Quanto Vale um Abraco

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Nada é mais desolador do que fazer um pedido já consciente de que a resposta será negativa.

Até um erro pode ser corrigido, mas o riso é tão espontâneo que seria absurdamente impossível desrir.

Aqueles que te dão um ‘melzinho’, podem ter um ‘felzão’ pra ti.

A vida é tão bela que um simples cumprimento não melhora apenas um dia; pode transformar profundamente uma vida inteira.

Ainda que os dias sejam corriqueiros, rotineiros e ordinários, a fé faz de cada amanhecer um novo começo.

Prefiro falar de coisas; falar de pessoas já é um recurso muito usado por quem vive em busca de engajamento.

Na direção da vida

Um barco desaparece no horizonte, pois busca um destino a alcançar…
As pessoas também desaparecem de nossas vidas… Por quê?
Seríamos nós tão ruins assim?
Como os barcos, por vezes ficamos à deriva.
A vida não é precisa; navegar, sim!

Olhos e mente travam um duelo incessante; desse embate nasce um profundo abismo entre o óbvio e o abstrato.

A natureza humana é um paradoxo: abriga, ao mesmo tempo, o hedonismo e o pudor.

A facilidade traz desconfiança, comodismo e, às vezes, até um sucesso sem mérito.

Manipular alguém é a mesma coisa que um robô coçar uma frieira.

Se tua zona de conforto te credencia a achar que estás certo, desasnar jamais será um verbo conjugável.

BUCOLISMO ORTODOXO

Um misto de paz e equilíbrio nos transporta para uma viagem que, sutilmente, revigora a alma.

Uma descoberta a cada instante nos desperta o desejo de querer sempre voltar.

Um entusiasmo que renasce a cada visita, mesmo quando repetida.

Uma alegria infinita que mantém vivo o agradecimento pelo dom da vida.

Um conforto longe de casa que traduz tudo aquilo que é calmo, simples e saudável.

Uma alternativa à rotina que acaricia e massageia suavemente o nosso espírito.

Um ponto de equilíbrio que nos convida a desacelerar diante do ritmo frenético da vida.

O SER QUE É MEU

Ser bem-aventurado é acordar agradecendo a Deus por mais um dia.

Ser feliz é contentar-se com o que se tem, sem cobiçar o que pertence aos outros.

Ser ousado é viver intensamente, sem se preocupar com o que pode vir depois.

Ser cauteloso é pensar, pensar e agir pensando.

Ser rico é fazer da fraternidade o seu maior patrimônio.

Ser humilde é reconhecer as próprias origens e jamais esquecê-las.

Ser generoso é construir laços de amizade sem se deter nos defeitos do próximo.

Ser genuíno é conhecer pelo nome aqueles que amamos e a quem queremos bem.

Ser persuasivo é convencer sem precisar bajular.

Ser valente é ousar na medida em que se acredita ser certo.

Ser sábio é procurar conhecer um pouco de tudo e aprender sempre mais.

Ser abençoado é reconhecer a presença de Deus em tudo aquilo de que precisamos na vida.

Aproveite tudo o que você tem e infle sua alegria;
a gratidão é um périplo suntuoso rumo à felicidade.

A leitura tem um objetivo nítido, claro e preciso: prejudicar veementemente a tua ignorância.

O crescimento se deve a um punhado de vivências regadas a uma enxurrada de alegrias e decepções.

Um academicismo fútil que necessita constantemente fazer uso de frases notórias para validar os seus próprios pensamentos.

O HOMEM, А BANDEIRA E А TOLERÂNCIA DEMOCRÁTICA
Havia um homem que teve a coragem de levar uma bandeira de Israel para junto de defensores da Palestina. Talvez acreditasse que, numa sociedade que tanto proclama a tolerância, a liberdade de expressão e a democracia, fosse possível empunhar um símbolo controverso sem ser tratado como inimigo.
Mas bastou a bandeira aparecer para que a tolerância desse lugar
à fúria.
Aqueles que tanto falam de paz, respeito e direitos humanos atacaram-no como cães raivosos, como se a sua simples presença constituísse um crime imperdoável.
O homem, coitado, até terá agradecido aos céus por ter sido um abençoado com tão calorosa recepção. Afinal, quando a moralidade se transforma em agressividade e a tolerância se manifesta à pancada, sobreviver já parece uma bênção divina.
As pancadas, essas, só ele sabe a dor que lhe deixaram.
E fica a pergunta: de que serve proclamar a liberdade, se não somos capazes de respeitar a liberdade de quem pensa de maneira diferente?
Porque a verdadeira tolerância não se prova quando estamos rodeados por aqueles que concordam connosco. Prova-se quando temos diante de nós alguém que discorda de nós — e, ainda assim, reconhecemos o seu direito de existir, falar e empunhar a sua bandeira.
A democracia não se mede pelos slogans que gritamos, mas pela violência que somos capazes de recusar.

Houve um tempo em que eu acreditava que certas coisas eram absolutamente essenciais. Hoje, depois de tantas experiências, entendo que o essencial é encontrar em mim a força para transcender qualquer realidade.
Há compreensões que nascem do que vivemos em silêncio. E só nós sabemos o que foi preciso atravessar para chegarmos até aqui, a este exato momento.
E parte dessa força está em aprender a nos aceitar, compreender nossa história e nos perdoar. Honrar quem somos é nos permitir mudar.