Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

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E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana. E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda. Porque você enterrou meu sonho aprisionado pela perfeição e me libertou para vivê-lo.

E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora. Doeu um, dois dias. No terceiro, a melhor coisa do mundo virou a melhorzinha. Que virou a décima melhor. Que virou nada, vai ser assim, sempre é.

Quanto ao resto, bom, ninguém nunca precisou de resto para ser feliz.

Pâmela Rugoni Belin

Nota: Trecho adaptado de um texto de Pâmela Rugoni Belin.

Por isso, com muito custo, chacoalhei minhas mangas! E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora! Doeu um, dois dias… No terceiro, a melhor coisa do mundo virou a melhorzinha… Que virou a décima melhor… Que não virou nada.

Experimento junto a ti, um sentimento novo, de confiança e paz. Gostavas, tanto quanto, das longas caminhadas sem destino, através do campo, percorrendo caminhos que não levam a lugar algum. Aliás, não tinha a necessidade de chegar a parte alguma. Bastava-me o fato de estar tranquila ao teu lado. Tua natureza pensativa combinava com meu temperamento tímido. Nós nos calávamos juntos. Em seguida, tua voz grave, bonita e quase velada, tua voz retemperada pelo silêncio, interrogava-me suavemente sobre minha arte e sobre mim mesmo. Compreendi logo que sentias por mim uma espécie de ternura mesclada de compaixão. Eras bondosa. Conhecias o sofrimento por havê-lo curado ou minorado muitas vezes. Adivinhaste em mim um jovem doente, ou um jovem pobre. Eu era realmente tão pobre que sequer te amava. Em ti via somente a doçura.

Naquele momento passou pela sua cabeça o quanto era estranho ela estra vivendo justamente aquele instante: o quanto era estranho viver uma única vez e depois nunca mais voltar a vida. E então ela exclamou:
De que serve o eterno criar,
Se a criação em nada acabar?

Tanto quero o pão quanto o vinho. A realidade e a fantasia.

Inserida por liviafortes

"Afinal do que adianta gritar pra meio mundo ouvir o quanto nós temos que ficar juntos se você não é capaz de mover um dedo pra que isso seja possível? De quê adianta eu dá píti quando mais uma menina idiota vem pedir seu telefone recusando todas as suas circunstâncias (que só eu sou obrigada a lembrar), se você não dá um passo em minha direção pra que elas vejam pra onde o seu destino aponta? De quê adianta ter toda a certeza do mundo de que eu sou a mulher da sua vida se eu não faço parte da sua vida?!" Tati B.

Inserida por gabriiellem

Buscar metas impossíveis, tanto quanto almejar metas medíocres, é receita para a infelicidade: o segredo está no equilíbrio.

Inserida por AugustoBranco

Poucas sensações são tão frustrantes
quanto se ver possuidor de um tesouro
e saber-se indigno dele.

Inserida por AugustoBranco

Precisava ser apenas – terra. E quanto a esta, todos a têm sob os pés. Era tão estranho sentir-se viver sobre uma coisa viva.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Doçura da terra.

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Inserida por thaseries

Eu prezo cada amigo verdadeiro que eu tenho, pois sei o quanto é difícil me aturar.

Inserida por carlalopes

Composição Francesa ( composition française)

Quanto rapazinho Napoleão era muito magro
e oficial de artilharia
mais tarde tornou-se imperador
foi quando ganhou barriga e muitos países
e no dia em que morreu ainda estava
barrigudo
mas só que mais nanico.

Inserida por juliamb

E o que importa é o quanto isso te faz sorrir. E só...

Inserida por jeanrosana

Escureceu tudo... caio por um abismo feito de tempo...

O que é preciso é cada um multiplicar-se por si próprio

Fernando Pessoa
Aforismos e afins. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Fernando Pessoa
Poema em Linha Reta

O homem é um egoísmo mitigado por uma indolência. O animal é a mesma cousa.

Fernando Pessoa
Aforismos e afins. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Tão cansado de ter achado como de não ter achado. O fim e a soma do que somos, já o Pregador o disse: vaidade e aflição de ânimo.

Fernando Pessoa
Aforismos e afins. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

O bem é um mal necessário. Se não existisse o bem, ou a ideia dele, não conheceríamos o mal, portanto o bem é ele próprio um mal, e é necessário (para conhecer o mal): um mal necessário. Q.E.D.

Fernando Pessoa
Aforismos e afins. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.