Quanto Vale um Abraco
A eficácia de um direito mede-se também pela distância entre sua existência textual e sua realização social.
Northon Salomão de Oliveira pode ser caracterizado como um jurista da comunicação e escritor de orientação humanista e interdisciplinar, cujo horizonte intelectual aproxima a razão iluminista, a amplitude renascentista, os problemas do idealismo alemão e as inquietações existenciais, tendo o Direito como eixo de investigação da condição humana.
Interpretar o Direito não é simplesmente descobrir um significado escondido, mas participar da construção institucional do sentido.
Os olhos com certeza abertos enxergam, mas, para estar um passo a frente, é preciso enxergar com a Mente, então abra sua Mente.
Questão de Perspectiva
Nem sempre algo ruim é um problema.
Pode ser apenas uma visão de alguém.
Aquilo que se considera um dilema
Para outro é só um ponto de vista além.
Podemos encarar situações complicadas,
Resolvê-las é apenas questão de tempo,
Pode até demorar por serem delicadas,
Todavia, serão resolvidas no contratempo.
Esta é uma reflexão madura e positiva
Sobre como encaramos as adversidades,
Pois problemas são questão de perspectiva
E com o tempo resolvem com facilidade.
Quando mudamos o nosso ponto de vista,
O tamanho do problema é reduzido.
O tempo, por sua vez, traz uma pista
De ver o que era difícil já resolvido.
O peso de uma dificuldade
Não está na situação em si,
Nós é que buscamos oportunidades
De resolver tudo ali.
E, na pressa em querer respostas rápidas,
Podemos até mudar nosso ponto de vista,
Nos levando a dar um passo para trás
Diante de uma situação imprevista.
E o tempo, em seu ritmo inevitável,
Consegue acalmar o coração,
Transforma a tempestade mais notável
Em um momento de superação.
Raimundo Nonato Ferreira
Outubro/2026
O sofrimento silencioso é o que mais pesa no peito,
escondido atrás de um sorriso que o mundo vê.
As cicatrizes da alma muitas vezes não aparecem na pele,
mas moldam quem somos e a nossa forma de viver.
O agora importa. Faça de cada instante um momento significativo.
Fasa sempre o que certo para o amanhã seres bem sucedido.
A premiação mais importante que um ser humano pode ter, é acordar o corpo e despertar a consciência em um novo dia.
"A sensação de voltarmos ao passado em um pseudo retrocesso; é engano. O homem social, não ultrapassa o homem mental... O processo nos impõe retornos... A superação é realizar um melhor passado, toda vez que reacontecer."
Me sinto como um jardim sem flores.
O mais esquisito é que esse jardim já foi florido um dia.
Já teve cores, perfumes e vida.
Mas depois que você se foi, percebi que alguma coisa mudou.
O jardim continua no mesmo lugar,
mas já não é o mesmo.
E talvez o mais difícil não seja olhar para as flores que morreram,
mas lembrar de como era bonito quando elas estavam aqui.
Assim como no combate a um vírus, a luta na defesa pela democracia e pela autonomia de um país tem que ser 100%. Se essa luta não for feita com força, de forma individual e coletiva, visando atingir 100%, não iremos conseguir a casa da maioria. Isso significa que a luta tem que ser 100% e o grande êxito, por sua vez, é a eficácia da defesa da democracia e da soberania do nosso país.
O CORONELISMO DO SÉCULO XXI
Um povo entre a mentira, a cegueira e a esperança.
Há um povo que caminha sem saber para onde,
Que aceita a mentira e a verdade esconde,
Que ouve promessas vestidas de ilusão,
E entrega o seu destino às mãos da conveniência e da ambição.
Vive de narrativas, de histórias fabricadas,
De verdades distorcidas, de consciências aprisionadas,
Enquanto a ignorância, coroada de razão,
Transforma o pensamento em refém da manipulação.
Há políticos que ostentam títulos e saber,
Falam como intelectuais, fingem compreender,
Mas trocam princípios por alianças convenientes,
Apertam mãos suspeitas, sorriem para os coniventes.
Não lhes move a dor daquele que padece,
Nem a voz do trabalhador que luta e não enriquece.
O que lhes move é o cálculo, o interesse pessoal,
É manter-se no poder, ainda que o preço seja moral.
E o povo? Ah, o povo, cansado de esperar,
Vê a mesma peça antiga novamente encenar.
Mudam-se os discursos, os rostos e as bandeiras,
Mas permanecem as promessas, as mesmas prisioneiras.
Há uma militância cega, fiel à repetição,
Que confunde lealdade com ausência de razão.
Defende o indefensável, não admite contestação,
Faz do líder um ídolo e da crítica uma traição.
Prometeram novos tempos, anunciaram transformação,
Mas o futuro continua distante do sertão.
A esperança bate à porta, ninguém lhe estende a mão,
E o amanhã permanece refém da velha encenação.
E assim ressurge, em pleno século XXI,
O coronelismo antigo, agora vestido de comum.
Já não precisa da chibata para impor sua vontade:
Basta controlar o discurso e negociar a necessidade.
O voto, que deveria ser instrumento de mudança,
Torna-se moeda de troca, cabresto da esperança.
E quem deveria escolher os rumos da própria história
Vê outros decidirem seu presente e sua memória.
Não há liberdade plena quando o medo dita a escolha,
Nem democracia viva quando a consciência se encolhe.
Não há povo soberano se lhe negam o saber,
Pois quem não pode questionar dificilmente pode escolher.
Mas um povo não nasceu condenado à escuridão,
Nem deve eternamente ajoelhar-se à manipulação.
A ignorância não é destino, a pobreza não é sentença,
E nenhum poder se sustenta para sempre na ausência de consciência.
Que um dia esse povo descubra a força que tem,
Que não deve sua voz a político algum, nem a ninguém.
Que aprenda que ser livre é pensar sem ter senhor,
É cobrar de quem governa, sem submissão ou temor.
Que as promessas sejam julgadas pelas obras realizadas,
Que as alianças sejam vistas, não apenas celebradas.
Que títulos não escondam a falta de honestidade,
E que o poder se curve, enfim, diante da dignidade.
Porque um povo que pensa já não aceita qualquer corrente,
Não se curva a sobrenomes, nem se vende eternamente.
E quando a consciência desperta e a verdade rompe o véu,
Cai o trono dos coronéis, por mais alto que esteja ao céu.
Pois o maior triunfo de um povo não é trocar de governante,
Mas deixar de ser refém de qualquer dono arrogante.
É escolher o próprio rumo, sem cabresto e sem favor,
Fazendo da consciência sua arma, e da liberdade, seu valor.
Não faça planos para o futuro porque não sabe se haverá um futuro pela frente
O que importa e viver o hoje focando no presente e valorizando o momento atual.
Às vezes, queria mais
Só um pouco mais
Me bastaria enxergar
Mas parece que tudo o que tenho
É o que não posso ver
E sigo me agarrando
Ao que não posso tocar
Porque a verdade é que isto
Nunca foi suficiente pra mim
O que jamais quis
Jamais pôde me bastar.
- Marcela Lobato
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