Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

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Alma de Tuiuiú no ninho do mês de maio,
que da poesia ostenta --- o mais sagrado,
Onde o desabrochar das flores dos ipês-rosa
como preces recordam a promessa amorosa.


Promessa que foi cumprida e floriu no lugar
que foi enterrado o heroico guerreiro indígena;
Como prova de amor para a sua amada
além da vida que hoje enfeita a nossa vista.


Desta e de tantas recordações que a memória
resgata com particular lírica se finca a história,
para se envaidecer e honrar de cada glória.


Para que legados entre os dedos não escorram,
para de tudo o que importa por nada nem ninguém
tenha nenhum poder de fazer que a gente desista.

A mesa brasileira é tão perfeita
por mais que alguns tentem,
não tem como alterar a ordem.


É tão magnífica a mesa brasileira
que dá para escrever coletâneas,
ela é indígena, africana, europeia,
e recebeu muitas outras influências.


Da mesa brasileira todos têm a sua
parcela pela contribuição da origem
que cada antepassado levou para esta terra.

Há anos ninguém aprendeu
e nem mais ensinou
nesta porção continental
a olhar para o alto
do nosso Hemisfério Austral.


Onde a posição, a voz
e a memória indígena
são todos os dias cortados
até em meio aos Andes,
Das lágrimas do povo
aguayos têm sido tecidos,
Nenhum dos capítulos
serão por mim esquecidos.


Por audácia e pretensão
continuo por herança
se a tal que incomoda,
A guerra sempre é
a dileta filha da fofoca,
Por isso quero ser sempre
que a minha língua
seja a espada que a corta.


Olhos e mente de Condor
sem pausa diante da vista,
ainda seja por pura poesia;
Porque a América do Sul
não merece virar nostalgia.

Não me interessa nunca
mais olhar para trás,
Desde que encontrei
com os meus olhos austrais
os teus olhos sensuais
mais supreendentes,
Outros caminhos
não conheço mais.


Reviver o que se foi,
é querer viver sem rumo.
Sem olhar para trás,
quero seguir em frente,
Agora tenho direção
e não quero conhecer
mais outros caminhos
porque qualquer
outro não me levarão
até o seu caminho.


Como chuva mansa,
o teu coração tomarei
de um jeito inusitado,
E quando você se der
conta estará capturado,
e nas tuas mãos te darei
o poder do meu coração
perdidamente apaixonado.

Na minha boca só mantenho
a sua pele, os seus beijos
e as melhores e mais finas palavras
misturadas com o aroma
do chá da macela reservada da colheita;
E não o que desejam incutir
para nos manter desorientados;
para nos fazer distanciados.


Os lábios e a carícias veneram
tudo o que se descobre em veios
de ágata deste nosso sul brasileiro
com o norte molhados de desejo
pelos teus lábios bonitos e capazes
de fundir com arte elevada o ródio.


Porque se eu for me perder
que seja na perfeição dos teus traços,
para que o prêmio nos tornemos laços
entre trocas e voluptuosos abraços.


O alucinante, o arrebatador e o viciante
definirão rumo aos nossos passos.
O flerte com a imprevisibilidade,
dissolução de um no outro,
a elegância, a abertura e a multiplicação,
trazendo à tona a inevitabilidade
das polaridades em perfeita rendição.


No painel ordinário dos dias
escrever, pintar e desenhar,
para no cotidiano formas dar
com as nossas cores suntuosas,
inspiradoras e inesquecíveis,
para que nos sintamos incríveis.


O corpo e a mente merecem
a concessão de alternância
para que o amor e o auge liderem,
e a intimidade escreva bela,
reservada e totalmente protegida
ao som do balanço das araucárias.


Para que a hierarquia natural
de quem dá e recebe prazer seja
preservada das influências externas,
para que a reverência não se perca.


Da elegância e rendição existencial
alcancem a pavimentação perfeita,
para que a polaridade se afine
de forma a entender e só responder
os nossos códigos de prazer
sensoriais, secretos e sagrados.

Leio cada linha do seu subtexto
que carrega mais do que mostra,
Além de seduzir, arte elevada
sou presença, constância
e substância até a distância.


Não quero que haja controle:
quero desejo, resposta e êxtase.
Não quero que haja negociação,
quero que venha como um furacão.


Sim, eu quero tomar e ser tomada,
por tudo o que é profundo e sem limite.
Desde o primeiro instante do clique,
da primícia do jequitiguaçu em flor,
da colheita e do preparo para o banho de amor.


Caminhar sobre o meu chão pátrio
e amoroso que também é feito
de mais de mil mármores e dolomitas:
Brincar além do tempo e soltar pipas.

Costumo dizer que a Língua Portuguesa é o idioma mais poético do mundo. Em especial, o Português Brasileiro, é o mais enriquecido.

A minha América do Sul
se tornou terra onde
ninguém mais descansa,
Que houve festança
pela vitória e recebeu disparos
intencionais de misantropia;
Para fazer o povo esquecer
que é a alegria que traz vida.


Só sei que quase ninguém
ultimamente está prestando
atenção com o desenrolar
da história na Bolívia,
Ainda trago algo mantém
forte tudo para que
faça que eu não desista.


Há quem destrua pontes
de boa comunicação,
E quando chegar a vez
da minha ponte ser destruída,
Darei a total distância,
mudarei a direção,
e optarei pela reconstrução;
Porque não quero perder
os meus olhos dos seus e nem do céu.

Ter a doce, livre e leve posse sobre ti,
E o meu dedo indicador pousar
nos lábios mais lindos que já vi,
no afã intenso de angariar,
Após o beijo, a pausa amorosa.


Para o teu fino aroma respirar...
E em toques leves, em paz divina,
Curar qualquer dor que porventura apareça,
Sendo a tua envolvente endorfina
com o maior orgulho e toda a delícia.


Assim nos colocar em movimento
e rir quando o tempo não colaborar
ou mesmo até se estiver fechado,
Para o voto de amar não ceder
ao padecimento e ao esvaziamento.


Florir em tempo de julho invernal
com convicção guaçatunga,
ser existencialmente toda tua,
a cada sinal teu, que se inaugura,
compartilhar a mais alta ternura.

Trouxeste a palavra luminosa

De mago e [santo,

Mais do que isso:

Enviaste a palavra de um [anjo,

Além do olhar e da interpretação,

Amar cura qualquer coração.



Rompendo o espaço sideral,

Nesse outono em anunciação,

Chegou a hora e a estação,

De anunciar o amor e a aurora,

Que transformarão de vez

- tudo o que é vão -

O amor que cura amargura,

- 'amarcura' qualquer amargura

Com ou sem amarula,

Eleva o campo astral da criatura.



O escritor que cruzou o mundo,

Semeando o profundo,

Nos voltando para nós,

Elevando o sentimento,

- santo -

E apaixonado de amar,

Tornando assim o coração

- adocicado -

Fazendo de cada um de nós

Corações purificados.



O amor libertador,

Além das letras, e poemas,

De quem escreve, e se atreve,

Alcança a pessoa que se arrisca,

Que se entrega e se converte

Ao que chamam de loucura:

AMARCURA!

⁠Semearam a discórdia, o ódio e a falta de patriotismo para nos roubar mais facilmente.

Essa sedução que arrebata, Doce alucinação, O destino nos trará um dia algo bem mais intenso do que uma simples paixão...

Sem medo de olhar fundo nos olhos da sedução, Mergulho de braços abertos nesse amor que é mais do que entrega total, ele é a nossa sideração.

Ouço no final do corredor
Você a me chamar,
colocaste Moon River
para tocar sob a luz
do mais lindo luar.

Quem é capaz de ir
até a Lua para a paz
para o mundo pedir,
é porque pelo bem
da Terra não se cansa
e dela quer cuidar.

Sempre dizem que o fim
do mundo está próximo,
prefiro os meus ouvidos
para o absurdo fechar
seja na serra ou no mar.

Quem é bem capaz
de sentir com arte
é muito mais poesia
do que pode pensar:
não é pela metade,
é enamorado da vida.

Sempre dizem que o fim
de tudo é o recomeço,
ignoro o julgamento:
estou a rodopiar
dançando com você.

Quem é capaz de se
entregar por inteiro,
não vive sem amor
por completo e sem
apreciar um vaga-lume:
é feito do que é verdade.

Porque poetas, músicos
e artistas são eternos
mesmo que você
em nós ninguém creia,
o clima se encarrega
de crescer a cerejeira.

Ninguém mais sabe como
E para onde foi Lorent Saleh,
Ninguém mais ouviu sequer
Falar em devido processo legal,
Ninguém mais sabe de nada
E nem dos direitos do General.

Ninguém sequer mais sonha,
Ninguém sequer está dormindo,
Ninguém sequer mais se fala,
Ninguém está sequer cantando,
Ninguém está se alimentando,
Ninguém está mais sorrindo.

Ninguém sabe que a vergonha
Tem mais de um endereço certo,
E que vai além do Helicóide;
Envio esse poema como o céu
Envia para a Terra um OVNI
Para quem os maltrata à toa.

Ninguém resolve mais nada,
Ninguém mais sabe da tropa,
Ninguém possui mais fé,
Ninguém procura mais a saída,
Ninguém está contente com tudo,
Ninguém imagina uma alternativa.

De ninguém para ninguém
É assim que também me sinto,
Porque ninguém está me ouvindo;
Que ninguém se sinta ofendido,
Pois é assim que um povo se sente
Quando não tem mais governo,
E nenhum apoio: NINGUÉM.

Aprecio o encanto desses olhos sutis, Que despertam as travessuras mais juvenis, Não existe delícia de amor mais feliz...

Ás vezes me pego pensando no que é um lar, por mais que pensemos que é uma casa, acredito que não. Acho que um lar é um lugar onde nos sentimos seguros, amados, acolhidos. As vezes esse sentimento pode vir ao estar com outra pessoa. Ou quando estamos sozinhos.


É muito ruim quando não temos um lar. Sentir não importa onde esteja, você não se encaixa. Que não importa o quanto você se esforce, ali não é seu lugar. Que ali, você não se sente completo.


Mas é tão bom quando você finalmente encontra o seu lugar. Melhor ainda quando você o conquista. Quando você encontra as demais peças do seu quebra-cabeça. E você se sente mais leve, mas feliz, mais aceito.

Lembrem-se sempre: As flores mais bonitas, assim como os animais mais coloridos, sempre serão os mais prováveis a ter venenos.

⁠Não olho mais
para o calendário

Esperando por você
espalho o meu perfume

Como Lila florescida
sou absoluta poesia.

⁠A liberdade de cair sob teus
Beijos mais profundos
Interligando nossos poros
Sobrenaturalmente e além
Move em mim uma força
Ondeante e sem fim