Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

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Mais que um acessório, o boné é a armadura de quem enfrenta o mundo com atitude.


EduardoSantiago

Ela não grita, não exige, mas insiste em ficar — esperança é a teimosia mais bonita que existe.


EduardoSantiago

⁠"A ponte mais difícil de atravessar é aquela que liga quem você foi ao que você precisa se tornar."


EduardoSantiago

O ninja mais poderoso não é aquele que some na escuridão, mas quem domina a arte de existir invisível dentro de si mesmo.


EduardoSantiago

“Os bancos da praça sabem mais de despedidas do que de descanso; sustentam corpos por minutos, mas guardam para sempre o peso dos amores que não voltaram.”

“Sorrir, às vezes, é o ato mais rebelde que alguém pode cometer — porque o mundo tentou endurecer o seu coração, e você decidiu permanecer humano.”

"O sorriso mais poderoso não é o que esconde a dor — é o que atravessou o inferno, encarou a ruína no espelho e sorriu para a cicatriz.”

“As correntes mais pesadas não deixam marcas na pele — deixam marcas na coragem, até que a prisão passe a ser chamada de destino.”

“O eclipse não apaga o sol — apenas lembra ao mundo que até a luz mais poderosa pode ser coberta por sombras… mas nenhuma sombra tem força para ficar para sempre.”

“O agasalho esquecido ainda guarda a forma… aquecendo um tempo que não existe mais.”

“O orvalho repousa sobre a manhã em silêncio, lembrando que cada instante, por mais leve, carrega o peso de uma eternidade invisível.”

“A poça d’água guarda o céu invertido — lembrando que até o reflexo mais simples carrega um mundo que não vemos.”

“O sorvete derrete no sol — lembrando que até as coisas mais doces têm seu tempo contado.”

“No silêncio da meditação, não encontramos respostas — encontramos o que já não dá mais para ignorar.”

Quando dois "certos" acharem que um é mais certo que o outro, os dois estão errados.

Ó capitão, meu capitão


Nestas longínquas águas,
Nestes imensos mares,
Não mais me encontro...


Sei que não estou a deriva,
Já que sigo pra um caminho que sei qual é...
Mas não sei para onde me leva.


Nestes tempos tenho me encontrado em tempestades,
Em ruas sem saídas,
Em vales sombrios.


E, em todos eles, meu capitão, não me achei..
Entre ratoeiras e poeiras, entre armadilhas e realezas.
Não me encontrei.




Ó capitão, meu capitão,
Dos poemas larguei a mão,
mas da mão não larguei a mente.
E ela, forte como antes, não dormiu,
Mas eu a reneguei e a rejeitei.
Agora, ando-me só.


Acompanhado mas só,
com companhia mas desacompanhado,
me vejo numa grande ópera, imensa e bela. Linda como nenhuma antes, mas tão vazia e contaminada...
E não sei como sair, sei que quero, mas não sei por que porta sair.


E se eu sair e a ópera se reconstruir tão bela e formosa como é? E se, por menores chances que seja a reconstrução, se descontamine e se reforme por si só?
Sem as tramanhas e mesquinhas mãos dos piratas sujos, tropeiros e interesseiros.


Mas e se eu ficar e desabar? Ou me contaminar por achar que a reconstrução há de vir..
Como hei de ficar? Ó capitão...


Tens me instruído mas não tenho entendido...
Tens me segurado e guardado, mas como covarde e teimoso não te respaldo..
Falho mais que todos os outros..
Fraco mais que todos os outros..


Ó capitão, meu capitão, perdoa pelos tropeços,
Estes tão bravos mares me atormentam e me fazem recordar de momentos de perdição.
Canso-me destes mares e ainda mais dos que vejo pela frente.
Mas me cansas no que eu mesmo me coloquei, ó capitão, meu capitão.


Instrua-me uma última vez por estas bravas águas. Instrua-me e me faça passar pelo fogo, meu capitão.
Que juro-te minh'alma que me tornarei o mais valente e sábio dos mares.

Nem toda evolução faz barulho. Algumas das transformações mais profundas acontecem em silêncio.

Pepita de Oliveira

Normalizem o "tenho mais o que fazer", porque realmente você tem.

A ⁠cada dia que passa eu tenho mais a convicção de que tudo está ligado, sem viajar muito, mas, atos e fatos são imprevisíveis. Tudo acontece e muda num curto espaço e tempo, permitindo-nos ter uma maior interação com tudo o que nos rodeia. O despertador que não toca, a palavra de alguém que não conhecemos, como vários outros fatos que nos fazem aprender mais ou não, modificando nosso ato inicial certo ou errado.

Elogiar a escrita é um ato íntimo. Mais íntimo que um toque, mais revelador que um olhar. Porque a escrita é a alma em código. Cada frase, cada pausa, cada palavra escolhida a dedo, tudo isso é o poeta a nu, sem máscara, sem defesa. Elogiar essa nudez é dizer: ''Eu vejo a tua alma. E acho-a bela.'' Não há elogio mais sublime. Não porque seja raro mas porque é verdadeiro. Quem elogia a escrita não elogia o que o mundo pode ver. Elogia o que o poeta escondeu no meio das palavras, esperando que alguém, algum dia, encontrasse.