Quase Morto
Olho a Lua através da taça quase vazia
Céu sem nuvens
Sem anjos
Escuro
Uma estrela se destaca ...
E nada mais ...
Degusto minha solidão
Como uma canção
Minha caneta cansada não escreve versos
As únicas letras vivas em mim
São as iniciais do seu nome ...
E com essas letras escrevo minha oração
Na qual peço, em pecado ,
Que chame meu nome
E que de joelho me venere
Santificado por seus lábios
Deixo esse mundo
Para viver nos seus sonhos
CRÔNICA: DE PAI PARA FILHA
Como entender o mistério da vida. Aquele cidadão carrancudo, quase mudo , devido os lampejos da vida. Abnegar o mundo, viver numa voracidade, que até a perspicácia dos titãs perdera de vista, tamanha a intensidade do fluxo vivido. O mundo rapaz; te tornou assim. És o senhor de ninguém. Quão dura fora a vida pra ti. Órfão de mãe e pai , antes do seu nono janeiro vivido. Poderia dizer, setembro. Porém quando me lembro, minha alma retrai- se , a minha mente foge de toda a normalidade! É cidadão! (...) não vieste ao mundo para ser pai.
Porém o mundo gira, e numa destas guinadas , ao segregar- me do meu habitat, tudo mudou.
Aventurei- me no anseio de alçar voo rumo ao mundo distante. Mas não adianta querer determinar o norte da tua vida. Me tornei pai, empenhei com todas as minhas forças. Hoje vejo , que mais nada eu seria, se não fosse pai.
O meu mundo só é mundo, porque você existe !
300624
E aí, olhando pela varanda, mil cantares incessantes fizeram coro ao canto-céu: já quase azul, irerês no rumo sul passaram voando. Era Deus falando.
Observou aquelas pessoas numa busca desesperada por sabe-se lá o quê e com um pouco de quase nada. Ficou olhando a banda passar, coração aberto e mãos soltas. Não se preocupava. Afinal, passou várias existências até entender que ninguém ganhava na vida daquele jeito, daquela forma. ✨ 🧘🏼♂️ ✨
Eu cheguei a pensar tanto em você, que quase me perdi de mim.
Era um amor desbravado, selvagem, sem fronteiras, sem mapas, sem bússola.
Um sentimento que queimava como fogo em noite fria,
mas que nunca encontrou abrigo no calor dos seus braços.
Você não ofereceu nada, e mesmo assim eu dei tudo.
Dei meus sonhos, minhas horas, minha pele e minha alma.
E no silêncio da sua ausência, descobri que amar sozinho
é como dançar no vazio: belo, mas doloroso.
Ainda assim, há doçura nesse caos.
Porque mesmo sem retorno, meu coração aprendeu a voar.
E se amar você foi loucura,
foi também poesia — aquela que sangra, mas floresce.
O Brasil proclamou sua independência há quase 200 anos, mas ainda não conseguiu libertar-se de uma sedimentada mentalidade de exploração colonialista.(Walter Sasso)
Nossa vida é como o rio. Ora ligeiro, ora lento,transbordando ou quase seco. Às vezes morno, às vezes frio. Sem poder voltar por onde passou, seu destino está traçado na terra, na rocha, entre as pedras. Rodopia, salta, pula, canta e por fim, sossega. Vence sendo vencido e se transforma no oceano. 20/09/2009. (Walter Sasso autor de "Pedras submersas" e "Soca pisada")
Às vezes eu só preciso de um toque da sua voz. Às vezes necessito ser um pensamento seu. Mas quase sempre essa emoção corre em fio para o papel.
Minha flor Margarida
Hoje eu te vi minha flor mãe no meu quase sono.
Seus olhos marejados confessando pra mim
Que outra viagem faria
França era a nova moradia
Olhando sua face linda
Eu indignada perguntei
Porque choras minha linda?
Saudades de ti minha mãe
Saudades de ti minha flor
Saudades de ti minha mãe flor
Margarida!
A solidão dói.
No entanto, quando eu estava quase perdendo minhas forças, ouvia a respiração dos meus filhos, a risada contagiante, a fala inocente e a alegria presente.
Então, meu corpo reagia, o ar voltava, e, devagar, tudo se encaixava novamente.
Teus beijos são trovões dentro do meu peito. O coração quase explodindo e saindo do peito é meu estado de espírito quando te vejo.
A culpa, sobre algo que tenha feito, é, quase sempre, prova de empatia. Sem culpa, sem dor, sem consciência.
Ela dorme depois da dipirona,
sua muito e seu rosto se abateu,
este ateu quase reza ou se flagela
numa zona sombria e conflitante...
Gostaria de achar essa fé pop
que saltita nos templos destes tempos,
nos entope do clima entorpecente
de alegria dormente ou convulsiva...
Meu amor se derrama sobre ela
em desvelos, silêncios, atenções,
na capela das minhas esperanças...
Peço ao caos, ao silêncio, à solidão,
palavras de condão pra sussurrar
e fazer com que a febre "vá de retro"...
Hoje quase posso dizer as medidas exatas do sofrimento. Na verdade, não louvo nem maldigo a vida, por causa disso. Sequer mandingo na tentativa de uma possivel fuga, pois entendo que a sina se constrói ou aluga o nosso corpo enquanto há pulso.
Muito mais do que isso, agora sei da verdade, face a toda mentira que ela acomoda. Entendo, resignado, que os contentos que a entrecortam são feito modas ou viroses. Só a tristeza é vida, pela tradição que a perpetua enquanto há. Tristeza é lua que rege nosso tempo em nós.
Bem sei que nada nos livra desta história; deste livro de folhas entreabertas que enseja penumbra e solidão. Tenho chances cada vez mais desertas e mesmo assim vou relutando contra todos os lutos do viver, para ver se cumpro meu luto vital e uma certa missão que os clichês impõem a todos.
Sobre tudo o que dói sei quase tudo, e quase nada restou de se atinar sobre as coroas de farpas da conquista exangue dessa cruz que se carrega. Do sangue ralo e coalhado com que se rega o caminho na ilusão de um tempo que ninguém viu.
Há mais grilo do que esperança... Mas parece que a segunda é a última que morre... Por isso vivo. Com que pretensão nem sei, mas vivo.
