Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Minhas batalhas internas são as mais árduas da vida, invisíveis aos olhos alheios, mas profundamente sentidas por mim. Só eu as conheço, só eu as enfrento, só eu posso vencê-las.
O amor é a mais doce forma de negligência, onde a lucidez se despede, as dúvidas se calam e a alma, cega e entregue, se lança no abismo acreditando no que se resume em incertezas. Amar é desconhecer o significado das dúvidas, é o sentimento mais transcendental que existe e só o compreende quem, um dia, amou verdadeiramente.
Quando somos verdadeiramente doação, tornamos a vida do próximo
mais leve, ao partilhar-lhe o peso que o sufoca.
O tempo me ensinou que o silêncio é mais sábio que o orgulho. O silêncio guarda verdades que o orgulho apressa em disfarçar, ouvir é mais sábio que responder.
Deus me achou onde eu já tinha desistido de mim. Deus me encontrou no ponto mais frágil e ali plantar-se foi milagre e novo um começo.
O coração calejado ainda acredita, mas com mais calma e aexperiência amarga do coração o torna mais cuidadoso, acreditar agora é um gesto ponderado.
As dores me ensinaram a falar mais baixo e sentir mais fundo. A dor afinou os sentidos, ouvir, tocar, sentir, tudo ficou mais verdadeiro e profundo.
O amor não precisa ser grande, só precisa ser sincero. A sinceridade do amor vale mais que gestos grandiosos, é nela que se mede sua verdade.
Já caminhei em silêncio com Deus e Ele falou através do vento. O silêncio com Deus às vezes é mais eloquente que mil explicações, o vento traz a resposta que tanto necessito.
O amor é a cicatriz mais bonita que carrego. As marcas do amor permanecem como ornamento da alma, elas embelezam pela verdade que revelam.
A alma em paz vale mais do que qualquer vitória. A paz interior supera vitórias ruidosas; ela é a moeda que comprova um coração reconciliado.
Perdi a esperança, reencontrei na manhã, a primeira luz trouxe novo ponto de apoio, até a noite mais longa se dobra ao sol, a esperança volta com cada amanhecer.
