Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

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A árvore mais forte da floresta, por exemplo, não é aquela que está protegida do vento e escondida do sol, mas aquela que está exposta, que é forçada a usar sua força e resistir contra o vento, contra a chuva e contra os raios do sol.

Napoleon Hill
As 16 leis do sucesso. Barueri: Faro Editorial, 2017.

⁠Hoje é meu aniversário, um dia muito especial! Mais um ano de vida, espero que com muita saúde, amor e sucesso para mim e para todos os que me cercam.

Levar-te à boca,
beber a água
mais funda do teu ser -

se a luz é tanta,
como se pode morrer?

Eugénio de Andrade
ANDRADE, E., Obscuro Domínio, 1972

Seu olhar é como o brilho das estrelas mais brilhantes do céu.
Sua boca é a mais linda que já beijei, e que os meu lábios ja puderam sentir.
Adoro quando o teu corpo toca ao meu.
Com o calor ardente da paixão.

— Quero beijá-lo mais uma vez antes de morrer.
Os olhos dele se arregalaram. Azuis como o mar e o céu no sonho de Tessa, quando ele caiu longe dela, azuis como as flores que Sophie colocou em seu cabelo.
— Não...
— Diga nada que não seja sincero — concluiu para ele. — Eu sei. Não estou dizendo. É verdade, Will. E sei que pedir isso ultrapassa todos os limites plausíveis. Sei que devo parecer um pouco louca. — Tessa olhou para baixo, depois para cima outra vez, reunindo coragem. — E se você puder me dizer que pode morrer amanhã sem que nossos lábios voltem a se tocar, e que não lamentará nada, então me diga, e desisto, pois não tenho direito...
As palavras de Tessa foram cortadas, pois ele a pegou e a puxou contra si, tocando a boca na dela. Por uma fração de segundo, foi quase doloroso, afiado de desespero e uma fome quase descontrolada, e ela sentiu gosto de sal e calor na boca, e o engasgo da respiração de Will. E então suavizou, com um controle forçado que ela pôde sentir por todo o próprio corpo, e o roçar de lábios contra lábios, a ação recíproca de línguas e dentes, intercalando dor e prazer em um espaço de instantes.
Na varanda dos Lightwood, ele foi tão cuidadoso, mas agora não estava sendo. Deslizou as mãos pelas costas de Tessa, passando os dedos por seus cabelos, agarrando o tecido solto nas costas do vestido. Ele quase a levantou, de modo que os corpos se tocassem; ele estava contra ela, o comprimento longo do corpo de Will ao mesmo tempo rígido e frágil.(...) Ela segurou firme nas costas e nos ombros de Will enquanto ele a carregava para a cama e a colocava ali. Tessa já estava descalça; ele tirou as botas e deitou ao lado dela. Parte do treinamento de Tessa foi sobre a remoção do uniforme, e as mãos dela foram leves e velozes sobre a roupa dele, soltando os fechos e a puxando de lado, como uma concha. Ele a descartou impacientemente e se ajoelhou para soltar o cinto de armas.
Tessa o observou, engolindo em seco. Se fosse mandá-lo parar, a hora era agora. As mãos cicatrizadas de Will eram ágeis, abrindo as presilhas, e quando ele virou para deixar o cinto cair ao lado da cama, a camisa – molhada de suor e grudando nele – deslizou para cima, exibindo a curva oca da barriga, o osso arqueado do quadril. Ela sempre achou Will lindo, os olhos, lábios e rosto, mas nunca tinha pensado em seu corpo assim. Mas a forma dele era bela, como os planos e ângulos de David, de Michelangelo. Tessa se esticou para tocá-lo, passar a mão, suave como seda, na pele dura e lisa da barriga de Will.
A resposta dele foi imediata e surpreendente. Will respirou fundo e fechou os olhos, e o corpo ficou totalmente imóvel. Ela passou os dedos pelo cós da calça, com o coração acelerado, sem saber o que estava fazendo – havia instinto ali, guiando, algo que não conseguia identificar nem explicar. A mão de Tessa se curvou na cintura de Will, o polegar tocou o osso do quadril e puxou-o para baixo.
Ele deslizou para cima dela lentamente, apoiando os cotovelos em ambos os lados de seus ombros. Seus olhos se encontraram, se sustentaram; tocavam-se por toda a extensão dos corpos, mas nenhum dos dois falou. A garganta de Tessa doía: adoração, melancolia, na mesma intensidade.
— Beije-me — falou.
Ele se abaixou lentamente até os lábios apenas se tocarem. Ela se curvou para cima, querendo encontrar a boca dele com a sua, mas ele recuou, acariciando sua bochecha com o nariz e passando os lábios no canto da boca de Tessa – em seguida, pela mandíbula até a garganta, provocando pequenos choques de prazer pelo corpo da jovem.
Ela sempre pensou nos próprios braços, mãos, pescoço, rosto como coisas separadas – que a pele não fosse a mesma que encobria tudo, nem que um beijo na garganta pudesse produzir efeitos até as solas dos pés.
— Will.
As mãos dela puxaram a camisa dele, que cedeu, com os botões arrancados, e a cabeça dele balançou para se livrar do tecido, todo cabelos selvagens, todo Heathcliff nos pântanos. As mãos dele foram menos certas no vestido dela, mas ele também o retirou, por cima da cabeça, e o descartou, deixando Tessa de camisa e espartilho. Ela ficou imóvel, chocada por estar tão despida na frente de alguém além de Sophie, e Will lançou um olhar selvagem para o espartilho que foi apenas em parte por desejo.
— Como... — perguntou ele. — Isso sai?
Tessa não conseguiu se conter; apesar de tudo, riu.
— Ele é amarrado — sussurrou ela. — Nas costas.
E conduziu as mãos dele até que os dedos encontrassem as fitas. Então ela tremeu, não de frio, mas pela intimidade do gesto. Will puxou-a contra si, agora com suavidade, e a beijou mais uma vez na linha da garganta, e em seu ombro, onde a camisa o deixava exposto, com o hálito suave e quente contra a pele dela, até que ela estivesse respirando com a mesma intensidade enquanto as mãos o acariciavam nos ombros, nos braços, nas laterais. Ela beijou as cicatrizes brancas das Marcas na pele de Will, envolvendo-o até se tornarem um emaranhado quente de membros e ela engolir as arfadas de Will.
— Tess — sussurrou ele. — Tess... se quiser parar...
Ela balançou a cabeça em silêncio. O fogo na lareira já estava quase extinto outra vez; Will era todo ângulos, sombras e pele dura contra ela. Não.
— Você quer isso? — A voz dele soou rouca.
— Quero — respondeu. — E você?
O dedo dele traçou o contorno de sua boca.
— Por isso, eu seria eternamente condenado. Por isso, eu abriria mão de tudo.
Ela sentiu o ardor por trás dos próprios olhos, a pressão das lágrimas, e piscou cílios molhados.
— Will...
— Dw i’n dy garu di am byth — disse ele. — Eu te amo. Sempre.
E se moveu para cobrir o corpo de Tessa com o seu.

Os cães são mais gratos que os homens.
Mas trato bem a todos.
Aos cães com mais carinho...

A chave para a felicidade,é se agarrar ao que você mais quer
e nunca soltar

O som das palavras, por vezes ilude. Mais vale o silêncio da atitude.

Minh'alma repousa no mais escuro vazio,
minha mente vaga por um universo desconhecido
Minha sanidade, pelo mundo vive perdida
Mas meu coração ainda bate,
continua a fazer folia
É aquele antigo amor
que faz com que eu sinta repulsa de mim
Por me entregar por inteiro,
a quem não dá metade
Repulsa por eu pedir esmolas,
pedir migalhas de amor,
de quem não tem coração.

Procuro mais uma vez alguma palavra rara pra começar a expressar todas as pequenas coisas que por muito tempo guardei lá no fundo de mim.
Tudo começa com um dia normal, de tardezinha vida nova, de noite nova vida. Quem duvida que uma vida possa mudar em alguns segundos? Pois eu acredito piamente que esses segundos sim, são muito mais, ou foram muito mais do que alguns segundos.
De repente e não mais que isso, mais perto do que o que a mente sozinha poderia alcançar, surge alguém que uma história poderia mudar.
E depois de um conturbado jogo sem soluções, um “abraço” inesperado muda as peças de lugar. Um beijo na luz do luar, um abraço que me fez voar. Literalmente e conotativamente voando, um pouco acima do chão, com a cabeça no topo das nuvens.
Foram os primeiros dias conturbados, com dois pensamentos em uma só cabeça, talvez em duas cabeças, embora conversas tenham esclarecido um pouco do que acontecia há um tempo atrás, absoluta certeza tenho de que contar pensamentos alheios não é assim, tão fácil. Com essa idéia, decido falar de mim. O medo e a coragem eram visíveis, algo parecido nunca havia acontecido. Era o arriscar, com medo de errar, mas a certeza de tentar.
Acertei e isso é fato, hoje não faço mais idéia do que seria a minha vida sem aquele sorriso tão acolhedor.
Não é difícil perceber que tudo aquilo foi muito mais do que uma simples história de amor para fazer sorrir e fazer sonhar, foi um aprender, um aprender a amar e amar.
Em meio a tantas palavras, talvez não seja a tarefa mais fácil encontrar sentimentos, talvez esse nunca tenha sido o meu dom. Existe tanta coisa por dentro e uma porcentagem pequena de tentativas entendidas. Quando eu digo que te amo, é uma vitória pra mim. Deixar saírem as palavras escondidas dentro de um enorme e apaixonado coração.
Agora diga que é fácil notar que embora a garota dos pensamentos complicados ame, ela precisa se situar. Sorrir, cantar, brincar, sorrir, amar, sorrir, sorrir, sorrir. Ela só quer sorrir.
Horas, dias, meses. O tempo passa e pequenas coisas mudam de pouco em pouco. No final tudo mudou, e hoje nada mais é como ontem, assim como hoje não foi como amanha.
Se amanha for como hoje, queira Deus que hoje tenha sido mais um dia de amor.
A noite cai e embora tão aqui do lado, queria com você estar abraçada. Sem mais brigas ou sofrimento, sem essas coisas pequenas que acumulam e acabam machucando de pouco em pouco, tirando aquela proteção, agulhando de pouco em pouco, tirando o sono, fazendo parar e pensar se tudo está como deveria estar.
E por falar em estar... E agora onde está você? Chegou e dormiu, chegou e chorou, chegou e se divertiu, chegou e se vingou. Tantas opções e tão pouco de intenções.
Volta aqui e tenta entender que o que eu mais quero é que o nosso tempo seja só de sorrisos, um fazer feliz e um feliz ser.
Tudo o que eu quero é alguém que me faça feliz.

Mais um dia amanhece, o sol ainda não apareceu, Mas talvez hoje seja nublado, o que nao nos impede de viver mais um tempo concedido por Deus

Nada dá mais impacto a uma frase do que falar e virar as costas.

Só quando consumirmos este planeta Deus nos dará outro. Seremos lembrados mais pelo que destruímos do que pelo que criamos.

Amor, quando é amor, termina em barraco. Se termina em silêncio, já não era mais nada.

A obra de Deus ,não é mais importante do que Deus .

A porta

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.

Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.

Eu sou muito inteligente!

Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!

Vinicius de Moraes
A arca de Noé (1970).

Despedida

Correnteza abaixo, riacho frio, para o mar,
a onda libertadora ela refere:
Não mais por ti meus passos irão,
para sempre e sempre
Corrente, doce corrente, por gramado e prado
Um riacho, então, um rio:
Agora, por ti meus passos devem ir,
para sempre e sempre

Mas aqui suspirará vosso carvalho
E aqui vosso arbusto estremecerá
E aqui por ti zumbirão as abelhas
para sempre e sempre

Milhares de sois jorrarão sobre ti,
Milhares de luas rebrilharão;
Mas não por ti meus passos irão,
para sempre e sempre.

Cultivar o brilho em seu olhar
É a coisa mais bela que eu posso querer

Eu fui uma menina apaixonada pelos seus carinhos, eu sou. Eu fui o seu passado mais recente, o seu amor mais duradouro. Eu fui sua magua mais ridicula, fui sua vida. Dói lembrar do passado, e te enxergar somente lá. Dói saber que meu presente não te tem, que o meu futuro não te vê. Dói saber que dei tudo por você, sem ao menos te conhecer. Eu fui, e sempre serei uma menina apaixonada pelos seus carinhos, a única que precisa do seu abrigo.

Por mais que eu tente me desligar, eu consigo encontrar ele, sem querer, nos mínimos detalhes.