Que meus Pes me Levem
Os pés à frente dos pés: em linhas, em retas, em curvas nubladas. Inerciados negativamente ao futuro e subordinados a um passado, surgiram de um desejo profundo, contudo de um imaginário raso: conectados como um quebra-cabeça de duas peças. O simples se moldou complexo, existindo mais na persistência do que no desejo. Por mais que seja incerto, os pés andaram muito para recuar, mas pouco para concluir.
Medo do amor?
Bobagem ter medo de algo capaz de nos fazer voar com os pés no chão.
Não fuja.
Não pense.
Apenas sinta!
Calma, o que você precisa fazer é colocar os dois pés no chão para poder colocar a cabeça nas estrelas... e ver a verdade como ela é, sem ilusão e sem fantasia.... esse momento é uns dos momentos mais duros da nossa vida, porque agente aprende a viver sozinho, sem sonhos e sem retrocessos...
Desse ponto em diante você tomou a grande lição: ninguém nunca te enganou, você que se deixou enganar....
Diálogo comigo.
"O mundo não terminará com um estrondo, mas com o silêncio indiferente de bilhões de pessoas que esqueceram como se soletra a palavra 'nós'."
O colapso da identidade em um mundo de máscaras sociais é um silêncio que grita por dentro. A pessoa já não sabe onde termina o rosto e começa o disfarce. Cada papel aceito, cada personagem ensaiado, acrescenta uma nova camada de verniz sobre a pele cansada. Por trás do sorriso treinado, a dúvida: aquilo que sinto é meu ou apenas uma reação ao olhar do outro?As redes, os palcos, os corredores anônimos exigem versões editadas de nós mesmos, sempre prontas, sempre luminosas. A autenticidade, então, se faz clandestina, vivendo em breves lapsos de descuido. Quando a máscara cola, torna-se pele; quando a pele cede, torna-se máscara. Nesse atrito, a identidade se fragmenta em reflexos contraditórios.No fim, resta um espelho que não devolve um rosto, mas um mosaico de expectativas alheias. E o eu verdadeiro, tímido, pergunta-se se algum dia existiu.
Na barrenta Joaquim Cardoso, aquele garoto, pés descalços...
Fotografava nas pupilas as saudades de então...
E entre todos os percalços, as doces lembranças
Um saquinho de doces de Cosme e Damião
Para uma criança é tão fácil ter felicidade,
E entre bombons, cocadas e pirulitos eu saboreio este sentimento
Essas recordações me conduzem nas agruras da terceira idade,
E me adoçam até hoje, a existência em qualquer momento
Há uma luz antiga no fundo do abismo,
não chama, mas acolhe.
Quando os pés param à beira,
é a terra que respira sob eles,
lembrando:
nenhum salto é sem mãos invisíveis.
Que o vento venha,
não para derrubar,
mas para sustentar.
Que ele ensine o corpo a confiar
no movimento que não fere.
O erro não é maldição.
É abertura.
Ferida por onde o amor esquecido
retorna ao sangue e faz pulsar o coração.
Que aquilo que sangrou
seja lavado não pelo medo,
mas pelo tempo certo.
Que essa pele nova endureça.
As defesas podem descansar.
Que as muralhas se tornem portais,
que os fantasmas dissolvam seus nomes.
Coragem não é ataque:
é permissão.
Que o amor seja lembrado.
Não como promessa,
mas como presença.
Que o sol não seja negado
mesmo quando a noite ainda pesa.
Que os ossos desaprendam a dor
que não lhes pertence.
Se houver sombra,
que ela seja abrigo,
não prisão.
Que o silêncio não engula,
mas escute.
E ao caminhar,
mesmo sem mapa,
que cada passo seja bênção.
Que o passado não seja apagado,
mas se torne aprendizado.
E que novos e bons caminhos surjam
onde antes só havia medo.
Assim seja no corpo.
Assim seja no fôlego.
Assim seja no agora.
Já começou o ano do mesmo jeito coloquei na pagina do meu “blog” em relacionamento serio com uma pessoa que nem existir mesmo porque ninguém me quer.
Você pode empurrar a culpa pra frente,
pode fingir que não sente,
pode se distrair com outra pessoa, com bebida, com amigos…
mas quando o mundo fica quieto,
quando a velhice chega,
quando as lembranças aparecem…
a consciência cobra com juros.
E cobra caro.
As vezes a gente passa muito tempo no raso das nossas vidas, satisfeito com molhar os pés, sentar na areia. Sem perceber que existe um oceano inteiro abaixo de nós, para ser conhecido, explorado, admirado,"nadado". Então é hora de mergulhar em si mesmo. Transformar a gota em oceano. Não aceitar e não mergulhar em lugares rasos pois é impossível não se machucar.
Um mês mergulhado de verdade, na profundidade certa traz mais resultados que anos à beira. No raso. Assistindo da areia.
Falta coragem e confiança para conversar coisas de cunho íntimo/pessoal com alguém. Porque as pessoas não entendem e criam uma imagem de que a pessoa é forte. E as vezes não é.
21 de março — O Evangelho Cósmico
A gestação.
Ó nobre peregrina,
com os pés na terra
e a alma no céu,
aprendo em ti meu nome de ponte:
pontífice, EU SOU,
entre corpo e alma,
entre os ciclos
do livro da vida
onde o teu nome se cravou.
21 de março.
O analema não é só percurso:
é encontro,
ponto de interseção,
transmutação,
o X da questão.
No centro do oito,
as camadas finas se tocam.
Ó meu nobre amor,
os opostos se encontram:
subir e descer,
céu e terra,
espírito e matéria,
visível e invisível.
No equinócio de outono,
céu e terra se casam.
O alto beija o chão.
E ali,
no silêncio exato da travessia,
o invisível vira semente.
O que desce não desaparece:
encarna.
O que some na terra
não morre apenas:
germina.
Na raiz da consciência,
há uma gestação secreta
no ventre da estação.
A terra recolhe,
guarda,
amadurece no escuro
aquilo que será luz.
De equinócio a solstício,
a Terra concebe e dá à luz.
O que fecunda em março
nasce em dezembro.
É o evangelho cósmico
escrito no corpo da Terra.
E então a humanidade reluz,
e um novo caminho
à luz a conduz.
"Espiritualidade"
"Os joelhos são os pés de quem caminha para onde só a fé o leva."
@Suédnaa_Santos.
Não caio nessa que os opostos se atraem, não vou deixar de voar porque você não quer tirar os pés do chão, não vou deixar de criar porque você quer viver em uma vida em preto e branco. “Quem ama não prende que ama solta.”
Hoje acordei, e o Diabo, sentado aos pés da minha cama, disse-me:
“Ama — como quem já não tem tempo.
O inferno não é a ausência de amor,
mas lembrar que podias amar e não quiseste.
Nem Deus te salva do que deixaste de viver.”
Deus não nos chama apenas para molhar os pés na Sua presença, nem para viver ajoelhados apenas em momentos de necessidade, mas para um ponto onde já não andamos por nós mesmos, e sim somos conduzidos totalmente pelo fluir do Espírito.
