Quando Sorrimos
Não consigo dar um ralhete em condições, ninguém vê o que eu vejo quando ela está bem a minha frente!
A esperar
...enquanto sopra o vento, passatempo. E a minha espera parece sem fim. Onde e quando, brincam de esconde-esconde. Enquanto você distante de mim. Quando o vento parar de soprar e tempo por um instante parar certamente ao meu lado estarás.
Quando o mundo desaba a paz não deixa de existir, pois Deus existe e é com Ele que quem vive na verdade irá partir.
AMOR MEU, QUIMERA
Quando meus olhos encontraram os teus, amor meu, pela primeira vez
Imaginei flutuar num mar cálido, acima das bestas esfomeadas
Que tentavam alcançar meus pés nus com dentes arreganhados
Que surpresa tive eu, amor meu, ao tornar-me uma besta parecida àquelas
Entregando-me à tortura e deleite de tua conquista
Expectativas e apetites invadiram meu âmago
E o reflexo mostrava que era tão ambiciosa quanto as vis criaturas
Tua voz despertava em mim anseios que não me atrevi a resistir
Ávida por ti, capturava cada um de teus suspiros hesitantes
Não me contentei! E a dor de tocar o fogo sombrio da tua alma
Queimou a nós dois, amor meu
Amor meu, o que faria sem ti? Eu me perguntava
Nunca permiti que tal resposta surgisse para assombrar nosso júbilo
Mas a verdade, eu sabia, nos espreitava com o olhar devorador
E logo o inevitável, voraz, destruiu o tranquilo castelo utópico que construí
Quando te perdi, amor meu, que agonia senti!
Afoguei-me em saudade, perdi-me nas lembranças de tuas palavras
Belas, simples e fascinantes. Como poderia não te cobiçar?
Tornei-me folha ao vento e grito interminável que dava por ti me rasgava
Pouca lucidez me restara. Amor meu, por que tinhas de partir?
Tua ausência jamais abandonou minha carne flagelada
De nós dois apenas cinzas sobraram. Estavam em minhas mãos, em minha boca
E então tive que admitir o que mais abominava…
Tu também eras besta, amor meu, por me fazer sofrer tanto por ti.
E quando a caneta não escrever mais? Quando o lápis não tiver mais grafite? Quando a borracha ja estiver ressecada?
Os olhos se esforçam para enxergar, a fala mal se pode ouvir, o corpo luta para manter-se em pé. A cada dia uma batalha diferente, bem diferente das travadas no passado.
A contagem agora é regressiva, o tempo já não tem mais valor pois dele não se espera mais nada.
A mente ainda que pensante ja não se importa mais em fazer sentido, ela apenas é e ali esta. Nada mais é criado a partir da longa experiência que foi vivida.
Os sons, os textos, as músicas, as letras, organizações sistemáticas do que se aprende a sentir e que hoje ja não as expressam.
O sentimento é o que resta, a percepção mesmo que falha é o que move este antigo ser. O caminho foi longo, não tão longo que eu pudesse crer que mais 100 anos de sentimentos eu pudesse viver.
Homens, sempre nos destruindo...
Quando não tiram nossas vidas, tiram nossa paz, nosso brilho, nossa felicidade...
As pessoas só entenderão que Viver é diferente de existir, quando olharem com mais atenção para dentro de si mesmas...
Deus criou o amor para nos mostrar como ele quer que sejamos: a forma que nos comportamos quando estamos amando é a que explica a nossa verdadeira essência.
Quando me obrigam a ver a razão,
Mais loucura eu vejo,
Quanto mais loucura eu vejo,
Mais razão eu vejo nela,
Mais meu horizontes se expandem,
Mais eu me perco neles...
Forçada a calar, quando há a necessidade de gritar.
O corpo adoece, a mente enlouquece.
Quando a boca cala, o corpo fala.
O olhar grita em um silêncio ensurdecedor.
Pânico e vazio preenchem o todo.
A esperança morre, esperando o fim do corpo.
Estórias- XI… voar
Termos um bom pra nós, guarda na casa;
Quando começarmos a mal andar;
Por o mesmo até nos fazer voar;
É bom, por esse mesmo a nós dar asa!
Pois mesmo que se assuste, o nosso guarda;
Mesmo a fugir, também nos levará;
Logo um voar pra nós, nele haverá;
Só pecando, por sujar-nos a farda!
Mas que esse, da tal sujar, lá se lixe;
Desde que o bicho, nos salve do mal;
Quando pra fugir, não der para andar!...
Importa, é que o tal, pra nos salvar;
Nos faça sentir que nem um pardal;
Quando em: seu passear, tão lindo e fixe.
Com a segurança de quem se sente bem servido, dado que certo dia tive que correr, para parar a minha bichinha que arrastava: quer a minha dona, quer a minha filha só se tendo imobilizada quando também eu, a delas trela; agarrei! (Ver vídeo no Facebook)
As pessoas coscuvilheiras e maldizentes são como os grilos. Fazem muito barulho ao longe, mas quando te aproximas ficam caladinhas.
A felicidade é tão fugaz e abstrata, Vem e vai quando menos se espera, e nos deixa a imaginar, quando a mim voltará?, para que eu volte a me sentir uma pessoa completa de novo, e por quanto tempo??
E a vida vai passando...🤦🏻♂️
Marcas do Tempo
Quando na adolescência,
ainda sem muita experiência,
ouvia de meus pais:
“quero ver meus filhos bem,
com princípios morais e éticos sempre.”
Essa marca não se apagou com tempo!
Na vida, em todos os momentos,
os valores humanos
constituíram a nossa a essência,
que tenhamos presente, eternamente,
esse belo ensinamento.
Essa marca não se apagou com o tempo!
Sigamos alimentando sonhos,
que a coragem, a fé e a esperança
continuem sentimentos importantes,
que nos conduzam
a uma evolução constante.
Essa marca não se apagou com o tempo!
Que as novas gerações,
mesmo com o passar do tempo,
levem consigo esse exemplo,
e incorporem em suas ações
esse rico fundamento.
Essa marca não se apagou com o tempo!
Que o amor, o respeito e a solidariedade,
sejam valores consistentes,
tornem-se conduta permanente,
na construção da sociedade
e na transformação da humanidade.
