Quase

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⁠Não tenho nada
Mas divido quase tudo o que tenho
Ninguém sabe o dia de manhã

O mundo é imenso..diverso..quase que infinito para alguns.
Mas ao mesmo tempo tão pequeno a ponto de se achar alguém tão especial dentro dele.

✻ FranXimenes ✻ 21/11/14

Não te obrigues a amar quem, por algum motivo, gosta de ti. Se esse motivo se esgotar, é quase certo que não terás defesas para evitar o sofrimento. O afecto forçado não cria raízes e, quando a base desaparece, o vínculo cai com ela.
Amar deve ser escolha consciente, não resposta à conveniência, à pressão ou à carência. Onde não há vontade genuína, há apenas adiamento da dor.

Um dia perfeito

Hoje é um dia perfeito.

As funerárias estão vazias, quase esquecidas. Não há velórios para organizar nem despedidas para ensaiar. Ninguém morreu hoje. Não houve acidentes fatais, nem tiros encontrando pais de família no caminho de casa. O bandido não matou. O marido não feriu, não agrediu, não matou a própria esposa. Hoje, nenhuma mulher precisou temer dentro do lugar que deveria ser abrigo.

Os hospitais, acostumados ao excesso de dor, estão estranhamente calmos. Leitos vazios, corredores silenciosos, plantões que não correm. Não há filas, não há sofrimento esperando prioridade. Médicos e enfermeiros, desacostumados da paz, redescobrem o peso leve de um sorriso.

Mas, nas maternidades, é diferente.

Ali, a vida faz barulho. Há choro que anuncia começo, não fim. Mulheres que um dia ouviram que não poderiam engravidar agora seguram nos braços a resposta mais bonita que o corpo pode dar. O dia chegou. O filho chegou. O sonho também.

Hoje, ninguém passa fome.

A comida chega a todas as mesas. Talvez não seja banquete aos olhos de quem sempre teve fartura, mas, para quem já teve nada, aquele prato simples vale mais que festa. É o almoço dos sonhos. É dignidade servida quente.

Hoje, não há pessoas em situação de rua.
Não há corpos esquecidos nas calçadas.

Todos têm um lar, um endereço, um lugar onde descansar o corpo e a alma. Todos têm trabalho, o que comer, o que vestir. Vivem, finalmente, com dignidade.

Hoje, o mundo decidiu não machucar ninguém.

E talvez isso seja o mais assustador: perceber que esse dia perfeito não exigiu milagres, apenas escolhas. Não precisou de tecnologia nova nem de discursos bonitos. Precisou apenas de humanidade em prática.

Mas então o despertador tocou.

Acordei.

As funerárias voltaram a funcionar.
Os hospitais encheram outra vez.
A violência retomou seu turno sem atraso.

Tudo aquilo não passou de um sonho breve, desses que parecem possíveis demais para serem verdade. Ao abrir os olhos, vi que o mundo seguia fiel a si mesmo: o que não era para ser normal continuava normal.

A morte voltou a trabalhar.
A fome voltou a rondar.
A injustiça não perdeu o endereço.

Ainda assim, algo do sonho ficou.

Porque talvez o dia perfeito não precise começar no mundo. Talvez ele comece dentro de você. Se o mundo insiste em ser duro, ser melhor já é um ato de rebeldia. E, se houver a chance de ser gentil, exagere. Exagere mesmo. Sem cálculo, sem economia.

Talvez eu não consiga salvar o dia inteiro.
Mas posso salvar um gesto.
Uma palavra.
Um instante.

O mundo não mudou quando acordei.
Mas eu posso mudar antes de dormir.

Não 😞 não, tudo é difícil na nossa vida 🧬.
Não temos quase nada de tempo para vivermos juntos. Somos obrigados a conceder 90% do nosso tempo aos outros e aos fazeres da vida 🧬.
Caminhamos todos os dias em rumo diferente.
Passamos a maior parte dos Dias distante. Estamos sempre ocupados com alguém ou alguma coisa. Vivemos hoje, pensando no amanhã que nem chegou. Calculamos a vida por anos à frente na esperança de que vai mudar, e deixando o hoje para amanhã, se dizendo "amanhã eu faço". O amanhã chega e nada acontece. Pior ainda, acontece alguma coisa que frustra o plano.
Somos dois, não um exército 🪖. Eu por você e por mim.
Inverter o processo seria o ideal. Cuidamos de nós primeiro. E daí as outras coisas vão caminhar com certeza melhor.
Não posso falar de mim aqui. Pois é sobre nós.
Porém alguém precisa dizer quê o tempo não espera.
Se vc sentiu se ferida. Peço desculpas.
Más saiba que também me machucou. E fez marca na minha conduta como homem.
Eu sempre te desejei o melhor. E sempre lutei para torne sua vida feliz. Sinto muito por não conseguir alcançar o objetivo.
Más no pouco quê fiz. Foi com muita alegria.

Não elabore metas, elas quase não são cumpridas. Faça de cada dia um objetivo a ser realizado.

⁠Não crie grandes expectativas, aja com a razão, pois quase sempre, elas terminam em desapontamento ou decepção.

⁠Não espere muito das pessoas, no fundo, a espécie humana quase sempre nos surpreende negativamente, salvo exceções é claro!

O amor não necessita de justificação, ama-se porque se ama, e isso basta! Quase como se fosse uma espécie de belo absurdo essencial.

Um som leve, quase inaudível, como se alguém tivesse suspirado no exacto ritmo da minha respiração, atravessou-me.

E quase sempre tentamos acertar algo com o mesmo erro.
Muitas vezes não conseguimos ser a pessoa que precisamos, nem o amigo, nem o filho, nem o colega, nem o pai, nem nada certo.
Confiamos em pessoas erradas, tomamos caminhos errados e o pior: afirmamos coisas erradas na vida.
Mas não adianta, enquanto o mundo for mundo, humano for humano, erro for "sem querer" e errar ainda der algum resultado bom ou ruim, iremos viver assim.
Não fazemos o melhor porque "não queremos", e enquanto "EU" não mudar o mundo, a vida superficial permanecerá intacta em um pedestal de ouro.
E a vida boa? De verdade? A feliz?
Bom, ela continuará sendo esquecida, deixada de lado e perdida.

Falha no Refrão



Eu amei demais, e isso quase me salvou
corri atrás de algo que um dia também me correu.
Você lutou, eu vi no jeito de respirar,
éramos dois tentando acertar
mesmo quando o mundo já tinha desistido de nós.


A gente vivia tão bem no amor
que doía só de imaginar o fim.
Mas sem querer, tudo acabou,
como uma música que falha no refrão
bem na parte em que a alma canta mais alto.


Talvez o “pra sempre” não seja gente,
não seja mãos, nem promessas ditas baixo.
Talvez o pra sempre more nas lembranças,
nos detalhes que o tempo não apaga,
e no amor que, mesmo indo embora,
ainda mora em mim.


Talvez o pra sempre não seja sobre pessoas, talvez seja sobre as lembranças, lembranças de você.

Para o mundo, para todos, nem todos, quase todos, você é apenas um ser qualquer...igual ou desigual. Para o mundo tua luz reluz numa intensidade em que, a luz da lua dissimula. Para o mundo teu poder sobre o outro, não excede o brilho do sol. Mas...para uma ÚNICA pessoa entre todas nesse mesmo mundo, você é a essência da vida, o que te faz singular; você é a luz que ilumina o caminho; você é o brilho do olhar de alguém que reconheceu tua alma, que discerniu você...como raridade predestinada a amar, como um ser amor.
Flávia Abib

Constantemente o que muda tudo quase sempre chega disfarçado de detalhe insignificante.

Quase amor


Algo em mim não está certo,
Um vazio onde havia amor,
Silêncio onde havia riso,
Uma sombra cobrindo o sol.


Te amei como um tesouro raro,
Mas recebi apenas migalhas,
Ou será que fui precipitado,
Em esperar mais dessa batalha.


Você me pede um tempo, um respiro,
Promete amar-me como mereço,
Mas perdi para sua própria guerra,
Estranho agora quem conheço.


O amor já não está à vista,
Você deixou-o escapar, perdido,
Hoje, desisto desta luta,
Esta é, então, a nossa despedida.

VAI IDADE
Eu já perdi quase tudo nessa vida, menos a fé!
Já me levaram quase tudo, menos a vida!
Quando chorei no deserto, ele se encheu e virou um mar, caí em um poço tão fundo que nem a luz no topo poderia enxergar...
Analisei a vida de uma forma tão racional, pois nem sentimentos eu tinha mais...
A minha pele não tinha frio, nem sentia calor, não sentia fome nem sede, não encontrava mais coragem e perdi todos os medos...
Estava tão só que até minhas palavras eram segredos, minhas pegadas estavam no ar, minhas mãos tocavam o céu, não estava preso, mas vivia pior do que um réu...
O passado parecia o presente e o presente era o mesmo futuro, nada mudava e eu erguia dentro de mim, gigantes muros.
E por mais que tudo fosse quadrado, não se via os lados, quando se rejeita algo, também somos rejeitados.... quem disse que a culpa é dos culpados?
Um coração batendo é melhor que um coração parado, e muitos batem no peito, mas não passam de pobres coitados, muitos se perdem, outros se acham, mas poucos são encontrados...
Onde está o que prometeu?
Se for prometido já não é mais seu, e tudo se perdeu, a limpeza é feita pelo que varreu, só tem fome quem ainda não comeu, a porta só se abre para aquele que bateu e a vida só termina para aquele que morreu... e não creu, e todo fim vem com um começo e após a morte não será mais o mesmo, por mais que olhe por onde ande pode ter tropeços...
Se não mereço tudo o que tenho, um dia pagará o preço, quanto mais eu sofro, mais eu cresço, um dia no poço, cego, hoje tudo eu vejo e não é mais negro, e passei assim por essa grande e longa viagem, não andei nem um passo, mas paguei pela passagem, parecia ser tudo lindo, parecia paisagem, mas eu descobri que passa, pois é tudo vaidade...
Esses são os pensamentos de uma divindade que para mim confiou com muita lealdade e simplicidade!

"⁠Nesse mundo torto quase ninguém acaba ficando com a pessoa que mais amou na vida, apesar de todos fingirem que sim."

@precisavaescrever

A Urna Veio?

Há uma pergunta que se faz sempre que alguém morre. Tão simples, breve, quase automática: “A urna veio?”

À primeira vista, trata-se de uma questão de gestão de tempo: as pessoas precisam livrar-se logo da urna, pois ela pesa na consciência dos que ficam. No fundo, porém, é uma das perguntas mais metafísicas que a linguagem humana já forjou.

Quando alguém morre, algo inusitado sucede: o seu nome passa a ser insuficiente. Aquele que, há horas, era chamado pelo nome próprio — repleto de história, afectos, memórias e conflitos de legitimação — hoje é reduzido a um objeto. Ninguém ousa perguntar por ele ou por ela; pergunta-se pela urna. Pior ainda, pergunta-se se ela veio. O nome cede lugar à coisa.

A morte não sacrifica apenas a vida biológica; ela opera uma transmutação simbólica. O sujeito transforma-se em conteúdo da urna. A pessoa converte-se em recipiente prestes à decomposição. Aquilo que foi presença temida, respeitada, amada ou odiada torna-se restos mortais. A linguagem segue com fidelidade fria esse processo: deixa de nomear identidades de excitação e passa a rotular objetos de repulsa. São poucos os que se aproximam da urna, ainda mais quando ela contém restos mortais em avançado estado de decomposição. Até os perfumes teimam em desempenhar o seu papel com zelo.

Esse desvio de eixo gravitacional não é um acidente aristotélico. É a revelação do quanto nos é difícil lidar com a substância finita. Dizer “a urna veio” é mais consolador e aconchegante do que dizer o nome daquele que já se tornou autenticamente mudo. A urna veio — eis um termo técnico que nos protege do abismo existencial. É uma forma de anestesia simbólica. A sociedade precisa refinar a absurdidade da morte para continuar a funcionar; do contrário, ela se tornaria tão insuportável quanto a pedra de Sísifo.

Mas há algo de profundamente angustiante nisso. Durante toda a vida, lutamos para afirmar quem somos, para deixar marcas, para sermos reconhecidos como seres singulares. No fim, essa singularidade dissolve-se numa designação coletiva. A urna é sempre igual, apesar de conter restos mortais de seres irrepetíveis. A morte, nesse sentido, nivela desigualdades que nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos consegue suprimir: ela é radicalmente igualadora.

A pergunta “A urna veio?” diz mais do que se imagina. Ela diz que o corpo (matéria) derrotou o nome (ideia); que a ciência da vida (biologia) venceu a ciência das vivências (biografia); que a história pessoal foi brutalmente encerrada e substituída por um banho colectivo. O ser humano deixa de ser projecto — como diria Heidegger — e passa a ser coisa disponível, transportável, administrável.

No entanto, algo permanece. Mesmo quando dizemos “urna”, sabemos que ali está alguém. Só que é um alguém que já não responde. Há quem responda por ele lá fora. A linguagem tenta coisificá-lo, mas a memória insiste em humanizá-lo. Em surdina, o nome continua a ecoar na mente dos seus. É assim que nasce o luto: no intervalo entre o objeto dito (urna) e a pessoa lembrada (nome).

Por isso a pergunta incomoda tanto, talvez. Porque ela expõe, sem disfarces, o absurdo da condição humana: não é apenas o corpo que apodrece; é também a forma como o mundo nos nomeia quando já não temos possibilidade de responder. E quando o nome se revela insuficiente, resta a urna.

A morte, afinal, não é apenas o fim da vida. Nem é o início da briga pelo espólio.
É o começo do momento em que o humano deixa de ser chamado e passa a ser levado.

Sonhei com um amor sereno, quase cais,
encontrei ondas cruéis, altas demais.
Tentei ficar, tentei não me perder,
mas amar virou aprender a morrer.
Entre versos, naufrágios e solidão,
só o tempo me salva desse mar no coração.

Entre o Quase e o Nunca:
Às vezes, a maior ausência é daquilo que nunca tivemos.