Que meus Pes me Levem
Teus olhos - Meus olhos
Em teus olhos
Vejo
a falta
do brilho
dos meus olhos
Em meus olhos
vejo
a saudade
dos teus
Em nossos olhos
perdidos
e sem brilho
Já não nos encontramos
Em nos...
Em ninguém...
Nunca fui capaz de controlar meus sentimentos, mantê-los lá dentro. Antes, isso estragava a minha vida, sempre fui uma vítima de mim mesmo. Eu fazia coisas erradas, fugia, ficava maluco. Agora faço esse sentimento trabalhar pra mim ao invés de me destruir.
Não sei o que é solidão. Nunca me senti só. Acho fantástico ficar comigo mesma, com meus pensamentos,
meus sonhos, minhas reflexões.
Ocultei todas as minhas tristezas, para mostrar aos meus inimigos que não é com a tristeza que hei-de cair.
Hoje eu preciso de você
Hoje eu preciso conversar
Falar sobre meus problemas
To precisando desabafar
Preciso olhar em teus olhos
E escutar você falar
Que sempre ao meu lado vai estar.
Me sinto com cordas presas ao meu corpo,impedindo que eu possa fazer meus proprios movimentos e até minhas proprias escolhas,preciso de uma faca para cortar essas cordas,preciso das minhas proprias escolhas.
Busquei em meus erros e acertos... o que teria dado errado nesse amor tão intenso e de paz. E descobre que não errei e nem acertei eu apenas me entreguei!
Quando te vi ir embora meu coração se despedaçou
Meus sonhos se acabaram
Minha felicidade se foi
Você me iludiu e me enganou
E agora estou aqui
Com o coração morto
Com a vida acabada
O sonhos terminaram
QUANDO ESTOU SOZINHO
Quando estou sozinho
me permito tudo.
Estrapolo meus principios,
deturpo meus valores.
Te possuo ao meu desejo,
numa simetria de bocas.
Tenho teu corpo, teu odor,
meus braços tua moldura.
De tí faço meu circo,
um tudo que almejo.
E te faço única dos amores,
em meu total particular,
princípios e valores.
Vem noite... Chega de mansinho. Traz contigo essa brisa fresca. Vem noite... Embala esses meus doces sonhos
Dieta
Despeço-me desta lida.
Tomo outros rumos.
Escrever já não me alegra.
Meus versos se esvaziaram.
Esqueço até de regras.
Já estou no mata piolhos,
Faltam-me dedos para alçar.
Sendo assim não vejo,
Razão para continuar.
Antes era fácil.
Eu espetava umas palavras,
Temperava com pedacinhos de sonhos,
Polvilhava com abundantes ilusões.
Pronto. Só degustar.
Agora não.
Palavras não me apetecem.
Temperos a vida já não contém,
Ilusões não fabricam mais.
Sonhos ficaram lá... Bem pra traz.
Entro numa dieta rigorosa.
Consumirei apenas aqueles olhos magros.
Mergulhados sobre os meus.
Sem os deliciosos beijos doces,
Sem os apertos gordos ofegantes.
Momentos pouco picantes,
Sem as cenas do romance.
Deixo a magreza poética me vencer,
Não farei forças para reagir,
Não vai fazer diferença.
Pra mim chega.
...Não quero mais escrever.
(Publicado na Antologia Poesias Encantadas V)
