela se põe a divagar.
Será que é amor
esse leve palpitar?
Ah, como é bom
ter alguém
que faça seu coração pulsar....
Se é amor, o tempo lhe dirá.
Com seu guarda - chuva vermelho,
ela se põe à caminhar.
Um sorriso à faz suspirar.
Sim! É amor!
E já vem lhe encontrar.
Tem espaço debaixo do guarda- chuva,
vem! Do sol e da chuva
hei de lhe abrigar.
Ah! Como é bom amar...
Ela se põe a dançar..."
Tenho frio nesta madrugada
Não encontro quem me coloque o cobertor nos pés descalços
Os gritos não ardem
Se espargem na estrada
Da riqueza que abandonei
Quando quis crer na tua lembrança
Um ladrão é corajoso até colocar os pés no terreno alheio, então, ao ouvir um grito treme as cadeiras e é pernas pra que ti quero.
Mostrarão progressos falsos,
as cidades adiantadas,
enquanto houver pés descalços
em suas ruas calçadas !
Presente Divino
E um anjo está
á segurar - lhe
as mãos.
Por onde seus
pés passarem,
jamais estarás só.
Ele guardará
o seu dia e a sua noite.
Pousará sobre
teu coração
sublime paz.
E amor...
Assim Deus me confidenciou.
Pousará sobre ti
constante alegria.
Vida abundante.
E amor...
Pois assim Deus me disse.
Disse - me também
para eu cuidar de ti.
Pois tu és o meu amor.
O presente que à mim,
Ele bondosamente
enviou.
Nem a obra linda
que Picasso pintou
Chega ao pés da obra de arte que Deus me permitiu conhecer
"Você "
Se tudo o que fazes quando se depara com ideias distintas das tuas é tentar falsear, você é uma pessoa com pouca flexibilidade cognitiva, percepção e sensibilidade, portanto, pouco inteligente.
Não podemos ficar olhando a vida passar, é preciso se jogar, pular com os dois pés, mesmo que não saiba onde vai cair.
Sabe quando em um filme, alguém deixa um papel escapar de suas mãos e é carregada pelo vento? a pessoa corre loucamente atrás pois, é algo importante. E quando finalmente esta quase conseguindo alcançar, o vento sopra novamente. Levandao a folha para mais longe.
E fica nesse ciclo, até finalmente a pessoa conseguir a folha novamente,ou a folha se perder para sempre. As vezes na nossa vida é assim. A diferença é que, se a folha se perder, Deus vai estar ali para te dar outra, e outra. Até finalmente termos a estrutura necessaria, para não deixa -la escapar pelos os nossos dedos.
Chegando ao destino final.
Só um pensamento.
" A folha que dança no ar
Que vem cair aos teus pés
Que canta ao teu pisar
E não sabe quem Tu és.
A folha que acorda no chão
E procura companhia
A folha que já foi verde
E alegrou teu dia..."
Desperto contra meu próprio olhar
Entre as brasas frias de um sonho
Queimando no céu com ínfimo pesar
Fugindo de um semblante tristonho
Em situações de conforto traiçoeiro
Meu cérebro encontra suas ruínas
Entre as gélidas garras do nevoeiro
E na distância de uma voz trêmula
Meio ou totalmente ofuscada
Tento me erguer perante à flâmula
Envolto em sua bruma dourada
Em pisos de vidro num jogo mental
Cegado por seu olhar sorrateiro
Me encontro em um desejo carnal
Entre eu, eu mesmo e o nevoeiro
Agora sou um corpo que navega
Em um riacho vivo em tormenta
Dedilhada em uma onda incerta
Confundido em cinza e magenta
Navegando por sóis em inércia
Ordenado por lascívia e desejo
Despejado em escárnio e covardia
Me encontro no calor de um beijo
Abaixo de uma lua outrora fria
Flutuando no tártaro do nevoeiro
