Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
"...e o mais importante é todo mundo poder se unir e fazer aquilo que a Família Cigana sabe fazer de melhor, união, música e vamos viver."
Hoje mais uma vez fui presenteada pela mensagem divina de que a felicidade está na simplicidade das coisas. Eu estava no sol do meio-dia, quando se aproximou um homem de sorriso banguela e muito simpático; com uma caixinha de mentos, mochila e história de vida nas costas. Ao se aproximar com aquele lindo sorriso, mesmo banguela ele falou: "Bom dia, menininha. Licença! Eu sou um pai de família, só tenho até até a quinta série, estou desempregado. Tenho uma linda família que sou responsável pelo amor da casa e também pelas contas. E estou aqui com essa caixinha cheia desses coloridos bombons. Veja que maravilha! Eu tenho um meio de ajudar a minha casa e deixar um passatempo no seu dia. Além de saber que minhas palavras tocaram esse lindo olhar."E agora estou aqui contando isso pra quem quiser ler, com lágrimas nos olhos. Porque eu presentearia aquele homem com um bilhete premiado da mega sena. Por sentir que ele ajudaria muitas pessoas. É isso! Cada um com sua cruz e com sua sabedoria. Viver é felicidade!
O amor é muito mais que uma palavra trocada, um telefonema ou uma gentileza. Não está em jeitos, manias, nem educação. Não é fonte de pesquisa, não está no achado e perdido, não é espera. O amor é solidão e pode ser multidão. Ele chega em hora marcada, precisa de saúde e paz no coração. O amor não é a solução dos problemas, o amor é a sabedoria de viver.
Amar é quando tem que ser, porque ja é. Não há como fugir. Ainda mais quando traz esse transbordar das cores, do pulsar, do respirar, do olhar, do sentir, da vida. É como desvendar os mistérios dos sonhos, é como descortinar o véu da sabedoria, é como perder a bussóla, é como se perder e achar dentro de si,no outro, o sentido que deixa os dias mais belos. Amar é viver, morrer e ressuscitar a cada segundo.
Respeitar os mais velhos, àqueles que vieram antes de nós. Nossas raízes. Quando estou embaixo destas senhoras, me sinto acolhida, sinto a força que elas carregam. Sinto seus poderes de cura. As árvores são como vovós curandeiras que transmutam energia. Estamos todos conectados.
Acredita-se que o amor mais verdadeiro e profundo mora no coração de uma mãe. Esse sentimento começa muito antes do nascimento, ainda durante a gestação, quando a vida começa a se formar em seu ventre sagrado. A cada toque na barriga, ela sonha e imagina o futuro, pensando no mundo que deseja preparar com carinho para seu filho.
Ser mãe é viver um sentimento eterno, nascido do amor mais puro. Mesmo enfrentando os incômodos da gestação, como enjoos e desejos, ela continua sonhando, fazendo planos e acariciando com carinho cada pequeno movimento do bebê, que já bate em harmonia com seu coração.
Os filhos nascem, crescem e, um dia, formam suas próprias famílias, num ciclo onde os sentimentos renascem, marcados pelos laços de um amor que nunca se desfaz. O tempo pode passar, a vida pode seguir outros caminhos, mas, no íntimo de uma mãe, um filho será sempre sua criança — alguém que precisa do seu colo, do seu cuidado, do seu amor incondicional.
Uma vez mãe, sempre mãe. O amor que nasce ali é eterno.
Acredito que Deus, em Sua infinita sabedoria, escolheu as mães como a forma mais pura de expressar o Seu amor. Em cada abraço, em cada gesto de carinho, revela-se a fonte divina da vida. Nos olhos de uma mãe, encontramos a essência mais verdadeira do que é amar sem limites.
Podemos afirmar com certeza que mãe é um anjo, que cuida, protege e, à medida que os filhos crescem, seu amor permanece imutável. O que ela sente vai além de qualquer imaginação, ultrapassa todas as fronteiras. Os instintos de uma mãe nos dão fé em sua direção, pois ela sempre deseja o melhor para seus filhos e luta para que não faltem felicidade e paz em suas vidas.
Mãe é o nome mais doce de se pronunciar. Ela é a base segura de nossos sentimentos, a certeza de que, mesmo quando crescemos, continuamos sendo para ela, eternamente, crianças..
PENSAMENTOS
A vida renasce mais uma vez
Para que através de escolhas
Possa evoluir ou quem sabe talvez
Levar a vida num sopro de bolhas
A vida é um pulsar de energias
Onde entre a dor de parto
Veja soar em correria
Num canto qualquer ou num quarto
Onde uma nova vida a surgir
Pra cumprir uma nova missão
Outra vida assim a partir
Onde sem explicação
Vamos nesse bate volta
Vivendo a cada momento
O ar que respira e solta
Pisando duro chão de cimento
Entre o real e invisível vento
Nas corredeiras em lágrimas
Explodem numa queda voraz
Onde ao brilho do infinito
Faz renascer nova corrente
Que nos leva sempre enfrente
Nos ciclos que evoluem alma e mente!
Eu acho que hoje não acordei muito bem, cabeça pesada. Esse frio parece deixar tudo mais parado. Isso não, necessariamente, é ruim, mas a sensação tende a ser estranha em dias assim. Mas não foi isso que mexeu comigo. Parece que há coisas mais importantes a me preocupar.
Pois bem, depois de ler algumas páginas de um amontoado de palavras, isso parece também não fazer muito sentido. Na busca por sentido, o que eu e você pensamos, gastamos energia, pode parecer uma preocupação egoísta. Existem situações mais sérias? Óbvio que sim. Mas isso invalida aquilo que você carrega como história?
Fato é que o debate continua. Mentes estão agindo, se preocupando, calculando rotas, se reorganizando, pegando atalhos, tomando decisões das mais variadas formas e, no fim, o que sobra são os resultados que cada um carrega, frutos do conjunto de tudo aquilo que viveu. Não há nada descartável, ou, para alguns, quase tudo é descartável.
O veredito sempre pode ser questionado, mas quem carrega a condenação são aqueles que tiveram que conviver com as consequências dos seus atos e, adivinhe... todos, absolutamente todos, carregam, consciente ou não, as consequências de tudo aquilo que decidiram, até mesmo não decidir. Porque, no fim, não se trata de estar certo ou errado, mas de qual ponto de equilíbrio você encontrou para que a vida faça algum sentido.
A vida pode ser um peso, pode ser tristeza, pode ser luto, pode ser trauma, pode ser temperamento, pode ser tudo. Pode ser dádiva, pode ser morte. Mas encontrar equilíbrio em meio à pressão de tudo aquilo que nos aflige, seja o pensamento, seja o abandono, seja a alegria de possuir, no fim, nada é tão real quanto enxergar que a vida é o que temos.
Você pode abandonar tudo: ideologias, certas convicções, traumas, decepções ou até você mesmo. Mas não pode ignorar que esta vida é uma oportunidade de tentar mais uma vez caminhar por um caminho. Não, não direi reto, sem preocupações, sem dores ou algo assim. Eu desprezo qualquer tipo de fórmula que tente nos fazer crer que a vida é, ou será, um caminho sem obstáculos. Inclusive, isso foge da realidade.
Pois, das poucas certezas que temos nesta vida, tristezas e desilusões são as mais comuns. Às vezes vamos ouvir isso dos mais velhos, mas, mais cedo ou mais tarde, entenderemos por conta própria o quão imprevisível e inevitável é viver com as dúvidas, com as dores, com o carma.
O viver é um presente por si só, mas encontra um pouco de afago quando temos consciência de que viver é estar vivo. E estar vivo é tentar novamente. Tentar novamente é estar vivo. Um ciclo sem fim, até que sejamos recolhidos deste mundo.
Nunca abandone quem ama vc este mundo não é grande demais pra isso acontecer porque mais tarde os dois caminhos se encontram
