Quando Morre Alguém que Amamos

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Alguém que nasce louco, cresce lesado, morre demente.

Em histórias de amor, alguém sempre morre, isso é bíblico...
...Jesus morreu por nós

Quando alguém que você ama morre inesperadamente, você não o perde de uma só vez; você começa a perdê-lo aos bocados durante um longo tempo - na forma como o correio deixa de chegar, o seu cheiro desaparece da almofada e até das roupas no seu armário e nas gavetas.

John Irving
A Prayer for Owen Meany

"E me doeu. Doeu como se dói quando alguém que a gente ama morre."

O tempo que corre
A situação que ocorre
Alguém que morre
Tudo passa
A vida é cheia de graça
Lembre-se que em cada momento
Não tem jeito, já passou mais um tempo.

Errou com alguém que gosta, se arrependeu e, não quer dar o braço a torcer? Olha, muita gente morre com os braços inteiros e coração partido.

Eu já morri muitas vezes nessa vida...
Porque gente morre um pouquinho
Quando se perde alguém que ama...
Quando sofremos uma decepção...
Quando perdemos um bichinho de estimação...
A gente morre um pouquinho quando vamos alguém sofrendo e por mais que se queira ajudar não é possível...
Quando deixamos o lugar onde nascemos...
Quando nos deparamos com a traição...
A gente morre um pouquinho quando um projeto não deu certo...
Quando um amigo vai embora...
Quando deixamos de amar e alguém chora...
A gente morre um pouquinho quando os filhos deixam nossa casa...
Quando eles batem asas e passam a viver suas vidas...
A gente morre um pouquinho até que um dia de pouquinho em pouquinho a gente morre...

Renato Jaguarão.

O codependente morre de medo de magoar alguém, por isso está sempre magoado.

A Urna Veio?

Há uma pergunta que se faz sempre que alguém morre. Tão simples, breve, quase automática: “A urna veio?”

À primeira vista, trata-se de uma questão de gestão de tempo: as pessoas precisam livrar-se logo da urna, pois ela pesa na consciência dos que ficam. No fundo, porém, é uma das perguntas mais metafísicas que a linguagem humana já forjou.

Quando alguém morre, algo inusitado sucede: o seu nome passa a ser insuficiente. Aquele que, há horas, era chamado pelo nome próprio — repleto de história, afectos, memórias e conflitos de legitimação — hoje é reduzido a um objeto. Ninguém ousa perguntar por ele ou por ela; pergunta-se pela urna. Pior ainda, pergunta-se se ela veio. O nome cede lugar à coisa.

A morte não sacrifica apenas a vida biológica; ela opera uma transmutação simbólica. O sujeito transforma-se em conteúdo da urna. A pessoa converte-se em recipiente prestes à decomposição. Aquilo que foi presença temida, respeitada, amada ou odiada torna-se restos mortais. A linguagem segue com fidelidade fria esse processo: deixa de nomear identidades de excitação e passa a rotular objetos de repulsa. São poucos os que se aproximam da urna, ainda mais quando ela contém restos mortais em avançado estado de decomposição. Até os perfumes teimam em desempenhar o seu papel com zelo.

Esse desvio de eixo gravitacional não é um acidente aristotélico. É a revelação do quanto nos é difícil lidar com a substância finita. Dizer “a urna veio” é mais consolador e aconchegante do que dizer o nome daquele que já se tornou autenticamente mudo. A urna veio — eis um termo técnico que nos protege do abismo existencial. É uma forma de anestesia simbólica. A sociedade precisa refinar a absurdidade da morte para continuar a funcionar; do contrário, ela se tornaria tão insuportável quanto a pedra de Sísifo.

Mas há algo de profundamente angustiante nisso. Durante toda a vida, lutamos para afirmar quem somos, para deixar marcas, para sermos reconhecidos como seres singulares. No fim, essa singularidade dissolve-se numa designação coletiva. A urna é sempre igual, apesar de conter restos mortais de seres irrepetíveis. A morte, nesse sentido, nivela desigualdades que nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos consegue suprimir: ela é radicalmente igualadora.

A pergunta “A urna veio?” diz mais do que se imagina. Ela diz que o corpo (matéria) derrotou o nome (ideia); que a ciência da vida (biologia) venceu a ciência das vivências (biografia); que a história pessoal foi brutalmente encerrada e substituída por um banho colectivo. O ser humano deixa de ser projecto — como diria Heidegger — e passa a ser coisa disponível, transportável, administrável.

No entanto, algo permanece. Mesmo quando dizemos “urna”, sabemos que ali está alguém. Só que é um alguém que já não responde. Há quem responda por ele lá fora. A linguagem tenta coisificá-lo, mas a memória insiste em humanizá-lo. Em surdina, o nome continua a ecoar na mente dos seus. É assim que nasce o luto: no intervalo entre o objeto dito (urna) e a pessoa lembrada (nome).

Por isso a pergunta incomoda tanto, talvez. Porque ela expõe, sem disfarces, o absurdo da condição humana: não é apenas o corpo que apodrece; é também a forma como o mundo nos nomeia quando já não temos possibilidade de responder. E quando o nome se revela insuficiente, resta a urna.

A morte, afinal, não é apenas o fim da vida. Nem é o início da briga pelo espólio.
É o começo do momento em que o humano deixa de ser chamado e passa a ser levado.

Às vezes, a pessoa só enxerga o amor em alguém depois que esse alguém morre.

Tenho mais medo da perda do que da morte... e é por isso que de cada vez que alguém que eu amo morre, eu desejo ter sido eu a morrer...

Inserida por FilosofoDasCinzas

Acredito que perder um amor é como a dor de perder alguém quando morre. Sabemos que um dia partiremos dessa terra, é inevitável. Perdemos para Deus, não há perda melhor. Ah, mas quando se perde um amor, você está o perdendo para o mundo. E aí começa a luta dos guerreiros, persiste por ser fiel ao que sente, vai até onde acabam seus limites, e tudo para resgatar quem ama... Muitas vezes em simples atos e às vezes com alguma loucura.

Inserida por AnaLuisaSSilva

E como funciona essa história de final feliz?
Se agente chora quando alguém morre!

Inserida por PriscilaPerondi

Não tenha medo de perder um alguém que ama, porque o amor não morre, e as lembranças existem para acolher nosso coração nos piores momentos.

Inserida por DanielleMerone

"Às vezes pensamos que somos imortais, até que morre alguém muito próximo, e leva junto com ela um pouco de nossa imortalidade!"

Inserida por Juniorfrio

Mulher, Aquela que ama, cuida, proteje, e até morre se for preciso para mostrar a alguem que o ama...

Inserida por molekinha123

Essa mania que as pessoas têm de quando morre alguém, elas tentarem os transformar em herói é ridículo. Um cantor que mal faz sucesso se tornou o rei da sua categoria, uma atriz que estava no sofá havia anos era a dama das telenovelas, um professor que pouco fazia seu trabalho tornou – se o grande mestre, o amigo que nem era notado na turma virou ‘o cara’, a namorada que era como uma cabeça de bacalhau, agora era a dona de todas as aparições, destaque em holofotes. Na verdade não é nada pessoal, mas é que faz pensar que essas pessoas só tiveram algum valor depois que partiram, ou quando estão no ultimo suspiro de vida. Temos é que parar com isso, endeusar quem não esta entre nós, independente do que eram que façamos isso em vida, para não termos nenhum remorso do ‘e se... ’ Não temos que perder para dar valor, é valorizar pra não perder.

Inserida por FLAVIAMARINA

Um escritor nunca morre, enquanto haver um alguém lendo seus livros.

Inserida por oiprazerlari

não deves chorar quando alguém morre, isso é apenas o ciclo da vida

Inserida por Gh0sT

Não se deixe dominar pela raiva, lembre-se da abelha que após atacar alguém perde seu ferrão e morre, tornando-se vítima de seu próprio instinto.

Inserida por Luizgsp