Quando Sorrimos
Quando a pessoa se isola em seu mundo introspectivo, não quer dizer que se ausentou de seu mundo externo, apenas está dando uma pausa e tentando descobrir vestígios intra uterinos que possa lhe fazer entender e compreender o porquê de tantos mistérios lá dentro e fora dele, e nesse momento sua alma volta na posição fetal, mergulha e adormece dentro da bolsa amniótica...
Mais um ano que vai passando e quando nos damos conta, não fizemos nada, apenas trocamos a folhinha do calendário e quando a gente realmente se der conta não terá mais nenhuma folhinha pra arrancar.
No recôndito da alma encontram-se em letargia sonhos tão pueris que quando a gente suspira eles são lançados ao céu ..
Quando caminhas encurvado de olhos para o chão, tua alma fica exaurida e presa num tempo curto e a vida se esvai... Mas quando tu olhas para o céu, tua vida te liberta das amarras da terra que pisas e tua alma rompe os grilhões, se torna leve e voa... Voa... voa até se perder na imensidão e ser soprada novamente ao vento num novo tempo que ressurgirá dentro de ti.
Quando sentires tua força ameaçada, levanta-te e erga a espada que o Salvador deixou pra ti aos pés da Cruz do calvário.
O caminho é um só, o problema é que quando nascemos surge a bifurcação que se difunde em vários atalhos...
Quando teus olhos estiverem vendados pela escuridão oprimindo tua alma, silencie e ORE! Deus expandirá teu caminho em LUZ!
Quando perceberes que circunstâncias, fatos e pessoas sintonizarem na mesma energia que a tua, podes ter certeza que é essa sintonia que precisas canalizar e nutrir, as demais são apenas catalisadores que geram em ti essa frequência mal sintonizada.
O que fazer?
-Abstenha-se!
Quando estás quebrada por dentro e não acha teus pedaços... é nesse momento que Deus está restaurando tua evolução, e desobstruindo os caquinhos de vidro que insistem em fechar tua visão para a vida terrena que acertastes como tua missão, portanto, aquieta teu coração!
Quando um ente querido parte e voa para o céu, leva junto também teu coração. E tu perdes o chão, paralisa no tempo e tudo toma outro sentido em tua vida. Tu começas a enxergar um mundo intangível, que parece obsoleto, e só tu enxergas agora e que tudo o que era antes também foi embora...
Quando perdemos entes tão próximos e queridos, temos a sensação que nossa alma flutua no ar e nosso corpo vazio e inerte caminha sozinho no tempo...
Quando te encontrares num labirinto e não achar a saída, olhe para o céu que Deus te mostra o caminho...
O AVESSO DO VERBO
(Sobre o que sobra quando as palavras faltam)
Às vezes eu culpo o silêncio, por não me entender ou mesmo compreender as metáforas de minha existência. Ele tem o hábito de esconder as palavras que eu ainda não tive coragem de inventar — ou mesmo decifrar.
Lu Lena / 2026
UNIVERSO INTOCÁVEL
(Quando as letras dançam e o ego silencia)
Minha realidade não segue o ritmo dos cliques ou o glamour que alimenta o ego. Sou a plateia da minha própria introspecção, enquanto as letras dançam conforme a música gira na vitrola do tempo. Em meu universo intocável, eu apenas as observo.
Lu Lena / 2026
SINFONIA DA TRANSIÇÃO
(Quando o tombo da menina revela a força da mulher)
Sorridente, ela corre pelo campo verdejante. Seu balão branco contrasta com o céu azul-anil e com as borboletas coloridas que dançam a sinfonia dos anjos. Mas a menina tropeça e cai. Eis que um anjo desce do céu e entrega-lhe um lencinho para enxugar as lágrimas dos olhinhos brilhantes. Nesse instante, sua alma retorna e acopla-se num corpo de mulher que, mais uma vez, desperta para a vida... E o balão? Continua flutuante em seus sonhos infantes.
Lu Lena / 2026
Quando compreendermos que silenciar a mente a alma entra em sintonia com o corpo, então a vida sai da corda bamba e todas as manchas e sombras se tornam luz.
Incrível quando queremos nos concentrar num só pensamento, e aí eles vem numa aglomeração como um cardume de peixes saltitantes querendo sair pela mente completamente retrógrada se enrolando em sua própria rede de pensamentos totalmente loucos, abstratos e sem nenhuma conexão com a nossa realidade.
