Quando Morremos Sorrimos
"Quando um cristão é verdadeiramente apaixonado por Cristo, naturalmente ele sente o desejo de ir à igreja para cultuá-lo".
Anderson Silva
"A fé e a esperança nos dão forças para viver, ainda mais quando conhecemos um Deus que detesta a balança enganosa; que não fica inerte quando é afrontado".
Anderson Silva
"Quando você está apaixonado por Deus, indubitavelmente andarás em santidade e lerás a Bíblia; não obstante, se o Criador não tiver relevância para a sua vida, terás prazer no pecado e menosprezarás o Livro Sagrado".
Anderson Silva
"Quando observo hoje a vida de muitos colegas de infância infiro: valeu a pena ter me rendido a Cristo na minha adolescência".
Anderson Silva
"Quando você fizer alguma coisa boa para alguém, faça para agradar a Deus, pois independente do que você fizer, bem ou mal, sempre haverá alguém para criticá-lo".
Anderson Silva
"Quando a nossa vontade coincide com a vontade de Deus é muito bom; não obstante, quando isso não acontece e mantemos a obediência, sofremos no início e agradecemos no final".
Anderson Silva
"Quando visitei as Cataratas do Iguaçu percebi que ainda há pessoas que acreditam em POÇO DOS DESEJOS".
Anderson Silva
"O grande segredo de um vencedor é saber o momento certo de reconhecer quando perde".
Anderson Silva
Quando eu me ponho a em ti pensar
Viajo sem sair do lugar
Vôo até quase o amanhecer
É tão difícil te esquecer!
Felicidade que se foi
És como um espelho
Que reflete a própria imagem
Não vives por mais ninguém
Se eu não morrer em pensamento
Vou viver neste tão longo esquecimento
Como uma nuvem que passou e não parou
e o que jorrava se secou
Não descobri o que mudou o seu olhar
e nem senti o vento frio
Que esfriou essa paixão
Só vejo um dia lá na frente aproximar-se
Para eu imaginar, poder sentir
Todo esse Sol que vai brilhar
E nesse dia imaginário a consciência vai voar
Se nesse dia tão feliz você voltar
Mantenha-se calmo
Tranquilo em em paz
Quando se vive
Uma vida correta
de vez em quando a gente acorda
Com a alma inquieta
Mas o coração, esse permanece
Tranquilo demais
Portanto
Jamais se esqueça
Que por mais que cresçam
As indiferenças e desconfianças
É essencial
Conhecer as astúcias do Mundo
E saber que o mal se esconde
Daqueles que mesmo assim
Permanecem confiáveis
E sensíveis, igual a uma criança
Isso pode sim, existir de verdade
Nem sempre a idade
é capaz de revelar
A quantidade de anos vividos.
saiba manter seu coração
de portas sempre abertas e apercebidas
Na medida que caibam
Somente palavras certas
e faça valer sua vida.
Edson Ricardo Paiva.
De vez em quando
Eram promessas
Dessas que se esquece
Antes de acabar o dia
Como se houvesse na vida
Algum tipo de esperança
Que pudesse simplesmente
Esvair-se
Juntamente o pôr do Sol
Podem passar anos
desejos profundos
Permanecendo latentes
Aguardando o segundo certo
Pra despertar
Num futuro um tanto incerto
Tão repentinamente
Como um dia adormeceu
Pois
A dor que um dia a causou
Não se esqueceu
Como eu não me esqueci
Eu creio que somente adormeci
Tristemente eu dormi
Aguardando assim
Que o tempo se esvaisse
Até chegar o dia
Quando após
muitos pores do Sol à toa
A lembrança muito boa
daquela triste esperança
Que hoje
Não mais me magoa
Ressurge, assim, do nada
Fazendo alarde
Em meio à mais uma das muitas
Madrugadas vazias e caladar
Gritando que hoje ainda não é tarde
E que talvez
A gente, que perdeu tanto
Por enquanto
Ainda não perdeu
Nada.
Edson Ricardo Paiva.
Quando houver na gente
Aquela vontade exigente
de querer saber de verdade
Como se deve agir
Pensemos, então
Será que temos a alma leve
Existe paz no meu coração?
Nesta breve existência
Não é tudo que se corrige
Não precisa haver
Sempre rima em todo poema
porém
Se não existe harmonia
nas coisas do dia a dia
A orquestra da vida destoa
Ninguém poderá pra sempre
viver somente
Aquilo que queria
E ao final não descobrir
Que por viver desigual
Viveu uma vida a toa.
Edson Ricardo Paiva.
A chuva cai de vez em quando
Noutros dias
Verdadeiras tempestades
Desabam na vida da gente
Advindo aqueles tristes
Momentos tempestuosos
E eu sinto uma grande saudade
Dos primeiros olhares de mãe
e beijos de irmãs
Naquelas manhãs
Que se perderam no passado
Lembranças felizes se unindo
a essas crises doloridas
Invadindo as nossas vidas
Sem a gente ter permitido
e nem dado licença
Essas coisas acontecem
Também em dias ensolarados
É quando surgem as dúvidas
Enquanto, outras elucidam-se
Em verdades pra lá de sofridas
Uma janela se abre no escuro
A alma propensa a desistir
Pela falta, pela imensa falta
Dos momentos
Em que a gente costumava
Simplesmente sorrir
e mais do que isso : a gente ria
Sem saber de quê
Pois, se permitia a dar risada;
E então a minha fé
Faz ver surgir a Luz Intensa
E eu sinto a Divina presença
do Deus, que eu sempre tive ao meu lado
Pedras surgem no caminho
Anjos de asas negras
Criam laços
Ensaiam abraços
e abrem sorrisos falsificados
Eu olho pro espaço e me lembro
do Deus que eu tenho sempre ao meu lado
Tem noites em que sombras vem
Amigos verdadeiros
Distantes no tempo e no espaço
Eu olho ao meu redor
Não há nada
e nem ninguém
Além da dor insistente que acompanha
Mas minh'alma também não desiste
Pois eu já não me sinto tão triste
Sei que não fui abandonado
Fecho os olhos
E me lembro da luz
Do Deus, que me pôs neste mundo
E que esteve sempre
Sempre esteve do meu lado
Edson Ricardo Paiva.
A vida é algo
Mais os menos assim
Quando amanhece
Você abre a janela
e tem ali um jardim
Mas de nada vale ele estar lá
Se você não o vir
E nem perceber o perfume sutil
Como às vezes pode ser sutil
O Próprio Sol
Que parece encoberto
Mas aquela nuvem, na verdade
a você encobriu
As flores do jardim percebem a Sua Luz
Sem possuir olhos de ver
A vida só pode ser vivida
Se você a viver
e pra vivê-la
Não é preciso ter dinheiro
Nem jardim, nem nada disso
A alegria e a gratidão por viver
é que dão à vida aquele viço
E te fazem sentir vontade
de ter com aquele teu pedaço de chão
Um compromisso que você vai cumprir
Quando a gente conseguir
Compreender que a vida é isso
Poderemos então
Bem vivê-la, enfim
Começaremos por viver aquele dia
E quem sabe
Até cultivar um jardim
Onde, antes
Nada havia.
Edson Ricardo Paiva
Acordo de madrugada
Muito cedo despertei
Quando aprendi nas lições da vida
Que quanto mais palavras conhecesse
Menos eu compreenderia
A noite lentamente
Desvenda seu véu
Pra revelar que o Céu
Anda encoberto
Muito cedo compreendi
Que as respostas certas
Estão abaixo das nuvens também
desde que a minha mente
não obstrua a verdade
Escondida
Não pedras do Céu e do chão
Nas quedas que eu não caí
Nos restos de comida
Que o mendigo deixou pela calçada
Nas palavras ditas
Por quem definitivamente
Não tem noção do que diz
Mas segue a dizer
Constante e eternamente
Compreendi
Que não devo exigir
de mim mesmo a aprender
Com quem não aprende
Ouvem, mas não escutam
Falam demais
Fazendo cara de inteligentes
Escondendo a incompreensão
Por trás de um sorriso mudo
A vida me ensinou
Que todo mundo sabe tudo
E dizem que própria sombra
As abandona no escuro
Quando na verdade
A escuridão as persegue
Na mais intensa claridade
O dia prossegue
Vento e Sol de inverno
Eu penso no fogo eterno
Queimando pra eles
Que se deram
Quando pensavam se vender
Mentem
E chegam a crer
nas próprias inverdades
Concluo, então
que do muito que eles sabem
Cada um na própria
Arrogância e prepotência
Me descabe querer
Ser e saber igual a eles
Fico feliz
Em não ser nada
Tampouco melhor que ninguém
Ainda bem!
Edson Ricardo Paiva
De vez em quando eu me vejo perdido
Acordo esquecido e descubro
Que despertei justamente no momento
Que os sonhos talvez revelassem
O dobro de passos acertados
Eu ouço o ponto de vista das paredes
Espero a voz da chuva
A cada dia uma coisa nova
A cada tarde a mesma coisa
De vez em quando eu me lembro
de um outubro esquecido
E percebo quanto tempo foi perdido
E sei que não sei
Tanta coisa que sabe Deus
Um dia eu pensei ter sabido
Edson Ricardo Paiva
Quando acordar de manhã
descontente com o dia de hoje
Pense que hoje já é amanhã
Noutras vezes, talvez você queira
Que seja depois de amanhã
E vá vivendo assim...até o fim
Pois o hoje é somente
O tempo onde a gente se sente
Permita-se
Sinta o seu rosto no vento
E em todos os gestos
Um resto do gosto
Em mentir o teu rosto vermelho
diante do espelho
Uma imagem na qual acredita
Imagine a viagem
Igual que fizeste no tempo
Um caminho florido
Um livro que se perdeu
Enquanto ainda na metade
Seja livre de verdade
E pule essa etapa
Um resto de rosto na capa
Pode ser que seja o seu
Mas nunca, jamais permita
Que te convençam
de que hoje é só hoje
e ´só isso
Como tão bem
Lhes convém.
Edson Ricardo Paiva
Quando a gente olha pra vida
Com olhos de amor
Enxerga uma coisa lírica
Onírica, mágica e linda
Poética, mecânica, estética perfeita
Refeita a visão do eremita
Existe o tempo triste
Entra em pânico
Quando a beleza se dissipa
Perante o egoísmo do mundo.
E se a gente procura buscar
Só a ótica da esperança
Firmando aliança com a fé
Finca os pés num lugar melhor
E acredita em tudo e em todos
Vivendo a ilusão
Fadada ao engodo
Pois logo isso passa
Dissipa igualzinho à fumaça.
Se olha o mundo
Com ódio e desconfiança
Buscando alcançar somente
O que venha somar
Sempre um pouco mais
Fica doente por dentro
Sem paz,
Infeliz e incoerente
Sozinho ou talvez
Em companhia de outros
Que sejam iguais a gente.
E se todos conseguíssemos
Buscar ter a mesma visão
da criança que um dia fomos
E, quem sabe,sejamos ainda
Talvez enxerguemos
O Mundo e tudo mundo
Sob o prisma da realidade
Pois a vida jamais foi linda
Impossível fugir à dor
Pois, quando em criança, também doía
Mas a gente não perdia a esperança
No dia que raiava
Acreditava no amor
Sem ódio, rancor, desconfiança em demasia
Prudentes como serpentes
Simples corações de pombos
Sempre se reerguendo
E rindo dos próprios tombos
A vida não é só amor
Ou glória, vitória ou cinismo
Olhemos pra ela do jeito que é
Tendo fé nos seus defeitos
E talvez a gente consiga
Fugir um pouco mais das brigas
Aceitar as coisas
Do jeito que elas são
Tristes, felizes e confusas
Perfeitas na imperfeição
Tudo depende somente
da lente que a gente usa.
Edson Ricardo Paiva.
