Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
O rei não sabe brincar
Ele não quer mais tomar esse posto
Perdeu o poder para uma rainha que tomou seu coração
O rei quer abdicar a burrice
Queimar todos os cigarros
Longe da boca
Em uma grande fogueira
Bem na porta da sua casa.
Eu me retiro
Saio antes que acabem comigo
Inventem mais
Falta tanta poesia em sua contestação
Que quase morro de frio
Nesse calor
Pode ir...
As bolhas de sono estão prontas
Pra explodir
Agora
Na hora marcada
Ou também na não esperada
Fora do Ritmo
.
Eu não quebro tons
Apenas não tenho mais molejo
A ousadia do experimentalismo me deixou
Esqueci como se cria
Se toca
Não me lembro como cantar seu amor
Esqueci como se cria
Se toca
Não sei mais abraçar teu calor
A ausência de ousadia não irá melhorar nada
Mas ela em sua essência e plenitude
Talvez ainda nos ajude a dormir
Não sei Pra quê tanta força ?
Se o dinheiro é mais forte.
E à morte ainda é mais forte,
Porque ela não nós deixar levar nem um terço do que temos em vida.
Não que seja insensatez, meu bem
Mas comigo, só se significar mais
O nome da dona é todas
E hoje, você inicia a noite com o dom, todo em tuas mãos
E pela manhã, não que seja receio...
não vem com esses olhos pra cima de mim,
de estrela carente querendo um céu pra brilhar
meu codinome é amor, vulgo, quero mais
e meu endereço é da dona, o nome dessa, me satisfaz
sem cara dura, essa cabeça já é madura de outros carnavais
qual o motivo desse abraço medroso?
Como se eu fosse sair pela tua porta sem entrar jamais (duplo sentido)
Vem aqui, ver a vida do meu ângulo
Meu coração não tem aresta,rouba espaços e um pouco mais
Claro que te prometo um não abandono
Minha cabeça não irá te esquecer jamais
Aproveita teu prazo sem pensar no amanhã, minha satisfação é vasta demais
Que o oco me tinja de branco
Da mente aos pés
Por que já não posso mais forçar
Assim
Todo esse azul
Em mim
Hoje definitivamente não vou sair
Nem por você
Muito menos por mim
Mais tarde me alimento de tédio
Raiva
E vou dormir
Assim
Passeando por pesadelos
De barriga cheia
Se soubesse como é triste acordar
Ir trabalhar
E mais tarde fingir que está tudo bem
Não recusaria minhas preces
É noite na cidade, mais uma noite no fim do mundo
A isolação traz, a preocupação do vazio sentimental...
Mas que absurdo! É só outro buraco sem fundo,
Tanto espaço vazio e ainda nos sentimos tão normal...
Ainda é noite na cidade, mais uma noite no fim do mundo,
As luzes não são escudos, abrigos seguros, para nossas baladas...
Mas onde estão os “caras”?...Daqui eu só vejo fantasmas!
E tantas luzes para se iluminar tão pouco o caminho de casa..."
Sobre A Luz das Velas
Encontro-me com as mais valiosas
Ferramentas em minhas mãos
Pelos meus dedos escorrem letras
Em um mundo extremamente frio e amargo
Meus olhos fixam-se naquele pedaço de papel branco
A melodia escrita nas rimas
Refleta o mais puro dos sentimentos
Pois é fascinante a combinação
Do lápis e daquela folha
Mas por que as palavras ainda não fluem?
Resisto firmemente a amargura
Com uma armadura metalica
Com letras douradas
Que protege-me diante de tanta ignorância
De tanta bobagem e de tanta cegueira
Dirijo-me ao meu refujo
Onde encontro a liberdade
Junto a chave sagrada para os portões.
Negros que tentam bloquear meus pensamentos.
Voando por um mundo azul
Onde meu corpo movimenta-se
Conforme o vento toca as árvores.
De repente acordo
Com o vinho derramado sobre mim
E vejo-me no espelho
Refletindo A luz das velas
A luz de minhas ideias.
"Quando os problemas não são corrigidos no tempo, vai ficando cada vez mais difícil corrigi-los a tempo."
Se para um filho o mais importante não é Deus no céu e a mãe na terra, então só há uma explicação, os dois estão no céu.
Por mais difícil que seja
Tente...
Por mais chato que pareça
Experimente...
Mas desistir jamais
Pois nesse mundo, ninguém é incapaz...
"A morte não é a coisa mais certa da vida. E nem a vida é a coisa mais certa na morte. A morte é a coisa mais inSerta na vida; e a vida é a coisa mais inCerta da morte."
