Quanto Vale um Abraco

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Realmente um grande erro pensar que é dando que se recebe.
Porque então a espera da reciprocidade pode se tornar um grande sacrifício.

Era fim de outubro, em ano resseco. Um cachorro soletrava, longe, um mesmo nome, sem sentido. E ia, no alto do mato, a lentidão da lua.
(A hora e a vez de Augusto Matraga)

Não importa onde a vida me leve, me encontre com um sorriso.

A lucidez em alguns, é um dado primordial, um privilégio, e mesmo um dom. Não têm necessidade de adquiri-la, de procurá-la: são predestinados a ela. Todas as experiências contribuem para torná-los transparentes diante de si mesmos. Se vivem numa crise permanente, a aceitam com naturalidade: ela é imanente à sua existência. Em outros, a lucidez é um resultado tardio, o fruto de um acidente, de uma rachadura interior que ocorre em dado momento. Ao que tudo indica, viver é desmoronar progressivamente.

Virar um (a) adepto (a) do poliamor não é eliminar os ciúmes de forma instantânea como em um estalar de dados. Os ciúmes existem e são trabalhados de forma que virem flexibilidade, compreensão do outro. Quem adentra o poliamor decide amar com a lucidez de que outras pessoas também habitam o coração do seu parceiro (a).

Analgésicos não aliviam as dores de um coração partido.

Em vez de medir o seu sucesso ou fracasso na vida pela capacidade de concretizar um objetivo individualizado e específico, lembre-se que a direção que seguimos é mais importante do que os resultados individuais. Se continuarmos a seguir na direção certa, podemos não só alcançar os objetivos que desejamos, mas também muito mais.

Embora não previsto no Código Penal, é a chantagem emocional um dos mais nefandos crimes que se comete contra as pessoas.

Um dia ele me disse que era uma pena que os homens tivessem que ser julgados como cavalos de corrida, pelo seu retrospecto.

Sim, sou um malabarismo de imprevisibilidade, um sussurro dentro da realidade, sutil no pensamento rápido no movimento. Mas cuidado, se aproxime com calma, primeiro conheça a área, mas não tente me descobrir, você não vai conseguir, meu mecanismo é insano, comum, fantástico! Mas espere, você ainda não me conhece, tente não me enganar, pois quando você foi eu já voltei. Sou sem limites, excessivo, maluco! Sem limites também nos sonhos, voo longe, posso ir muito além, vou ter uma ilha talvez ser alguém. Valorizo as poucas coisas e se te valorizo aproveite, não é tão fácil ter o meu valor, mas cuidado, não o destrua, crio um para cada pessoa, posso tentar colar, mas os riscos e falhas vão continuar. Quero ser livre, liberto, ousado! Posso tudo naquele que me fortalece, se quer bem eu somo, se não, descarto. Não sou perfeito, e nem quero: vivo a vida todo o dia como se fosse o último dia! Esse sou eu, tampouco experiente mas com sede de evolução, uma mente comum mas com alma no coração.

A pior dor do mundo é a dor da perda de um filho. A segunda pior dor do mundo é a dor de você ver o seu filho sofrer e não ter como consolar.

O verdadeiro amigo é um tesouro raro. Portanto, se você achar uma pedra bruta, lapide-a, faça tornar-se um pilar na sua vida. Se achar um reluzente diamante, preserve-o, não deixe que o tempo enfraqueça sua magnitude. Se achar um simples ramo, cultive-o, para que um dia não venha a morrer por ausência de cuidado.

Dentro de cada um de nós existe uma história que precisa ser contada. Intimidade, pois, significa compartilhar nossa história. Isso nos ajuda a lembrar quem realmente somos, de onde viemos e o que é mais importante em nossa vida. Compartilhar nossa história nos mantém sãos.

do livro "Os Sete Níveis da Intimidade"

Há um instante em que o olhar se recolhe e as cortinas se fecham, não como fim, mas como pausa — a lente descansa do excesso, aprende a não capturar a dor que insiste, e no silêncio desse apagar de luz, nasce a coragem de escolher: ou se acende de novo por dentro, ou se aceita, com dignidade, que até desistir também pode ser um gesto de lucidez.

Em minha defesa, meu querer é simples, mas não é raso: quero ser leve nos braços de um homem, não forte demais para carregar um menino

Cultivar flores é mais do que um gesto, é um exercício silencioso de sentir. É tocar a terra com delicadeza, como quem entende que tudo o que cresce precisa, antes, ser acolhido.


Há quem veja apenas pétalas. Mas quem é sensível enxerga processos: o tempo da semente, a espera da raiz, a coragem do broto que rompe o escuro em direção à luz. Cultivar é respeitar esses ciclos sem apressar, sem exigir apenas cuidar.


A sensibilidade mora nisso: em perceber o que não grita. Em regar mesmo quando ainda não há sinais. Em acreditar no invisível, no que está sendo formado longe dos olhos.


Flores não florescem sob pressa. Elas respondem ao toque certo, à luz suficiente, ao silêncio necessário. E talvez seja por isso que quem cultiva flores aprende, sem perceber, a cultivar pessoas, sentimentos e a si mesma.


Porque amar, no fundo, é isso: um ato contínuo de cuidado, presença e entrega, mesmo quando tudo ainda é semente.

Desejos Impossíveis

Há desejos que não batem à porta. Eles entram silenciosamente, ocupam um canto da alma e aprendem a morar ali.

Tentamos ignorá-los. Mudamos os caminhos, desviamos os pensamentos, ocupamos as horas com outras urgências. Dizemos a nós mesmos que já passou, que não faz sentido, que é melhor seguir adiante. Mas alguns desejos conhecem atalhos que desconhecemos.

Eles atravessam o tempo escondidos em uma lembrança, reaparecem no perfume que o vento traz, em uma música esquecida, em um instante qualquer entre a distração e o silêncio.

Quanto mais fugimos, mais percebemos que a distância nem sempre é capaz de desfazer o que criou raízes.

E assim o desejo caminha.

Não apressa os passos, não exige explicações. Apenas permanece, percorrendo os corredores mais secretos do coração, esperando o dia em que será acolhido, transformado ou, quem sabe, compreendido.

Porque há desejos que não nasceram para ser esquecidos. Apenas seguem existindo, atravessando estações, sobrevivendo às ausências e encontrando maneiras de nos lembrar que algumas partes de nós continuam vivas, mesmo quando tentamos convencê-las do contrário.

Hoje, não peço ao dia que seja extraordinário.


Basta que ele encontre um jeito de pousar leve sobre os ombros cansados, de abrir uma fresta onde antes só havia muro, de lembrar ao coração que nem tudo precisa florescer de uma vez.


Há sementes trabalhando em silêncio sob a terra. Há respostas amadurecendo longe dos olhos. Há caminhos se formando enquanto a gente apenas continua.


E, às vezes, continuar já é milagre suficiente para um dia. 🌿

" eu só quero um amor sincero, que toque minhas mãos e faça minha vida mudar. "

Quando se serve a Deus, ajudar ao próximo não é um fardo, é uma honra.
Frases cristãs 7⁠