Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

Cerca de 257741 frases e pensamentos: Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

Entre todos os tormentos que a alma humana pode suportar, não há nada mais dilacerante do que ver-se privado daquilo que deveria estar ao seu alcance. Contudo, mais cruel ainda é ser rejeitado, expulso, traído... justamente por aqueles que um dia juraram ser o porto seguro ao qual eu recorreria em minha hora de maior necessidade. Essa ferida não apenas consome o coração — ela desperta a chama da revolta.

Renascer se assemelha menos à vitória
e mais à humildade.
Não se trata de apagar a decepção,
mas de colocá-la no lugar certo,
sem deixá-la guiar meus passos.
Quando consinto em permanecer pequeno,
sem exigir garantias,
algo novosempre se reorganiza em mim.

Por sua divina ternura,
O amor renasceu
Da forma mais pura
Que em mim resplandeceu!
E nesse tempo abrasador,
A minh’áurea te escolheu!

Hoje o céu parece mais perto,
como se quisesse me apertar um pouco.
As nuvens quedas lembram daquelas promessas
que ficaram por aí.
Não foi falta de fé;
foi apenas o cansaço de esperar demais.

"Para todas as crianças que enxergam o mundo com mais profundidade, mesmo quando ninguém percebe. E para os gigantes silenciosos — de carne, de crina ou de amor — que nos ensinam a caminhar com calma e a encontrar beleza no ritmo de cada passo."
" Gigante: O amigo que mudou Tudo"
GIGANTE, O GUARDIÃO SENSÍVEL
Era mais que um cavalo – era um ser de sensibilidade rara, capaz de perceber o que muitos ao redor não conseguiam enxergar. Seu olhar calmo, profundo, parecia abraçar as emoções escondidas de quem se aproximava, lendo o silêncio e o desespero com a mesma intensidade. Desde o primeiro encontro, Antônio sentiu que gigante não reagia como as pessoas. Não havia pressa, nem cobranças. O cavalo ajustava seu corpo, sua respiração, de acordo com o ritmo do menino. Quando Antônio chegava nervoso, com as mãos trêmulas e os olhos inquietos, Gigante diminuía o passo e suavizava o balanço. Era um diálogo sem palavras, uma dança invisível construída na troca de sensações. Os músculos de Gigante transmitiam segurança e calma, como se ele dissesse: "Estou aqui, você pode confiar." Esse sentimento atravessava o corpo de Antônio, ajudando-o a se soltar da ansiedade que tantas vezes o paralisa. Aos poucos, o menino aprendeu que a regulação não era só um conceito abstrato aprendido com terapeutas, mas uma necessidade que afetava um ser vivo que dependia dele. Gigante tornou-se o espelho das emoções de Antônio. Quando o cavalo movia as orelhas para os lados, indicava inquietação; quando inclinava a cabeça para baixo, demonstrava relaxamento. Antônio descobria que poderia “conversar” com Gigante pelo toque, pela respiração, pelo olhar – e, na resposta do animal, encontrava um reflexo do próprio estado interno.

“Se é bom aqui, pode ficar ainda melhor se olhar para a infância com mais sensibilidade.”

Que hoje você descanse o coração,
sem tentar entender tudo,
sem carregar mais do que cabe.
O que é seu, encontra o caminho.
O que não é, se dissolve.
Siga no seu ritmo.
Com fé serena,
com os pés no chão
e o coração guardado.

Às vezes um versinho bem colocado dá mais identidade do que páginas inteiras.

O Visitante II


Depois que a casa aprendeu,
nunca mais abriu a porta
com as duas mãos.


Agora,
quem entra
já encontra o chão gelado,
as luzes apagadas
e uma cadeira vazia
posta no lugar certo:


longe demais
para parecer convite.


Há pessoas tão monótonas
que nem chegam como tempestade.


Chegam como poeira.


Sentam,
falam pouco,
prometem nada,
mas ainda assim
ocupam espaço
como móveis velhos
em cômodos que já pediam fogo.


Eu sempre soube.


Só não dizia alto
porque há verdades
que ficam mais bonitas
quando provadas
pelo próprio desaparecimento
dos outros.


No fim,
ninguém me surpreende.


Apenas confirma.


Uns rareiam.
Outros somem.
Alguns fingem delicadeza
enquanto deixam a lâmina
em cima da mesa.


Mas todos,
absolutamente todos,
partem do mesmo jeito:


fazendo silêncio
como se o silêncio
não tivesse digitais.


Eu vi.


Vi quando a presença
começou a virar intervalo.


Vi quando a palavra
perdeu peso.


Vi quando o cuidado
ficou preguiçoso.


Vi quando o “perfeito”
já vinha vestido
de despedida.


E ainda assim,
não pedi explicação.


Porque pedir clareza
a quem vive de sombra
é oferecer vela
a um túmulo.


A casa não corre mais
atrás de visitante.


Não limpa pegadas.
Não guarda copo.
Não espera retorno.


Deixa a poeira assentar
e aprende o nome
de cada ausência.


Há gente que se acha mistério,
mas é só repetição
com perfume barato.


Há gente que se acha perda,
mas era só tempo
escorrendo pelo ralo.


Há gente que pensa
que deixou saudade,
quando deixou apenas
uma prova:


eu estava certo.


Sempre estive.


E se um dia perguntarem
o que aconteceu,
direi sem raiva,
sem saudade,
sem brilho nos olhos:


nada.


Só mais alguém
entrou numa casa
que não merecia conhecer
e saiu pequeno demais
para virar lembrança.


Porque, no fim,
o que assusta não é perder pessoas.


É perceber
que algumas nunca tiveram altura
para serem chamadas de perda.

Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
​Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
​O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.

O galo não é despertador, é poesia,
Cantando o início de mais um lindo dia.
E o cheiro... ah, o cheiro! Café em brasa,
Se misturando ao perfume que mora na casa.
​O bolo de milho, de receita guardada,
Era a ponte doce da vida adoçada.
Mas nada, nada superava o calor
Do abraço da Vó, feito de puro amor.
​No colo macio, o tempo parava,
Tudo de ruim ali se apagava.
Saudade que pulsa, lembrança que fica,
Daquele tempo onde a vida era rica.

Mesmo nas noites mais longas, o amor serve como bússola e a esperança como o primeiro raio de sol. Não desista; o que é feito com o coração, o destino se encarrega de honrar.

Você não é mais uma presença, mas é a falta mais presente que eu carrego.

Te esquecer virou minha maior prioridade e, ironicamente, minha tarefa mais difícil.

Menos receio, mais destino.

O barulho do mundo lá fora só faz o meu vazio gritar mais alto.

Mesmo nas noites mais silenciosas, lembre-se: o mundo continua girando e novas conexões esperam pelo seu amanhecer.

A minha paz vale mais do que qualquer medo de estar só.

Dizer adeus dói, mas aceitar que não somos mais os mesmos dói ainda mais. Siga em paz, meu eterno ex-amor.

Onde está o meu amor, senão guardado em cada detalhe dos meus sonhos mais bonitos?