Quando as Pessoas Deixa de Amar assim
Não é omitindo erros ou estimulando autoengano que vamos melhorar pessoas que se vitimizam o tempo todo.
É comum rotularmos pessoas de antissociais, de metidos... quando não conseguimos se intrometer na vida delas.
Muitas vezes a convivência humana, a dinâmica da vida, as tensões diárias.... exigem das pessoas respostas imediatas, sem que haja tempo para pensar.
Com isso, as chances que essas decisões tomadas no calor do momento estejam erradas aumentam muito, abrindo espaço para a possibilidade de serem perdoadas.
Perdoar o tempo todo não ajudará as pessoas mudarem de direção.
Para tudo tem limite, inclusive para o perdão.
A linguagem neutra oferece representatividade e padrões de identidade social para pessoas não-binárias.
Mas acredito que, por si só, não irá resolver as questões relacionadas a identidade psíquica.
Acho desnecessário pedir para as pessoas LGBTQIA+ assumir sua sexualidade.
É como estivesse pedindo para a pessoa assumir algum erro.
E convenhamos se os heterossexuais não precisam se assumir para ninguém porque as pessoas LGTBQIA+ tem que se assumir ?
Em geral, não gostamos que falem bem de pessoas próximas, aquelas do nosso convívio diário. No fundo gostamos mesmo é quando falam mal.
Elogiar o outro causa incômodo, mal-estar, é um insulto para nosso ego.
Já criticar é um deleite para nós, seres narcisistas por essência.
O perigo de cortes e recortes tendenciosos que podem levar ao cancelamento e morte de pessoas inocentes.
É costume desprezar as conquistas das pessoas que estão perto de nós e enaltecer os feitos daquelas que estão longe.
Assim somos nós!
É muito comum ver pessoas reforçando as trajetórias e o esforço de personalidades negras que venceram na vida como parâmetro de defesa da meritocracia.
"Se eles conseguiram, todos podem conseguir."
Afirmar isso é uma verdadeira falácia!
Esses casos são exceções à regra e, na realidade, só evidenciam a grande desigualdade social e racial brasileira, decorrente principalmente dos processos históricos ligados à escravidão.
Vivemos numa guerra civil entre policiais e bandidos, onde muitas vezes são pessoas oriundas do mesmo extrato social, amigos de infância que, por ironia do destino, estão lutando em lados opostos.
É deprimente esse cenário onde pisam-se, corrompem-se, prostituem-se, drogam-se, matam-se uns aos outros e todos que atravessam no caminho.
Enquanto os maiores culpados dessa realidade caótica desfrutam de um bom vinho bem distantes desse ninho.
Segundo algumas pessoas, quem é de esquerda comunga das ideias de Rousseau, filósofo que acredita que o homem nasce bom e o sistema o corrompe.
Já quem é de direita segue as ideias de Thomas Hobbes e Maquiavel. Esses filósofos entendem que a natureza do homem é má, sendo necessário ter leis para regular os seres humanos.
De acordo com John Locke, acredita-se que nascemos como uma "tábua rasa", lisa e vazia, e o mundo vai preenchê-la com bondade ou maldade, dependendo do meio.
Eu acredito que alguns podem nascer bons, outros podem nascer maus, e para alguns, dependerá do ambiente. Cada caso é um caso. Não existe uma verdade absoluta ou fechada.
É estranho ouvir algumas pessoas oriundas de comunidades pobres falarem que são contra as políticas afirmativas porque venceram na vida sem precisar das cotas.
Exceção não deve ser a regra.
Conquistas pessoais não desobrigam o estado brasileiro de reparar as desigualdades sociais e todos os danos causados pelo processo de escravidão ao longo da nossa história.
Há pessoas que escolhem a dor como identidade.
Apreciam o sofrimento como uma marca da salvação, um caminho para o paraíso, para a eternidade.
