Que meus Pes me Levem
Quem sabe por descuido ou capricho do destino um dia teus olhos parem diante dos meus
Tuas mãos encostem nas minhas e despertem em te o que em mim a muito já nasceu
Que o destino mostre que o amor dela sou eu, e que me permita dar o amor, que ela sempre mereceu
Mescalina na água cristalina,
nuvens ligeiras no céu, cães e gatos de papel.
Meus olhos derretem e inundam o chão
Estrelas de fogo cobrem meu corpo
Num piscar eu vejo trilhas feitas por pianos, acordes suaves em meus ouvidos, gritos pingos d'água eu ouço vindos do infinito.
A luz da lua invade meu quarto secando o chão, trompetes voadores círculos sagrados imergem em minha imaginação,
Meu corpo quieto flutua ao lado do meu cérebro.
Pingos de sonhos começam a sair do teto me levando para baixo
vejo meu medo passar pelo meu cérebro cheio de luzes e cores.
Refletindo a sombra do meu corpo o sol começa a surgir entre olhos fechados.
Eu sentado acordo com a impressão de ter sonhado.
Só em olhar-te meus olhos brilham
Um beijo seu resume minha felicidade
Fico todo arrepiado só de ganhar um simples abraço
Você é tudo que podia querer nesta vida
Tens a chave para abrir meu coração
E acabar de vez com esta solidão
Sinto saudades de você
Sofro cada minuto sem ti ver
Meu peito chega a doer de tanta dor
Ao te ver assim tão longe do meu amor
Você é minha vida,minha alma
Meu desejo é só mente te querer
Você é tudo pra mim e mesmo assim não sou nada,
sem você meu amor minha amada
Você é minha vida meu pensamento
E minha felicidade se resume num sentimento
Quero você em mim a todo momento
Ter você meu anjo meu firmamento
O que eu pensava de meus professores me fez a diferença, eles não foram maiores por que eu os respeitei, mas eu sou maior por que os obedeci.
Boa noite meus queridos amigos!
Continuemos eternamente enamorados
e que o amor reine absoluto em nossas vidas!
Que o amor nos ensine
Que o amor nos domine
Que o amor nos fortaleça
Que o amor nos amadureça...
mel - ((*_*))
Canto de euforia
Melodia de um coração em festa
Deixa soar nos meus ouvidos
A canção do coração
Faz pra mim a música de ninar
Me abraça forte
Quero sentir seu calor
Seu aconchego
Me afaga com suas mãos
Me acaricie com seus beijos
Melania Ludwig
23 de novembro de 2011 · Editado ·
NOS MEUS GUARDADOS
Estava juntando minhas bujigangas
limpando e separando devagar
cortando em partes o plástico bolha
para tudo cuidadosamente embrulhar.
Numa dessas gavetas encontrei uma folha
dobrada em quatro já a amarelar
ao abri-las li escrito com missangas:
"para sempre vou te amar"
Senti tanta felicidade
que parei de trabalhar
com os dedos em velocidade
as bolhas comecei a estourar...
mel - ((*_*))
Melania Ludwig
30 de outubro de 2011 ·
Meus queridos amigos, hoje agradeço toda a solidariedade recebida, o carinho e atenção de vocês. Com meus caquinhos vou formando meu mosaico, dia a dia...
E com o carinho de vocês vou acreditando cada dia mais nas pessoas e num mundo melhor.
Boa noite a todos!!!
mel
MUNDO DE SONHOS
Márcio Souza. 10.06.16
Plantei no meu mundo, meus sonhos de amor,
Dei-lhes asas e vida, na imaginação,
Cultivei com carinho, no jardim como a flor,
Em cada espaço do meu coração.
Ignorei as maldades e as ironias da vida,
Conclui que o mal, se combate com o bem,
Fiz da paz de minh'alma, as razões compreendidas,
E com a fé que carrego, nenhum mal me detém.
O amor é a paz, é beleza e bondade,
Que pulsa no peito a cada momento,
Vê-se na expressão do sorriso toda felicidade,
Sem lágrimas e dores ou ressentimento.
Superar qualquer crise com serenidade,
Vou vivendo nesse mundo, vou seguindo o caminho,
Combater a mentira, com a razão e a verdade,
Pois caminho com Deus, não caminho sozinho!
Márcio Souza
(Direitos autorais reservados)
"SE"
Me sinto em uma encruzilhada, se eu me afastar os meus dias perdem a cor, se eu ficar, o resto parece não significar nada.
Se eu me afastar eu tenho olhos pras outras, mas se eu ficar vou somente usa-las como simples peças de roupas.
Se eu me afastar oque vou sentir é saudade,
Se eu ficar tenho medo de vivar necessidade.
Se eu ficar só vou sorrir,mas vou te querer,
Se me afastar eu só vou chorar, mas talvez um dia te esquecer.
Se eu ficar vou poder abraça-lá, beija-lá, olhar você, sorrir com você.
Se eu me afastar, somente nos meus sonhos vou te ver.
Se eu ficar vou ter momentos que poderei ser eu de verdade,
Se eu me afastar, vou me sentir num filme, pois vou ter que aturar por toda a eternidade.
O que fazer quando qualquer decisão que você tomar vai te fazer sofrer? Bom.... Talvez essa seja a hora de você se perguntar o porquê de viver.
E toda vez que me pergunto isso eu volto para o início. Mas o porquê de viver sempre está na minha cabeça e são apenas apenas 4 palavras... "Que o amor vença".
E no vai e vem da vida
vou vivendo os meus dias
com amor e alegria.
Sou a flor da esperança.
Sou especial como o amor
protegida pela luz Divina
Sou poesia de Deus.
Bairro, lua e serenata tocando em meus sentidos. Onde os amigos mortos e as horas de luz que não regressam?
Onde os quintais murados de silêncio, e as pitangueiras manchando de vermelho os lábios da manhã?
Com a fugaz eclosão dos meus sentimentos, hoje me encontro perdida, em um estado onírico, de onde a alma pungente reclama.
MINHA BONECA DE VERDADE
Quando criança ainda, lá com meus seis anos de idade, morava com meus pais e mais sete irmãos no sítio e não possuía nenhum brinquedo de fábrica. Todos eram confeccionados em casa, em conjunto com as amiguinhas vizinhas, com meus irmãos e às vezes minha mãe tirava um tempo e nos ensinava a fazer algumas coisas interessantes.
Nós, as meninas, fazíamos bonecas de sabugo para brincar. É, sabugo mesmo, aquela parte que sobra do milho seco depois de debulhado. Escolhíamos o maior de todos os sabugos disponíveis no paiol. Cortávamos retalhos de tecidos cedidos por minha mãe, que sempre os tinha guardados numa sacola, pendurada atrás da porta de seu quarto de costura. Escolhidos os tecidos, pegávamos a parte mais grossa do sabugo, o que seria a cabeça da boneca, nele colocávamos o tecido na extremidade, como se fosse uma touca, amarrando firme com uma tirinha, para não se soltar (porque cola nós não tínhamos). Em seguida, escolhíamos outro retalho e fazíamos uma saia, pregueada ou franzida, com as mãos mesmo, nada de agulha ou linha! A coleguinha ajudava a amarrar com tiras finas da própria palha do milho. Com um lápis preto ou mesmo um pedaço de carvão, desenhávamos os olhos e com semente de urucum, a boca.
Pronto! Estavam ali nossas bonecas. Lindas! Cada uma com a sua. Diferentes umas das outras, devido a escolha dos retalhos coloridos. Felizes, brincávamos por horas a fio.
Mas um belo dia, uma priminha da cidade, veio com meus tios nos visitar, trazendo consigo uma boneca de verdade. Fiquei encantada! Nunca havia visto uma, e tão linda. Tinha os olhos azuis e cabelos cacheados.
Daquele dia em diante minha vida mudou. Não quis mais saber de brincar com boneca de sabugo. Eu queria uma boneca de verdade. A novidade mexeu com meus sonhos, até então acessíveis.
Chorava e implorava para minha mãe. "Quem sabe no Natal", dizia ela. Pedir para meu pai, nem pensar. Para ele, brinquedo era desperdício de dinheiro. Era o jeito dele ver o mundo infantil. Posso jurar, foi o ano mais longo de minha infância: Eu queria minha boneca de verdade e ela só viria no Natal.
Chegou o Natal, como tantos outros, mas para mim seria diferente, eu teria minha boneca de verdade. O "talvez" de minha mãe eu esquecera.
Fomos com toda alegria, bem cedinho, ver os presentes debaixo da linda árvore natalina. Cada um procurando o seu, embrulhados em papel comum, mas com nosso nome marcado pela letra de minha mãe. Porém, cadê a minha boneca de verdade? Ela não veio. Ganhei sim, uma pequena sombrinha, que no dia seguinte já estava quebrada.
Chorei muito e ainda levei umas boas palmadas de meu pai. Ninguém me consolou. Não compreenderam a minha tristeza. Minha mãe deve ter percebido, mas como nada podia fazer, não deixou transparecer; apenas prometeu-me que daria um jeito, "talvez" na próxima ida à cidade grande, na época das compras. Isto não me consolou. Foi, sem dúvida, o Natal mais triste de minha infância.
Depois daquele fatídico Natal, em que não ganhei meu presente desejado, minha tristeza, felizmente, durou pouco.
Janeiro era o mês do padroeiro da cidadezinha onde frequentávamos a escola, o catecismo e as missas dominicais. São Paulo, lembro-me bem, era o santo padroeiro da capela e nome do sítio de meu pai, onde morávamos.
Todo ano os moradores se reuniam e preparavam uma bela quermesse, com direito à visita do bispo, padres de outras paróquias, fazendeiros, sitiantes e colonos de toda a redondeza para uma linda missa cantada. Para a quermesse eram doados bezerros, sacos de café, leitoas, carneiros, frangos e artesanatos feitos pelas mulheres e moças prendadas da comunidade.
Uma rifa foi organizada, cujo dinheiro iria para a reforma da igrejinha. Um bezerro era o prêmio e de brinde, vejam só, uma linda boneca confeccionada por dona Mariquinha, mulher muito conhecida por suas habilidades na agulha.
Quando vi aquela boneca, fiquei deslumbrada! Eu queria uma boneca de verdade e esta era a minha chance. Procurei por minha mãe, que estava na cozinha de uma das barracas, liderando outras mulheres no preparo da comida a ser servida durante a festa. Implorei que comprasse um número, porque eu queria uma boneca de verdade. Meu pai não era dado a gastar dinheiro com estas extravagâncias, mas naquele dia ele sucumbiu ao meu apelo e cedeu. Comprou um único número. Nem preciso dizer que dei muitos pulos de alegria.
Ao anoitecer, quase no final da festa, chegou a esperada hora do sorteio..Bingo! Meu pai ganhou o bezerro e eu ganhei a minha “boneca de verdade”.
Ela era deslumbrante aos meus olhos de menina. Tinha uma aparência diferente. Fora feita à mão, uma boneca de pano com jeito de moça. Trajava um vestido branco de renda, com fitinhas coloridas de cetim, por toda borda da barra da saia. O decote mostrava o início de fartos seios. Perfeito! Minha boneca de verdade, com corpo de moça feita, seria a mãe de todas as bonequinhas de minhas coleguinhas da vizinhança.
No dia seguinte, de tardinha, minhas amigas e eu fomos brincar de boneca, numa ansiedade sem tamanho. Nos instalamos dentro de um velho bambuzal, e lá ficamos por horas, nos deliciando em nossas fantasias infantis de mamãe, comadres e tias. Sim, porque toda boneca era batizada, ganhava um nome e uma madrinha.
Antes do anoitecer, minha mãe me chamou para ajudá-la nos afazeres do jantar. A brincadeira se desfez e aos poucos a noite chegou.
Na manhã seguinte, acordei aos pulos. Eu havia esquecido minha boneca de verdade no bambuzal. Corri para buscá-la. Qual não foi meu espanto quando a vi: estava toda encharcada, estufada, desbotada, manchada, descolorida, quase decomposta.
Havia chovido a noite toda!
Autora: Melania Ludwig
Moscas na Casa
Meus dias sem você, são tão escuros
Tão compridos, tão cinzas
Meus dias sem você
Meus dias sem você, são tão absurdos
Tão amargos, tão duros
Meus dias sem você
Meus dias sem você, não tem noites
Se alguma aparece
É inútil dormir
Meus dias sem você são um desperdício
As horas não tem princípio nem fim
Tanta falta de ar
Tão cheia de nada
Sucata imprestável
Lixo no solo
Moscas na casa
Meus dias sem você, são como o céu
Sem luas prateadas
Nem rastros de sol
Meus dias sem você, são só um eco
Que sempre repete
A mesma canção
Tanta falta de ar
Tão cheia de nada
Sucata imprestável
Lixo no solo
Moscas na casa
Pisando nas pedras
Ainda sigo esperando que volte para mim
Ainda sigo buscando na cara dos anciões
Pedaços de crianças
Caçando motivos que me façam crer
Que ainda tenho vida
Roendo minhas unhas
Me afogando em pranto
Sentindo tanto sua falta
Meus dias sem você
Como doem meus dias sem você
Levaram meus cisnes e eles se multiplicaram.
Qual foi o dia!
O Sol sentiu... A Lua sorriu...
Milhares de respiros vil!
NÃO EXISTEM FRONTEIRAS OU LIMITES PARA QUEM SONHA ....
COMO UMA " ÁGUIA", POSSO, EM MEUS SONHOS, PLANOS E ESPERANÇA....CRIAR ASAS E VOAR !..
HOJE NO RIO, AMANHÃ EM PARIS, LONDRES OU MADAGASCAR!
o sol assim tão brando
aos meus olhos toca tua pele
dourada
cintila tua sombra
alumia
teus olhos te um castanho claro
so-r-ri para mim
sol brando
de final de dia
sensação mais
serena do meu ser [feliz]
