Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Somos a primavera que nunca se cansa,
O livro que se abre, sem ter mais final.
No tempo, pairamos, em terna dança,
Um amor que a vida não pôs no portal.
Somos jovens demais para a dor que nos toca,
Para o adeus que o futuro insiste em soprar.
A alma, ingénua e forte, ainda se choca
Com o cinza que a aurora há de nos mostrar.
Éramos a promessa, o brilho sem fim,
Agora, a saudade que o hoje não sente.
Eternos amantes, neste jardim,
Jovens demais para sermos... ausentes.
Peço desculpas por te incomodar mais uma vez, mas vim aqui te falar uma coisa: amar alguém de verdade é deixá-la ser feliz. Às vezes, a gente pensa que amar é viver com a pessoa para sempre, mas não é assim. Amar é seguir em frente e deixá-la viver. O amor, quando é puro e verdadeiro, nunca morre e nem o tempo o apaga. As coisas boas ficam nas nossas memórias e no nosso coração. Ninguém esquece um grande amor.
Antes de mais nada, eu evitei te procurar por medo de me machucar mais ainda. É melhor e mais saudável sofrer por um grande amor em silêncio; não tenho vergonha de falar isso. Mas você sempre será o meu grande amor.
Desculpe-me mais uma vez por te incomodar, mas eu tinha que desabafar. Essas são palavras que eu guardo há vários anos para te falar.
As quedas servem para nos ensinar a levantar mais fortes. O segredo não é não cair, mas nunca aceitar ficar no chão
Peço desculpas por te procurar mais uma vez, mas senti que precisava deixar o coração falar. Aprendi que amar alguém de verdade não é sobre posse, nem sobre insistir em um "para sempre" que o destino decidiu mudar. Amar é, acima de tudo, ter a generosidade de deixar o outro ser feliz, mesmo que longe de nós.
O amor verdadeiro é silencioso e resiliente; ele não morre com a distância e nem se apaga com o tempo. Ele se transforma em memória, vira abrigo no peito. Ninguém esquece um grande amor, a gente apenas aprende a conviver com a sua ausência.
Sabe, ainda existe aquela música... a nossa música. Toda vez que ela toca, o mundo para e eu só consigo enxergar nós dois. A letra diz exatamente o que sinto agora:
"O tempo passou, só que nada mudou / O mesmo vazio de antes / Sua voz eu ouvi, nosso mundo eu senti / E a mente vem recordar / Do mesmo perfume, do mesmo olhar / O beijo que o tempo guardou / Invade a razão, toma o coração / E a saudade me faz lembrar"
Evitei te procurar por muito tempo. Tive medo de me machucar, medo de abrir feridas que nunca cicatrizaram de verdade. Escolhi sofrer em silêncio por ser mais "saudável", mas hoje o silêncio ficou pesado demais. Você sempre será o meu grande amor, e não tenho vergonha de assumir isso.
Perdoe o incômodo, mas esse desabafo estava me corroendo. São palavras guardadas há anos, presas na garganta. Se me perguntarem sobre arrependimentos, minha resposta sempre será aquela viagem para Petrolina. Eu sei que o relógio não volta atrás, mas saio desse silêncio com uma certeza: você nunca poderá dizer que eu não te amei.
Hoje me sinto mais estranha do que de costume. Como se o mundo não fosse mais preto e branco… ele estivesse envolto em um cinza espesso. Há momentos em que meu coração parece esquecer o próprio ritmo, como uma música que se perde na neblina. E, ainda assim, este corpo continua aqui, arrastando seus ossos e sua carne… acumulando cansaços que não vieram apenas do dia, mas da própria experiência de existir. Há uma fadiga antiga em mim, um peso que não tem forma, como se a alma carregasse pedras que meus olhos não conseguem ver.
Os mais fortes carregam a suavidade da gentileza.
Os mais sábios guardam silêncio como tesouro.
Os mais felizes vivem no segredo da simplicidade.
O valor verdadeiro não grita, floresce em silêncio.
O poder autêntico não precisa ser visto, apenas sentido.
Quem precisa de aplausos para existir… ainda não conheceu a própria grandeza.
Um leão não abandona os seus!
Até quando percebe que envelheceu e que não é mais útil, retira-se da alcateia para ajudar os seus!
“Aprendi a falar pouco — só o necessário.
Com o passar dos anos, aprendi a ouvir mais, a acertar mais,
porque já não tenho tempo para erros.”
— Wander Von Müller
O tempo presente é o único território real. Quando o presente se desalinha, tudo o mais se torna ilusão. Foi assim que aprendi a falar menos, a ouvir mais, a acertar mais — porque já não tenho tempo para desperdícios.
Ela é terra rara, morada daqueles que ousam sentir a vida. Talvez eu devesse ter vivido mais assim: mais solto, mais inteiro. Mas não esqueço o momento em que essa liberdade tocou meu coração, como um chamado profundo.
Somos seres com necessidades físicas, mas também com inspirações e aspirações. Há muito mais em nós do que imaginamos, somos uma energia vital capaz de conquistar tudo o que desejamos.
Existem pessoas que, por mais que busquem, se veem presas à única verdade que conhecem: a realidade que vivem. Elas tentam, mas, enquanto não abrirem os olhos para outras perspectivas, estarão sempre andando em círculos. Este é o tipo de pessoa que culpa tudo e todos ao seu redor, briga com o mundo e se vê como o único detentor da verdade absoluta. Mas a verdade é que, ao se fechar em suas próprias crenças, elas se perdem na ilusão de que possuem o poder de definir o que é certo e errado. E o pior: enquanto continuam nesse caminho, deixam de crescer e evoluir, porque se recusam a enxergar além do que já conhecem.
Ofereci a ti as palavras mais sinceras que pude encontrar,
e deixei que o destino se desenhasse ao seu próprio ritmo.
Hoje, com a alma mais serena,
vejo a imensidão da transformação que vivenciei:
você despertou algo profundo em mim,
me fez enxergar quem realmente sou.
Na suavidade desse despertar, encontrei partes de mim que estavam adormecidas,
e ao te conhecer, compreendi que o amor não é só aquilo que damos,
mas também o que nos transforma, nos faz crescer.
Você, sem saber, abriu portas dentro de mim que eu jamais imaginei que existissem.
Quando aceitamos que nosso tempo é único e não deve ser apressado, nos permitimos viver com mais consciência.
No silêncio dos detalhes, encontro você — e em nós, Deus revela a forma mais simples e pura do amor.
No silêncio dos instantes, o amor revela sua forma mais verdadeira — é na simplicidade que ele se torna infinito.
