Quando mais Precisei de Ti
Quando tudo passar...
Quando tudo passar
Sentireis em ti um sabor de mudança.
A paz na alma refrigerada e banhada de luz.
Quando tudo passar
Entenderás o valor do tempo, ele não foi perdido.
O tempo foi o mestre do amor e do aprendizado.
O tempo não parou, o tempo mostrou que o homem quer ser seu dono, mas não pode.
O tempo não pertence aos homens, o tempo pertence a Deus.
Ondas do mar.
Quando passei por ti.
Não lhe dei o meu olhar,
Não lhe pedi um beijo.
De mim levaste amor.
Passaste por mim.
Deixaste o procurar.
Ficaste nos meus dias,
Da forma mais difícil.
No sabor da saudade.
Onde a distância não existe.
E nem posso medir,
Queria eu poder.
Saberia onde estar agora.
Só mais uma vez,
Passa do meu lado.
A teu lado vou ficar.
Numa orla.
Vendo o mar beijar as pedras.
Perguntar teu nome.
Te darei o meu.
Dá-me tua mão.
Te levo pro altar.
O mel vem com a lua.
Que dá luz ao dia.
Estou em tua casa.
Você na minha vida.
Com sorriso de criança.
Te dou minhas noites.
Você todos os dias.
Ainda volto lá.
Vou contigo.
Pra te ver passar.
Quantas vezes lá voltei,
Muitas vezes e não passas.
Mas tudo passa um dia.
Suas noites passarão.
Minhas lágrimas passarão.
No dia que você passar.
Até lá! Sozinho.
Te levo para ver o mar.
José Henrique
Em ti...
Quando fiquei aqui te vendo partir,
Senti calado a perda de muito de mim,
Não sabia que tudo que tinha estava em ti,
Meu olhar, meu sorriso, pétalas de uma vida,
Eras a minha rosa e o perfume se foi com tua ida,
Ainda tenho a marca do amor que arde em minha vida,
Deverias levar o amor que sinto,
A dor ficou a meu lado, numa taça de vinho tinto,
De um sabor suave que desce dilacerando...não minto,
O que ficou tudo tocas-te, tudo tem tuas mãos,
Uma herança que ainda sinto como um livro nas mãos,
Em meu corpo o arrepio de teu prazer,
Percorre noites em insônia tentando te refazer,
Desenho-te em poesias,
Se levasse o que ainda tenho, pois é somente teu,
E meu pedido de perdão, leve-o de mim,
Ando a viver sem mim, leve de mim o que é de ti,
Afronto-me com tanto amor,
Afogo-me nas noites deste mar de tua ausência,
Tira-me o desejo que ainda é somente teu,
Deixa-me viver sem ti, sem o féu nos meus lábios,
Não posso eu sorrir, sem te sentir no fechar de olhos,
Sem que eu fale, tuas frases me faço ouvir,
Estes longos dias pintam meu triste céu,
Da causa de tua perda, do amor sou réu,
Venha me absolver de tua decretada pena,
Desejo ser um eu sem ti, devo seguir,
Solte as amarras, as correntes do teu eu,
Deixe-me partir sem ti,
Tire-o de mim, já que não mais estou em ti,
Libertar-me das lembranças,
Do teu olhar, teu sorriso,teu perfume,
Teu sabor, teu colo, tuas lágrimas,
Do gesto teu de amor, que persiste continuar em mim,
Venha abrir as portas da vida que em mim se fechou,
Deixe as chaves ao sair,
Não me tranque em ti,
Permita-me sem ti...
Poder sorrir,
Poder viver...
No pouco que há em mim...
José Henrique
Chá com os Poetas e a Moça Bonita
Quando ainda não vinha a noite,
Camões adentrou sobressaltado.
Tinha visto na Caravela,
O mar inteiro lamuriar-se.
Deixavam, pois, como aferira,
restos de tudo a enturvar as águas.
Logo em frente estava Quintana,
vindo de longe no vagão de um trem,
a confabular com uma andorinha,
que em frase pausada silabava:
- No ar há tanta fumaça,
que nem se pode mais voar sozinha.
Enquanto se aguardava o Mia
a descrever Um Rio Chamado Tempo,
perceberam Shakespeare acomodar-se,
frente ao sol que já não se via,
proclamando sem muito assombro:
- Falta humano no divino, mais virtude no humano.
O saber não deve destruir a vida,
feito punhal a ferir o coração dos homens.
Escutaram-se ruídos vários, ao ouvir-se o abrir de portas.
Era Pessoa com Ricardo junto com os demais heterônimos.
Todos apóstolos frente ao pão, resolveram recitar Drummond,
que bem se diga, já havia previamente antecipado:
- Saí cedo de Itabira, vou embora para Pasárgada.
Quem sabe acho Bandeira, coberto num trono de palavras.
Neste instante chegou Vinícius e sua elegante diplomacia.
Asseverou solenemente. Trouxe-lhes taças e o vinho.
Não lhes privei do chá inglês, mas devem considerar com atenção.
Melhor é sorver o sentir com um espumante entre as mãos.
Já não se sabia mais as horas. O ar estava em cantoria.
A moça junto à janela que as primeiras letras fazia,
das palavras guardava afeto para se doar em cada livro.
Foi dela a sugestão que cada um deixasse de si, apenas um verso transcrito.
Eu, mero assistente, por obra de atrevimento, também fiz provocação.
Por que não escrever os poemas em simples folhas de pipas.
Soltaríamos as Pandorgas em cada um dos cantos do mundo.
E poderiam as mesmas se irem a procurar um novo dia.
Prontamente Camões assinalou:
"...Da alma e de quanto tiver,
quero que me despojeis,
contanto que me deixeis,
os olhos para vos ver.."
Em seguida chegou-se Mia a sentenciar num repente:
"... Deixo a paciência dos rios,
mas não levo,
mapa nem bússola,
porque andei sempre,
sobre meus pés,
e doeu-me às vezes viver.
Hei de inventar,
um verso que vos faça justiça".
Quintana com seu sotaque ergueu-se com voz doce e macia, a reverberar clarividente:
" ... Porque o tempo é uma invenção da morte:
Não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia,
para nos dar a eternidade inteira..."
Vinicius após servir o vinho, pediu um aparte.
Moça com perfume de flor, por favor, escreva para mim:
"... A coisa mais bonita,
que há no mundo,
é viver cada segundo,
como se não fosse o fim..."
Alberto, ao lado de Pessoa, também se pronunciou:
"...Mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena,
sei que a vida vale a pena,
quando a alma não é pequena.."
Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam.
Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia.
Então clamei a ela, antes que também se retirasse:
Agora que a lua cheia chegou,
como teus olhos em ternura,
borda-me entre o céu e a tua boca,
numa indelével tecitura.
A moça nada me disse, repousou na minha face.
Por ali ficamos embebidos de poetamento,
como se por um breve instante,
tivéssemos tocado o infinito.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas Para Crianças Crescidas
"...Andas em mim quando te percorro.
Para superar o instante, ir-me em ti além,
no ventre do tempo, me lavro em teu peito..."
Carlos Daniel Dojja
Fragmento Poema Semente Recolhida
Recordo
Quando de ti lembro,
minhas ideias se confundem.
fico meio perdido,penso que
logo vens.
Procuro em ti não pensar,
é tolice de minha parte assim
agir.
Por que te sinto perto, fingir
a nada conduz acabo sofrendo mais.
O preço da tentativa, de querer
em ti não pensar, faz efeito
contrário, e eu passo cada vez mais,
a te amar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. R/J
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
A religião é válida, quando ensina o caminho para dentro de ti mesmo, onde verdadeiramente estão teu céu, e teu inferno, ambos criados unicamente por ti...
odair flores
PARA QUANDO FORES MINHA
I
Te chamo baixinho
E sei que me escutas...
Penso em ti a cada hora do dia,
E sei que estás comigo!
Estou apaixonado.
Realmente apaixonado!
O coração ofega
Quando te sente perto...
Aquela dor pontiaguda e contínua,
Me acompanha a todo instante...
Vive em mim,
Por ti,
O adolescente que a tudo sente.
Nem te beijei ainda,
E já sei o sabor dos teus lábios...
Nem te abracei,
E já conheço teu corpo...
Teus cabelos...
Quanto já os acariciei...
Tua pele emana a energia
Que me faz sentir vivo...
Não te amei, ainda,
Mas, já és minha!
Com toda a paixão e loucura
Que tem os grandes amores...
Já és minha!
Assim como me guardo para ti, guardarei estas palavras
Para te dar quando fores minha... Para que saibas que me dei de corpo e alma.
Pois as minhas palavras são a minha alma: vêm do meu interior mais íntimo e puro.
São a essência do meu ser, quando digo: Te Amo!
II
Mas, serás minha
Quando for a hora...
Sem pressa... Calmamente...
Com todo o romance e corte
Próprio dos animais.
Pois, antes disso, como homem,
Quero deixar a inspiração
Voar livre...
Quero amar-te a cada instante,
E sei por teus olhos,
Que me entendes...
Nem sequer trocamos
Uma só palavra de amor,
E já nos amamos...
Acontece uma emoção
intensa e recíproca
Quando nos vemos...
Sei que me completarás
Como animal e como homem...
Pois tenho necessidade e apego
Às pessoas inteligentes.
E és uma mulher inteligentes.
E bela. E meiga. E forte.
Com muito amor.
Não me engano nunca quando deixo-me levar apenas pela intuição...
E minha intuição diz que te amarei muito!
E, serás para mim uma grande amiga. Para sempre.
Por isso, quero estar cada vez mais íntegro,
Apaixonado e cheio de amor para te dar quando fores minha!
Setembro 1980.
NADA SOU SEM TI (2010)
Quando pensei que tudo estava bem
Veio a prova, e eu te abandonei.
Não soube Ti amar como devia,
Longe de Teus braços, infeliz eu fiquei.
Não me deixes partir, eu Ti peço!
Não me permitas da Tua presença fugir!
Prenda-me em Teus braços eternos.
Não quero jamais deles sair.
Se por um vale escuro um dia eu andar,
Carrega-me em Teu colo, deixa Tua luz me iluminar.
Nunca me deixes sozinha.
Sem Tua companhia não quero ficar.
E, se do caminho da vida eu me desviar,
Por Tua misericórdia e bondade, me faça voltar.
Sem Tua presença, Oh Altíssimo, eu não quero viver!
Sem Ti viver é a morte, viver sem Ti é morrer.
Hoje eu tou aqui pra ti e pretendo sempre estar
Pra fazer-te sorrir quando estiveres a chorar
Ajudar-te a construir quando tudo desabar
E se estiveres no chão darei-te a mão pra levantar
Posso dar-te as minhas pernas se não puderes mais continuar
Posso dar-te o meu ombro se precisares te apoiar
Posso dar-te os meus olhos se não puderes mais enxergar
O que a vida tem de bom e o que ainda pode dar
Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!
O Tempo de Ti
Quando me perco no teu sorriso
O tempo foge a hora num minuto
O espaço é nada e o infinito
Encontro paz na guerra em mim
Enquanto solto as amarras do que já foi.
Quando afago o cabelo ondas de fogo
Arde tudo o que fui e volto a ser
Navego pelo mundo sem me mexer
E toco o horizonte que encontra o fim
Da sede do rio que agora é meu.
Agora sinto o mar na pele que és em mim
Madrugo o desejo que não sabe o fim
E beijo o vento que vê o Norte em ti.
Agora mordo a alma que acende em mim
Solto o chão que fui e fico assim
A voar no caminho de onde nunca parti.
A pessoa não ser considerada por ti amiga, não faz com que você tenha que falar mal dela, quando a pessoa vira as costas, se a pessoa ja te ajudou, se a pessoa sempre que pode esta disponivel para te ajudar e te aconselhar e muitas vezes você ter seguido, você não pode pagar com o mau a essa pessoa, tem de ser grata e pelomenos tentar respeitar porque é muito mau carater da sua parte!
Amigas pra passear, postar nas redes sociais, tirar foto, para fofoquisse há muitas, agora aquela pessoa que mesmo você não vendo muito grau de aproximidade e mesmo assim, te ajuda, te aconselha tem que respeitar sim!
Se no seu Dia a Dia você faz isso pensa bem, não esta sendo uma pessoa boa não .
Quando tudo estiver confuso que não consiga compreender teus familiares ou a ti mesmo,recorre a Deus para que ele te dê a Luz do entendimento e confia que com fé em Deus tudo sempre passa é passará.
Quero estar
perto de ti
tenho medo
de me parti
Quando penso
te escuto
quando vejo
me reluto
Me consome
me amarro
nas palavras
me amparo
o que é isso
a sussurrar
com você
é o meu lugar
Aquilo que sinto dentro do meu peito por ti é tão intenso que quero explodir... E as vezes quando explode, explode em forma de lágrimas de desespero e de alegria.
Onde Habita o Teu Inferno? Está no riso sem sentido quando ri de ti mesmo? Ou está na agonia em desejar a vida Como o prisioneiro deseja a liberdade? Onde está o teu inferno? Está na miragem dos lábios carnudos? No bendito Ser que se transforma em maldito Quando deseja a fragrância inexplicável Que impregna a alma Quando atraído pelo corpo da mulher? Se o inferno for o teu desejo, Navegarás perdido na fome insaciável de encontrar O momentâneo paraíso. Mas se o meu inferno for estar colado dia e noite À pele da mulher que me preenche no mundo ilusório da Existência, Por favor, não me salves por enquanto. Ainda preciso de mil anos Para deslizar a minha língua em teus seios E me perder entre cantos e detalhes do teu corpo. Eu quero as grades da tua Alma como minha prisão E a fortaleza da tua boca como esconderijo.
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