Quando Morre Alguém que Amamos

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Imagine alguém entrar dentro da sua casa, se apossar de tudo o quê você tem e depois declarar a sua incapacidade civil durante séculos, foi o quê aconteceu com a população indígena. Preciso desenhar?!

A capa é rija,
E tomaram-me por guerreira.
Mas até os guerreiros
Têm alguém por quem olham
Com uma admiração que nem sempre sabem explicar.

Nunca precisei de te conhecer por inteiro,
Bastou-me estar atenta.
Aos pequenos gestos,
À delicadeza das palavras,
À forma como tratavas os outros
Quando nada te obrigava a fazê-lo.

E foi aí que te encontrei.
Não naquilo que procuravas mostrar,
Mas naquilo que, sem dares conta,
Deixavas transparecer.

Não sou de dizer tudo o que sinto,
Muito menos de baixar a guarda.
Mas contigo senti que havia algo
Que não devia ficar por dizer.

Não te disse o que disse
À espera de alguma coisa em troca.
Disse-o porque o vi,
Porque o reconheci,
E porque há pessoas
Que merecem saber o bem que deixam nos outros.

Sei que as minhas palavras te aqueceram o coração,
Mas espero, acima de tudo,
Que nunca tenhas duvidado da verdade delas.
E que, se algum dia duvidares de ti,
Te lembres de que houve alguém
Que, sem nada procurar,
Encontrou tanto em ti.

Quanto a mim,
Continuo de pé,
No lugar onde a admiração nasceu.
Sem exigir respostas,
Porque aquilo que te disse
Nunca foi uma pergunta.

Cuide pra que você não seja muito, para alguém que te quer tão pouco.

“O Cristo Interior não é alguém que precisamos encontrar.

É aquilo que deixamos de perceber quando nos afastamos de nós mesmos.”

A humanidade descobriu como se conectar com todos, mas desaprendeu como se relacionar com alguém. A liquidez das relações humanas está liquidando o próprio significado de ser humano.

COMO ENSINAR ALGUÉM A PENSAR SEM ENSINAR O QUE ELA DEVE PENSAR?

Existe uma contradição silenciosa em parte da educação.

Dizemos que queremos formar pessoas autônomas. Depois avaliamos autonomia pela capacidade de repetir corretamente aquilo que ensinamos.

Ensinar conteúdos é indispensável. Não existe pensamento complexo sem repertório.

Mas existe uma diferença entre oferecer instrumentos para pensar e entregar conclusões que não podem ser examinadas.

Uma educação voltada à autonomia precisa suportar uma possibilidade desconfortável: o aluno pode aprender a pensar e chegar a uma conclusão diferente da nossa.

Isso não significa que toda conclusão tenha a mesma qualidade. Autonomia não elimina critérios. Ao contrário.

Exige aprender a justificar, comparar evidências, reconhecer limites, revisar interpretações e atribuir pesos diferentes às fontes disponíveis.

É nesse sentido que tenho trabalhado uma Pedagogia do Discernimento.

Não como educação para ensinar pessoas a concordarem com determinadas respostas, mas como investigação sobre condições educacionais capazes de melhorar a maneira pela qual avaliamos aquilo que participa de nossas decisões.

O professor não desaparece. Sua autoridade muda de função.

Em vez de ser apenas fornecedor de respostas, torna-se também alguém capaz de ensinar o estudante a perguntar por que determinada resposta merece confiança.

Existe uma diferença profunda entre formar seguidores de ideias e formar autores de julgamento.

Educar alguém para pensar não é ensinar em que acreditar. É ajudá-lo a compreender por que acredita, quanto deveria acreditar e o que poderia fazê-lo revisar aquilo em que acredita.

Talvez a educação não tenha segredo.

Talvez o segredo continue estando na educação.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

POR QUE ESTAR CERTO PELOS MOTIVOS ERRADOS CONTINUA SENDO UM PROBLEMA?

Imagine alguém que faz uma previsão sem qualquer fundamento e acerta.

O resultado correto transforma o raciocínio em bom raciocínio?

Não necessariamente.

Podemos chegar à resposta certa por um caminho ruim.

Assim como podemos tomar uma decisão racionalmente defensável e, por acaso, obter um resultado ruim.

Essa distinção é importante porque costumamos avaliar decisões olhando para trás.

Se funcionou, acreditamos que decidimos bem. Se deu errado, concluímos que decidimos mal.

Mas resultado e qualidade do processo não são a mesma coisa.

Uma decisão precisa ser examinada considerando as informações disponíveis no momento em que foi tomada.

Caso contrário, transformamos acaso em competência e incerteza em culpa.

Discernimento também exige separar processo de resultado.

Perguntar: “Com aquilo que eu poderia saber naquele momento, quais informações deveriam ter recebido maior peso?”

Essa pergunta é muito mais exigente do que simplesmente perguntar se acertamos.

Porque alguém pode vencer apostando mal.

E perder decidindo bem.

Acertar não prova que pensamos corretamente. Errar não prova, sozinho, que pensamos mal.

O resultado encerra o acontecimento.

O discernimento investiga o processo.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

Educar não é colocar respostas dentro de alguém; é impedir que perguntas morram antes de aprenderem a nascer.

Carlos Eduardo Balcarse

Formar não deveria significar colocar alguém numa FORMA.

Carlos Eduardo Balcarse

COMO SABER QUANTO PESO DAR À OPINIÃO DE ALGUÉM?

Nem toda opinião merece o mesmo peso.

Mas também não deveríamos avaliar uma ideia apenas pelo prestígio de quem a pronuncia.

Especialistas podem saber mais.

Pessoas próximas podem conhecer melhor nosso contexto.

Experiências pessoais podem oferecer pistas.

E nenhuma dessas coisas transforma automaticamente uma opinião em verdade.

A pergunta madura não é simplesmente:

“Em quem devo acreditar?”

É:

“Quanto peso esta pessoa merece exercer sobre esta decisão específica e por quê?”

Autonomia não significa ignorar influências.

Significa aprender a regulá-las.

Porque pensar por si mesmo não é pensar sozinho.

É impedir que alguém pense definitivamente em nosso lugar.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

POR QUE ALGUÉM DEFENDE AQUILO QUE O PREJUDICA?

Porque a alienação pode transformar interesses alheios em convicções pessoais.

Nem toda pessoa dominada se reconhece como dominada. Algumas defendem suas próprias correntes porque aprenderam a chamá-las de liberdade.

Na Pedagogia do Discernimento e na Alfabetização do Discernimento Consciente, investigo caminhos educacionais para desenvolver autonomia intelectual, análise crítica e capacidade de revisar crenças.

A prisão mais difícil de abandonar é aquela que o pensamento aprendeu a chamar de casa.

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse

Carlos Eduardo Balcarse

Psicanalista, Escritor e Pesquisador

19 de outubro de 2026

QUANDO ALGUÉM TENTA CONVENCER VOCÊ A DESCONFIAR DE SI MESMO

Uma pessoa apresenta um fato. A outra nega, distorce, ridiculariza e insiste que tudo foi imaginado.

A conversa deixa de investigar o acontecimento e passa a questionar a capacidade de percepção de quem o relatou.

Quando esse padrão é persistente e utilizado para exercer controle, pode integrar formas de manipulação psicológica conhecidas como gaslighting.

Há manipulações que não tentam mudar apenas sua opinião. Tentam enfraquecer sua confiança na própria capacidade de avaliar.

Mas reconhecer manipulações também exige cautela. Nem toda discordância é abuso. Nem toda lembrança divergente constitui uma tentativa deliberada de controle.

Precisamos examinar padrões, evidências e contextos.

Porque desconfiar de tudo pode ser tão prejudicial quanto acreditar indiscriminadamente.

O discernimento não exige acreditar sempre em si mesmo. Exige não entregar a ninguém o direito de decidir sozinho o que é real.

Carlos Eduardo Balcarse
31 de outubro de 2026
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914

"O pranto exige uma lógica que a tua partida não tem. Como chorar o fim de alguém que eu só vi ser força?"

A humanidade precisa de alguém que faz muito mais do que corrigir verbalmente, poder nunca é substituível, enquanto haver forças opostas haverá correções na ética.

Não desista, melhor conselho é viver tipo ninguém, pois, o alguém tem algo a perder o ninguém não 🤗😏

Assim, só porque alguém é forte, os fracos não existem, fortes servem, fracos aprendem.

Nunca ande achando de que estás ultrapassando alguém, na verdade, na vida cada um anda no caminho dele.
Pensamentos!

Quando alguém escolhe rejeitar um amor verdadeiro e sincero, a perda maior nunca é de quem amou, mas sim de quem não soube valorizar um coração leal.

Quando alguém escolhe o descaso, a maior perda não é de quem ofereceu o seu melhor, mas de quem perdeu a chance de caminhar ao lado de um amor sincero.

"Não quero alguém para preencher meus vazios, mas alguém cuja presença não me faça perder a plenitude que conquistei na ausência."