Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Parece mais um filme
o trançado de vime
do destino que nos uniu
no caminho de amor
sem sede de voltar atrás
que nem a cerâmica
do cotidiano o desfaz.
Como o Sol da Venezuela
nasce no Esequibo
ando pedindo
a liberdade da tropa
e de mais de um General
em cada um dos meus
versos latino-americanos.
O General que foi do MBR-200
partiu de supetão sem ter
visto a tão sonhada restituição
da dignidade nacional;
O quê fizeram com
ele e com os fiéis soldados
foi um injusto brutal.
Não se tem garantia
se deixarão vivo
o General que pede
pelo encontro, perdão
e reconciliação nacional,
Tem sido visível por parte
de uns a opção pelo Mal.
Ninguém sabe e sequer viu
onde foi parar a herança
de humanidade de 13 de abril,
Só sei que do ínicio até o fim
a palavra o General cumpriu
e a parada respiratória como
um furacão da vida o levou.
Não se fala em outro assunto:
Não permitamos o quê foi
feito com ele com o General
que por pensar diferente
continua preso injustamente.
Só não vê quem não quer
que a lei do mais forte
sempre acaba pesando sobre
quem tem a boa fé de crer
na liberdade de se entregar
de corpo, alma e coração.
Em vez de condenar planos
de poder por covardia,
eles optam em calar vozes
como a do General que foi
preso numa reunião pacífica
e que espera sem êxito até
hoje por liberdade e justiça.
Só não vê quem não quer:
a jogatina geopolítica
jamais reconhecida
que pisoteia toda a gente,
e a roda da vida que vem
se suportando porque
quase nada está evoluindo.
Eles fingem que não
veem tal problemática
porque para eles
anda sendo conveniente,
O quê menos importa
é a dor da tropa
que também é gente.
Eles optam por gosto
com quem é conivente
com a dor famigerada
da espera gota a gota
do diálogo da rodada
em pleno México,
porém se esquecem
que Deus está vendo....
...nunca mais viu...!
...o General nunca mais viu
a liberdade,
...a Justiça ali sumiu...!
...nunca mais nem a tropa a viu...!
...O General nunca mais viu
o velho Pai,
e dele não se despediu,
não porque não quisesse:
a humanidade de quem
(tem a vida dele nas mãos)
não o permitiu!!!
...nunca mais viu...,
o irmão do General partiu
e não sei
se dele o General
também não se despediu.
só sei que ele nunca mais viu,
não porque não quisesse,
não porque não quisesse;
(só sei que ele está preso
passando porque aquilo
que nenhum ser humano merece).
I
Saudades não será
mais uma tragédia
esquecida na Pátria
onde no mesmo dia
o riso foi arrancado.
A dor dos nossos
não comove nem
mesmo os nossos,
o meu coração
continua doendo.
Insone porque falta
o oxigênio essencial,
sobra provocação
a todo o instante
e urge todo cuidado.
O nosso drama não
comove ninguém
por todos os lados,
o meu coração
está aos pedaços.
Nesta América Latina
onde nos pisoteiam
o tempo inteiro e vidas
escapam como um
furacão entre os nossos dedos,
como as que perdidas
nos campos do Império.
As mortes banalizadas
em todos os instantes,
e tem gente que acha
que há como viver como antes.
II
Não sei mais o quê
falar onde possíveis
falsas notícias dizem
que presos políticos
civis foram levados
aos cárceres comuns.
Não sei mais o quê
falar onde possíveis
falsas notícias dizem
que presos políticos
militares foram levados
para Ramo Verde.
Perguntar até onde
foi parar o General
que está preso inocente
é falar com as paredes,
mas mesmo sem
sucesso ainda peço
confirmação ao Universo.
Nesta América Latina
viciada em indiferenças
e traições como
as sofridas por El Salvador
que brincam nas estações
com cada um dos nervos
e fazem perder paradeiros
como os de jovens na Colômbia,
e seguimos fingindo que
nada disso está acontecendo.
Levaram o amado
da filha do General
mais antigo e preso,
poderia até condenar,
não é sempre que
eles estão errados.
O lúcido é esperar
e aguardar os fatos
para criticar ou não,
e para rezar que o
os direitos humanos
sejam resguardados
O diálogo nacional
para se reconciliar
com os prisioneiros
de consciência total
como é o General
preso injustamente
já deveria ter
((((acontecido))).
Aprisionam ainda
o velho tupamaro,
a minha Mãe sempre
me pergunta quando
é que vão libertá-lo,
e eu nem sei mais
a ela o quê responder.
O Carlos Lanz segue
((((desaparecido))))
e não há nada que
faça este juízo
((((convencido)))),
não há resposta
plausível para o quê
pode ter ocorrido.
Convencionado está
que a América Latina
virou terra insone,
A noite mais longa
de nossas vidas não
passará tão cedo:
não ando dormindo
porque estou medo.
O nhanduti do destino
levou os paraguaios
a marchar pelas ruas,
eu vejo isso da terra
do inconsciente coletivo.
O autoritarismo cresce
enfadonha, enlouquece
e o neocolonialismo
está nos consumindo,
e os chilenos resistindo.
O tempo está passando
sofrido, pesado e lento
neste lugar onde a morte
não anda quase comovendo,
Tenho versos para dividir
com os exércitos e o tempo;
e sigo pedindo a liberdade
da tropa e do General
com insistência e verdade.
(Porque onde dói o coração
do povo o meu continua sofrendo).
o quê é liberdade
de consciência
é tudo aquilo que
nada tem a ver
(com ofensa)
por mais que
a pessoa mereça;
deixem de ser
(pessoas esquisitas)
é tempo de lucidez,
calma, estabilidade
e de reatar a amizade
(com a verdade)
o General é inocente
e apenas deu uma opinião
como todos vocês sabem,
nem o tempo é capaz
de dissolver a realidade.
Só com amor
é possível respirar,
E as diferenças
nas mais sutis
fronteiras superar,
Não me canso
de ser grata
à Venezuela
por tudo e tanto;
Ela foi capaz mesmo
com tudo o quê
vem passando
tornou o caminho
latino-americano possível
para o meu povo viver,
(deste oxigênio para nós
jamais vou me esquecer).
Não vou mentir que
ainda quero saber:
da tropa, do Capitão-de-Navio
e do General que preso
injustamente não deve permanecer,
(perdão por não conseguir me conter).
Faltam pouco mais
de dois meses,
para completar três
anos de injustiça
contra o General,
há um arrepiante
silêncio sepulcral,
e tudo parece igual.
I
Micropoema à 30 de novembro...
Mesmo que ninguém me veja,
porque se trata de só mais um poema,
misturado no ar e entre a tropa,
(na boca do povo com toda a certeza),...
quero saber se soltaram
o General que preso não
deveria nenhum minuto estar;
não tenho nenhuma notícia
quando a Justiça vai o libertar.
II
Micropoema à 1 de dezembro...
Outros mais de duzentos já
(deveriam para casa voltar),
apenas só soltaram vinte e seis;
com um pouco mais de boa vontade
não é difícil fazer cumprir as leis,
como se encontra o General:
Socraticamente só sei que nada sei.
O General por ter exercido
a livre expressão
onde há muito tempo
já não mais se podia,
e ainda não pode;
ele segue há quase
três anos na prisão
e a opressão contra muitos
em igual situação
permanece estendida.
Só sei que se ali eu estivesse
com toda essa poesia
também reclamaria.
O General é um símbolo
de honra e dedicação,
com a Pátria dele
e isso é e sempre
foi uma continental constatação
onde falta oxigênio e justiça,
desconfio que neste momento
devem de novo ter
proibido de receber visita,
se indignar e falar ali sempre
tem virado caso de polícia.
Só sei que se ali eu estivesse
com toda essa poesia
também estaria apreendida.
Só sei que se ali eu estivesse
com toda essa poesia
pela reconciliação insistiria.
O General está preso há mais
de dois anos e meio,
e de novo não deixaram vê-lo.
O General está enfermo,
e de novo não deixaram vê-lo.
As filhas pediram a liberdade
do dedicado Pai,
e de novo não deixaram vê-lo.
O General é inocente,
e de novo não deixaram vê-lo.
O General está preso
injustamente,
e de novo não deixaram vê-lo.
Tudo acontece neste continente,
e de novo não deixaram vê-lo:
Acabou Constituição de Pinochet,
as cotidianas tiranias estão vivas
e de novo não deixaram vê-lo.
Para o auxiliar do autoproclamado
houve escape diante de todos,
e para a inocência do General não
tem havido nenhuma misericórdia.
A única prova que existe é que
não há provas contra o General,
e de novo não deixaram vê-lo:
Para quem não se dedica
há glória e oxigênio de sobra,
e para o General e uma tropa
a injustiça oligarca transborda.
A única prova que existe é que
não há justiça a favor do a General,
e de novo não deixaram vê-lo.
A poesia tem
pernas mais longas
do que você imagina,
e é bem mais veloz
do que a mentira.
Onde existe a poesia
uma mentira repetida
várias vezes nunca
será uma verdade.
Toda a poesia
tem a capacidade
de fixar residência
na sua cabeça.
O General continua
PRESO INJUSTAMENTE
sob acusação FALSA
de instigação a rebelião,
e o mundo inteiro sabe.
Liberdade em nome de Deus e da justiça,
foi o quê pediu mais outra voz ao General
que foi preso desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito no meio de uma reunião pacífica,
Muitos sabem que os direitos
do General
estão todo o dia sendo violados,
ele é inocente, tem o seu código e própria mística;
Que ando usando o nome dele poeticamente
não é segredo para ninguém,
mas para contar da injustiça conhecida
sem a intenção de ferir
a quem quer que seja
e sem ser infiel a História e aos tempos também ando
contando o quê passa no mundo e na América Latina.
Porque francamente me incomoda ver que uns
tentam falar pelo General e outros tentam se esconder no nome dele,
mas quem está padecendo as dores
da prisão é somente ele.
Mais de um com
uma carta aberta
e a outra com artigo,
(foram mais de dois),
e vocês sabem
melhor que eu disso:
Existem fatos que
(precisam ser ditos).
Uns dizem que não
foi por emergência
que o General preso
injustificadamente
foi levado para
a prisão do hospital
e dela foi devolvido,
deve haver algo
muito além disso:
Não foi só pela palavra
dita pela irmã,
ninguém sabe de nada
e qualquer coisa
não me convence.
Só se sabe que ninguém
mais conhece a imagem,
não se sabe em qual
estado ele se encontra,
e não me digam
que isso é normal!
Em tempos em que
ter oxigênio e justiça,
são a iminência real,
em tempos que em
mais de duzentos
dias não se abre
sequer um tribunal
padece a tropa por
'inflexibilidade' igual.
Por falta do amor romântico as pessoas não estão se aturando mais e outras se aturando nos braços da vulgaridade. Sem amor romântico não há sonho numa vida em comum.
Em tempos de tribunais
há mais de cento e oitenta
dias todos fechados,
olharia no profundo
dos olhos de azabache
do General e de tantos
outros para dizer que
não existe meia verdade.
Não é mistério para ninguém
que a reconciliação
foi de fato pela metade
e que para quem merece
é liberdade ou liberdade.
O General que está preso
injustamente desde
o trágico dia 13 março
há mais de dois anos
ainda não foi nem
preliminarmente julgado,
e segue vítima de uma
conspiração covarde:
notícias dele ninguém sabe.
Há uma imensa tropa
passando por igual sufoco,
dizer que ocorreu total
reconciliação não é verdade;
não adianta ninguém esconder
o quê o mundo inteiro sabe.
Em terra que dizem
que há mais generais
do que aviões,
Só me resta lamentar
o quê vejo nas
páginas dos jornais.
Só se sabe é que
a fada da pandemia
foi bailar até no quartel.
A grande realidade
é que ainda estão
fechados os tribunais,
Do General preso
injustamente e da tropa
ninguém sabe mais.
Só se sabe é sobre
os pensionados
que foram maltratados.
Não há ninguém que
não se queixe que
está desde março
sem notícia alguma,
Ecoou pela fresta
que um militar que
era pastor foi
achado enforcado
e que há silêncio inalterado.
Do mais distante sótão
e de quem preso como
o General está em Fuerte Tiuna
até agora não há
resposta de vida alguma,
E lendo sobre mortes estranhas:
(o contexto total preocupa).
Só se sabe mesmo é que
há um pedaço do continente
que anda mal-assombrado
e por um pesadelo embalado.
Sobrevoa o condor
o nosso continente,
a cada dia há
mais gente doente,
O Mar é da Bolívia,
a cada dia por
aqui tudo tem
virado caso de polícia:
sem contabilizar
o silêncio chileno
por cada prisão política,
O Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
dos refugiados
a instabilidade política
tem sido a madrinha,
e tem trazido injustiça
para o líder veterano
dos tupamaros;
E estes versos
estão presente entre
os desamparados
da América Latina
e recordam que as Malvinas
são e sempre serão argentinas,
E não posso deixar de lembrar
que o General preso injustamente
ganhou a medida cautelar,
e pela tropa também sigo a gritar,
quero ver o sol da justiça raiar
e a liberdade sul-americana celebrar.
